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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Tatiane: A Mais Nova Vítima do Feminicídio Brasileiro - Até Quando Brasil?

Tatianes, Marielles, Marias, Eloás, Sandras, Patrícias, Elizas, Elianas, e tantos outros nomes que encheriam páginas e mais páginas deste artigo, são algumas das inúmeras vítimas de casos de feminicídio no Brasil, que não param de ocorrer. Foi divulgado nos noticiários de sites e blogs de notícias, que há cerca de 11 mil casos de feminicídio pendentes na justiça do país, para horror e dor dos familiares que aguardam a decisão da lei. 



Tatiane, no entanto, é a vítima que obteve destaque recente na mídia pela exposição dos fatos revelados através das câmeras de vigilância que registraram todo o seu sofrimento nas mãos de um monstro que supunha ser um marido. Para horror, repúdio e indignação de milhares de cidadãos em todo o território nacional e com certeza com alguma repercussão internacional. Nossa república deixou de ser terra do samba e passou a ser terra de matança.

                                    

Somos um Dos Piores Países para Assegurar Proteção  às Mulheres

A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no país, a cada 10 minutos uma mulher é espancada. A ONU apontou que o Brasil é o 5º pior país em casos de violência contra a mulher, o feminicídio. Somos um dos piores países do mundo (segundo a mesma ONU, são 193 países) nesse infeliz quesito. E os casos continuam a ocorrer mesmo após a criação da Lei Maria da Penha. 4 mil mulheres mortas e 60 mil estupros em 2017. Até quando?

Lei Maria da Penha Completa 12 Anos de Criação 

A Lei Maria da Penha, recebeu este nome também em decorrência de agressão grave sofrida por uma mulher chamada Maria da Penha, cearense, farmacêutica, que sofreu constantes maus tratos do marido, que disparou um tiro contra ela, que a deixou paralítica, depois o mesmo tentou eletrocutá-la. A lei só foi criada por pressão de órgãos internacionais que acusaram o Brasil de negligência em casos de violência doméstica.

A partir de então o Brasil precisou rever e reformular suas leis e compromissos perante os casos de violência doméstica e familiar, com vistas a assegurar maior proteção às vítimas , bem como agilidade na lei protetiva e assegurar a salvaguarda das mulheres que denunciam  seus abusadores. Há indícios de que, a partir da sanção da Lei Maria da Penha  conseguiu-se um aumento significativo de denúncias dos abusos, o primeiro passo para providenciar a justiça para as mulheres vítimas.


Não Denunciar e Esconder o Sofrimento Ajuda o Agressor a Continuar

Embora a maioria das vítimas tenha vergonha de seu estado, e às vezes até se culpa pelo sofrimento que passa, a mais importante ação para romper com o ciclo de violência às mulheres é a denúncia e afastamento imediato do agressor. Autoridades de Segurança Pública alertam para o fato de que ameaças podem sim representar um  sério risco á vida da mulher. É preciso acabar com o futuro de violência grave ou fatal logo nos primeiros sinais de possessão, ciúmes, agressividade e descontrole dos parceiros. Feminicídio é real.

Especialistas chamam a atenção de que a cultura da dominação masculina é ainda um dos maiores culpados deste número tão grande de mulheres vítimas de crimes. Da sociedade que vê o homem como detentor de direitos adquiridos sobre a mulher, como se dela fosse dono, do seu corpo, de sua vida e ainda pior, como se ela não tivesse valor. E enquanto essa visão , intolerante, estúpida e distorcida de valores continuar, pouca coisa irá mudar. 

Há uma real preocupação na qual teme-se que os caos de violência contra a mulher, o feminicídio, é tolerado pela sociedade  ( crimes também chamados de crimes passionais). É preciso levar a sério as ameaças de morte, entender o que é subjugação, ameaça psicológica, degradação da identidade, desfiguração do corpo e tantas outras mazelas que são descritas e relatadas pelas vítimas e muitas vezes são desrespeitadas nos seus direitos até por algumas autoridades que deveriam protegê-las.



Cada um de Nós Deve Ajudar a Mudar a Cultura Machista Que Mata Mulheres

De um lado, desde cedo as mães podem preparar o filho menino para o aprendizado respeitoso á mulher, bem como a qualquer ser humano. Ensinar a tolerância às frustrações, a ceder, a esperar,  a compreender, a ter empatia, respeitar os direitos dos outros, aprender os limites em todas as situações, aprender que não pode fazer tudo e ter tudo, dentre outros, já seria um primeiro passo rumo a uma mudança social séria.

