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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Carga Tributária Brasileira, uma Vergonha Nacional: Acoooorda Contribuinte!


A Carga Tributária Brasileira é a principal culpada pela paralisação dos caminhoneiros neste momento. Aguardamos  a conclusão de uma das maiores manifestações recentes na república brasileira: a "paralisação dos caminhoneiros". Protesto que chegou devagar e aos poucos tomou dimensões bem maiores, em resposta à decisão do governo por aumento dos combustíveis.

Tiradentes, Tiradentes, Existe Cidadão Mais Besta do Que Eu?

Mas a paralisação, em todas as grandes estradas brasileiras,  rapidamente se transformou e alcançou grande repercussão nos noticiários e nas redes sociais, seja com as desculpas do governo em relação ao aumento autorizado, ou às vozes das categorias mais duramente afetadas, ou seja pelo apoio que os brasileiros deram ao movimento, como também as críticas àqueles que não a apoiam.

A carga tributária brasileira é carrasca do cidadão
Nós começamos a perceber o quanto determinada ação não está isolada de várias outras que surgem aos borbotões. Sem combustível, caminhões que transportam de cabo a rabo do país as milhares de coisas das quais precisamos diariamente, o Brasil estanca.


Um início de pânico se aproximou de todos, temerosos de faltar comida na mesa. Mas não podemos nos desviar da verdade factual: é a carga tributária brasileira a carrasca dessa história.


Pagar Pesados Impostos a Vida Inteira - É Essa a Sina do Brasileiro?

E foi exatamente o que aconteceu, assustou e provocou as reações mais diversas - da solidariedade à causa, ao repúdio quase insano. Os produtos sumiram das prateleiras, das bombas, dos reservatórios, e demais locais de reserva/estoque/venda, nas cidades do país.  
Principalmente, claro, combustível e produtos hortifrutigranjeiros.
  
E agora Brasil, Brasil para onde? A poucos meses das novas eleições presidenciais, o governo enfrenta, por isso, uma grande, grave e séria crise. 
Os Pesados Impostos Brasileiros


No entanto, a questão do combustível está diretamente relacionada à economia, cujas diretrizes estão nas mãos do governo. Em teoria. A dobradinha mercado e governo aqui chama a atenção e a Petrobras está bem no meio dela. Nesse ínterim, o povo fica de fora. Mais uma vez. E por trás de tudo isso está a cobrança de impostos, ou seja, a maldita carga tributária praticada no Brasil.




Cochilamos e Esquecemos o Quanto Pagamos de Impostos?

Pagamos como brasileiros pesados impostos

Essa paralisação deveria servir muito bem para ativar uma área do cérebro dos brasileiros que , infelizmente, encontra-se debilmente adormecida.

Esquecemos, no corre-corre do cotidiano, as contas pesadas que pagamos da carga tributária brasileira, que está presente em quase tudo que usamos e compramos.

A lei da oferta e da procura é certeira e cruel: produtos de menos, preços sobem, daí, alguns produtos de hortifrutigranjeiros já estão com preços escandalosamente altos. Preços "normais" já são infames, em tempos                                                                                        de escassez são insanos.

A Corda no Pescoço que Sufoca o Cidadão - A Carga Tributária Brasileira

E o governo segue bradando que é, como sempre, o dono da razão, sob a capa protetora do velho e conveniente aumento de impostos. E nós cidadãos, curvados quase ao chão, continuamos vergados sob o peso de uma carga absurda de taxas impraticáveis e imorais de tributos em cada produto e serviço consumido. Já deveríamos ter dado um basta há tempos.
A corda no pescoço que sufoca o cidadão


A categoria dos caminhoneiros foi uma das poucas que ousou enfrentar o governo, "bater de frente". Somos  vilipendiados na caradura. E às vésperas das próximas eleições presidenciais, torna-se uma preciosa oportunidade para questionarmos tudo isso. 

É impraticável que precisamos trabalhar cerca de 150 dias do ano só para pagar a montanha de impostos que temos. E o grosso desse caldo vai para a federação, pois estados e municípios também sofrem com a usura federal.

Mais Importante que Faltar Gasolina é Faltar o  Espírito Crítico

A carnificina entranhada no Brasil pelos impostos
Chega! Todos nós estamos cansados de saber que nossos municípios estão abandonados, em péssimas condições, e que nós mesmos (os de fora do topo da pirâmide) vivemos massacrados ao pagar contas infindáveis ininterruptamente  com retorno quase quase nulo.

Se a paralisação dos caminhoneiros puder ter alguma resposta positiva, que seja abrir os olhos da população à carnificina entranhada no Brasil, perpetrada por políticos (através das políticas criadas, como a Carga Tributária ) sem compromisso com os eleitores, cujos interesses são seus próprios bolsos e usam com esse fim os meio mais repulsivos de corrupção. 


Você também pode se interessar por: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2017/12/reforma-da-previdencia-nos-queremos.html

Veja mais em:  https://bananapeople.wordpress.com/2011/05/25/sabe-onde-a-canalhada-de-brasilia-arranja-o-dinheiro-para-roubar-do-seu-bolso/

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Reforma da Previdência : Nós Queremos Perder Direitos?

O dilema aberto: o embate entre oposição e governo no país sobre a aprovação da "Reforma da Previdência". Dura batalha travada entre os partidos, seus aliados, militantes e cidadãos, pró ou contra a medida, com forte indicação de que a maioria da população é contra, ´pois temem as implicações sobre os riscos para o trabalho do cidadão.
Nós Queremos Perder Direitos?

Os líderes e a "executiva" dos partidos de ambas as prerrogativas (a favor e contra a reforma), pressionam seus senadores e deputados a fim de levantar o maior número possível de votos.

Os partidos enfrentam obstáculos para tentar conseguir "fechar questão" sobre a posição a tomar. Nem todos dentro dos partidos têm o mesmo posicionamento, há divergências internas. Precisamos analisar atentamente a questão a fim de assegurar que não se percam direitos essenciais aos trabalhadores.


  
Centrais sindicais se perguntam: "E agora José? José para onde"?                                

As centrais sindicais apontam em princípio  grandes  problemas para enfrentar: Os sindicalistas a aposentadoria com 65 anos para homens e mulheres, o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos, o fato de que mulheres e homens trabalhadores rurais também terão o mesmo regime, dentre outros. 

Segundo os representantes de grandes sindicatos de trabalhadores aposentados  e dos agricultores (Contag), várias as medidas são controversas e prejudicarão bastante principalmente a classe mais pobre, que começará mais cedo a trabalhar e a contribuir para a previdência.

Nós Queremos Perder Direitos?Os sindicalistas questionam como ficará o trabalho realizado por trabalhadores que enfrentam periculosidade, ou os tralhadores rurais que começam prematuramente a trabalhar e o grande peso que será contribuir para o INSS. Enfim, é preciso ficar de olhos muito abertos para a reforma da previdência.

Num país desigual como o nosso, a previdência social é justa?
                          
De um lado, os que embasam a reforma da previdência, sustentam dentre outras coisas, que os brasileiros estão vivendo mais, e consequentemente, poderão trabalhar e contribuir mais tempo para o sistema previdenciário.

Ainda argumentam que, tendo em vista essa mesma expectativa de vida aumentada, brevemente, serão muito mais velhos para sustentar com o orçamento do INSS, e que, tanto as contribuições dos trabalhadores, quanto dos seus empregadores, não são suficientes para dar conta do grande total a ser pago para tantas aposentadorias. 

O motivo pelo qual criaram um imposto específico, a fim de "cobrir" esta grande despesa, o Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). No entanto, continua aqui a grande injustiça: os mais pobres (maior número, menor renda), "financiando" os mais ricos (muito menor número e muito maior renda). Capice? 

                                             
Há uma precipitação na votação da reforma da previdência?            

De outro lado, opositores indicam uma enorme disparidade crescente que será difícil de consertar, que mina ainda mais a situação dos brasileiros de menor renda. Pode ser um tremendo barco furado a reforma da previdência para a grande massa de trabalhadores.

Explicam que não adianta vislumbrar a longevidade dos brasileiros, se estes não têm qualidade de vida semelhante aos europeus (que são o exemplo dado pelo governo), que ao envelhecerem são muito bem amparados pelo Estado e este claramente não é o caso no Brasil.

Reclamam da equidade - não somos realmente iguais na aquisição de direitos -  e de outras reformas mais importantes para serem colocadas em pauta, além do imperioso quesito de não ter havido discussão ampla com todo o corpo da sociedade.
Reforma da Previdência


Partidos articulam "fechamento da questão"  visando apressar a votação                    
Líderes partidários intencionam propor o "fechamento da questão" favorável à reforma da previdência, para assim pressionar à viabilização da votação da reforma, e nesse caso penalizar aqueles que são contrários à decisão, com repreendas que podem incorrer até na expulsão do partido.

Esta deliberação encerra a provável situação das "pressões de fora"  que tentam angariar votos contrários á reforma. O partido que deu a largada com o fechamento da questão foi o PMDB, as outras legendas ainda não conseguiram definir a posição que irão tomar, a fragmentação é forte. O mais próximo de uma definição pelo mesmo artifício é o PTB.

                                 

A Reforma é Uma Estratégia Para o Novo Governo Que Chegará ao Poder?

A previsão era que a reforma da previdência fosse votada no primeiro semestre de 2017, mas não foi possível.  Agora, em vias de terminar o ano, puseram em votação, em meio a muita discordância e polêmica dos vários interessados das categorias envolvidas com as próximas mudanças, se a reforma for aprovada: os professores, aposentados, trabalhadores rurais, servidores públicos, etc.

Na internet pipocam variados tópicos que estão na iminência de serem transformados caso a reforma seja aprovada, como a pensão por morte, a a junção do tempo de serviço e a idade para se aposentar (que serão somados de agora em diante). 

Intenções por Trás da ReformaÀs vésperas de nova eleição presidencial, desconfianças sobre as intenções por trás da reforma previdenciária em cima da hora, é o menor dos males que sobrará para o brasileiro enfrentar de agora em diante. A proposta de Emenda Constitucional 287 (PEC 287/2016) é o que tem assombrado os brasileiros.

Veja a Lista dos Argumentos Contrários á Reforma:

Os analistas  argumentam que o déficit da previdência - que justificaria a reforma - são fabricados pelo governo e dentre os argumentos contra a reforma da previdência estão:

1- O governo apresenta uma conta do "déficit" para justificar a necessidade de reforma da previdência - imprecisa e incorreta - pois descarta, dentro do Sistema Previdenciário, todas as outras contribuições que existem, só considera a contribuição sobre a folha de pagamento;

2- O Sistema Previdenciário  consta da Constituição Federal, está no artigo 194 composto de: Previdência Social/ Saúde/Assistência Social - é um sistema integrado - e recebe contribuições de várias fontes  (fontes diretas e fontes indiretas) além da folha de pagamento - há receitas vindo do COFINS, do CSLL, das loterias, dos concursos públicos, das importações;

3- O governo age como se não existissem todas estas outras contribuições (Fontes de Custeio) à Pevidência;

4- O governo elabora a conta do "déficit", ao usar como receita só a contribuição sobre a folha de pagamento e deixa de fora todas as outras e conta como despesa somente a previdência (que é a maior das três (do Sistema Previdenciário) , daí ele as compara e "encontra" o déficit;

5- A Reforma da Previdência vai sacrificar os trabalhadores, as finanças públicas, os municípios, vai empurrar grande parte da população a buscar planos de previdência privada;

6- O governo não considera outras maneiras de lidar com este déficit, como o combate à sonegação fiscal, a necessidade de uma urgente revisão das desonerações fiscais ( o agronegócio, uma das maiores e mais ricas indústrias do país, é liberado de pagar impostos!), etc.

7- Na realidade, o governo tem superávit, não déficit!

                             


Você pode se interessar também por: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/05/carga-tributaria-brasileira-uma.html

Veja mais em:
 https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/12/brasileiro-trabalhar-dez-anos-a-mais-aposentar.html  ; https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/maia-admite-dificuldade-em-obter-votos-para-aprovar-previdencia-e-nao-marca-data,48430caf0df64bf09f69cc5f0234722b9w1nw72h.html

sábado, 25 de novembro de 2017

Menino Desmaia de Fome em Escola na Capital do Governo Brasileiro

Fome, estranho flagelo para nós com a barriga cheia


                    
Seria trágico se não fosse triste, entretanto, este relato consegue ser os dois. Às vésperas do natal 2017 ( pode-se arredondar e dizer que um mês antes), a imprensa brasileira divulgou a sina de um menininho de oito anos, morador do Distrito Federal - capital do governo brasileiro - que surpreendeu sua professora num final de manhã rotineiro na escola. Só que o motivo não foi por uma nota boa numa prova, mas porque desmaiou de fome na sala de aula. 

Manchetes nacionais e regionais, em todas as mídias, no entanto não "viralizou" nas redes sociais. Um a mais, um a menos, dos 13 milhões de esfomeados cidadãos brasileiros, segundo censo do IBGE. No mundo, dados divulgados por órgãos da ONU, anunciaram o número de 815 milhões de famintos. A fome continua um flagelo desumano em pleno século XXI. No caso brasileiro, a um ano das próximas eleições presidenciais, uma criança desmaia de fome na capital do governo brasileiro.



Fome em pleno século XXI ainda existe em todo o mundo

O Brasil saiu do mapa da fome mundial, há tão pouco tempo, desse monstro devorador não só de criancinhas ameaça voltar com muita voracidade disseram técnicos responsáveis por avaliar as ações desenvolvidas. Estes estudiosos têm vista a "Agenda 2030" (com objetivos de  desenvolvimento sustentável), um projeto combinado por vários países membros da ONU para exterminar a fome mundial até 2030.

Caiamos na situação desconfortável de tirar a venda dos olhos pré-eleitoreiros - um só instante ao menos -antes que a massa informe e insana de disputas partidárias comecem a ferver os miolos de todos nós, pois  temos quase oito milhões de pessoas passando fome neste momento!

                               

É possível passar  fome e desmaiar em plena capital do governo brasileiro

Superfaturamento de preços, fraude nas licitações, roubo de verbas dirigidas à merenda escolar das crianças brasileiras que faz meninos como o do Distrito Federal, deixarem de comer o que pode muitas vezes ser a única refeição do dia desses pequenos. Exemplo de alguns dentre outros absurdos frequentes dos quais nos esquecemos no turbilhão da rotina do dia-a-dia. 

Só quem passa por essa dor insana, poderá de fato jamais esquecer. Quando, ocasionalmente, a correta distribuição da merenda ocorre, geralmente é deficiente, insuficiente ou com poder calórico muito baixo. Desmaiar de fome numa escola afinal, pode não ser tão absurdo.

As políticas públicas de distribuição de renda afetaram - em verdade - positivamente o quadro. Paralelamente, a insegurança alimentar (redução da quantidade ou qualidade da comida ingerida) atinge cerca de 50 milhões de conterrâneos, pelos dados da Ebia - Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. 

A questão da distribuição de renda continua quase inerte, com o percentual muito baixo dos que concentram as maiores rendas e uma enorme percentagem dos que recebem renda baixa e/ou insuficiente. A grande maioria dos brasileiros continua a ganhar muito pouco.
                           

A notícia da fome brasileira não viralizou                                                                                       
No site do jornal  Diário de Pernambuco, 21/11/2017 escrito por Wandeck Santiago a manchete era "Chamem Josué de Castro que a fome voltou". O IBGE registrou ainda que em cerca de 2,1 milhões de lares, ao menos uma pessoa que passou o dia inteiro sem se alimentar, por não ter dinheiro para compra comida. 

A escala da Ebia, varia do grau 1 ao grau 4, compreendendo respectivamente: segurança alimentar; insegurança alimentar leve; insegurança alimentar moderada e insegurança alimentar grave. A pesquisa pretende avaliar as famílias de acordo com esses parâmetros para mapear os tipos de gravidade da fome no Brasil. Resultados ruins são os esperados, infelizmente.

  


A geografia da fome de Josué de Castro ainda é atual?                                                                                           

Há setenta anos, Josué de Castro deixou um legado inesquecível aos brasileiros, seu livro "Geografia da Fome", no qual traçou um triste mapa resultante da investigação profunda que fez dos detalhes mais cruéis  do fenômeno da fome no país.

 No livro, contextualizou a privação alimentar por regiões , chamando atenção inclusive para o surgimento de doenças e características da produção de alimentos. Este trabalho, embora um legado inspirador de projetos de combate à pobreza, se configura num dos poucos modelos literários de estudos sobre este problema. Josué de Castro foi embaixador do Brasil na ONU e indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Este  estudioso humanista questionava o porque do assunto da fome despertar tão pouco interesse nas mesas de debates.Sua frase célebre é comentada até hoje: "Enquanto metade da humanidade não come, a outra metade não dorme, com medo da que não come."
Desmaiar de fome na escola e na capital do governo, parece não chamar a atenção de ninguém.
   
                                         


Veja mais em : http://noticias.band.uol.com.br/noticias/100000846262/quase-14-milhao-de-criancas-estao-em-risco-iminente-de-morte.html  ;  https://tvuol.uol.com.br/video/onu-alerta-para-desafios-em-mundo-com-7-bilhoes-de-pessoas-04020E183662C8912326  ;  http://www.cursoderedacao.net/desigualdade-seis-brasileiros-tem-a-mesma-riqueza-que-os-100-milhoes-mais-pobres/  ; http://www.msnoticias.com.br/editorias/geral-ms-noticias/mais-de-7-milhoes-de-pessoas-passam-fome-no-brasil-diz-ibge/72567/