De outro lado, os operadores do direito (juízes, advogados, etc), precisam ampliar o entendimento sobre as questões de violência que incidem diretamente contra as mulheres, nas tipificações  descritas na Lei Maria da Penha, procurarem ter a clareza de ver aqueles casos em que não foram só de homicídio contra uma pessoa, mas de feminicído em si. Espera-se estes profissionais atualizem-se quanto à Lei aprovada e procurem usá-las em suas práticas.

Leigos, homens, mulheres, instituições de ensino e religiosas, autoridades políticas na criação de mais projetos de segurança pública, na cobrança do uso massivo da lei .  Todos nós brasileiros devemos internalizar a consciência da necessidade urgente de mudanças no cotidiano, no que diz respeito a não mais tolerarmos qualquer tipo de violência contra a mulher.








Voc~e poderá se interessar por: https://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/06/estupro-e-preciso-dizer-nao-cultura-do.html ; https://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/06/violencia-contra-criancas-e-seguranca.htmlhttps://sociologiahojemdia.blogspot.com/2017/10/assedio-nao.html

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Separação de Famílias - Isso é Política de Imigração?

A ONU - Organização das Nações Unidas- completa 70 anos em 2018 e para comemorar o feito , lançou à época do "Dia Internacional dos Direitos Humanos" - em dezembro 2017 - uma campanha mundial e anual, em Paris, na França. Parabéns à ONU pelos 70 anos de lutas incansáveis por algo inimaginável para muitos, infelizmente ainda, o direito a ser tratado como um ser humano digno.



E a política imigratória praticada atualmente pelo governo Trump, é exatamente o contrário das ações inclusivas de direitos humanos efetuada pela ONU. Lamentavelmente, para dizer o mínimo, soubemos e vemos, estarrecidos, práticas ofensivas, desumanas, racistas, degradantes, contra famílias de imigrantes nos Estados Unidos atual. 

Para sermos mais objetivos, o governo Trump tem separado as famílias, os filhos dos pais, e as crianças estão colocadas em espécies de jaulas. A imprensa mundial noticiou, as mídias sociais propagaram, as discussões e questionamentos só começaram contra esse tipo de política de imigração. E devem crescer ainda mais. Tomara, em vista do horror que esse absurdo reacionário, burocrático,  eleitoreiro e desumano é.


Política Imigratória do Governo Trump



Separação de Famílias - Que Tipo de Opção de Política é Essa?

Essa política de imigração exercida neste momento pelo governo Trump, sequer agradou a todos os membros de seu governo, alguns manifestaram-se contra, se recusam a adotar ou aprovar a barbaridade. Fica difícil lembrar do aniversário de 70 anos da ONU, que talvez  passe em branco, já que os eventos da Copa do Mundo da Rússia e mais os espetáculos governistas de Trump e de outros chefes de Estado mundiais canalizam a atenção de todos.




Manifestantes já foram às ruas nos Estados Unidos , protestar contra esta insanidade:  o governo autorizou seus policiais de imigração a deter as famílias na fronteira Estados Unidos/México e separar pais de filhos. 

Repórteres fotografaram as crianças apreendidas dentro de celas semelhantes a jaulas de animais em condições desumanas. O mundo vê consternado a atrocidade cometida pela política de "tolerância zero" deste governo em relação aos imigrantes ilegais que tentam atravessar a fronteira.

A pressão contra esta atitude chamou  a atenção do Papa Francisco e outras autoridades relevantes pelo mundo e já se ouve rumores de que o presidente americano cogita mudanças no projeto de imigração.


Política de Imigração de Donald Trump
Reação à Política de Imigração de Donald Trump


Indignação e Perplexidade Contra a Política de Imigração de Trump                

                   Uma das maiores revistas semanais norte-americanas, a Times, colocou em sua primeira página  a imagem de uma criança pesarosa, a olhar para o próprio Donald Trump.  A comovente cena correu as mídias do planeta, e causou indignação e tristeza em milhares de pessoas no mundo, que foram às ruas e às redes sociais protestar.

Não bastassem todas as dificuldades, dores e sofrimentos pelos quais as crianças passam mundialmente - guerras, abuso, abandono, trabalho forçado, sequestro, violências, tráfico infantil, outros - soma-se a isso esta situação degradante. Milhões de pessoas foram impactadas com o cenário.

Trump inclusive já publicou em suas redes sociais alfinetadas em relação à política imigratória na Alemanha, quando afirmou que não quer o seu país igualado ao país Europeu, supostamente generoso com imigrantes.


Separação de Famílias - Isto é Política de Imigração?

 O Que a Política de Imigração do Governo Americano  Nos Mostra ?

Pessoas detidas em centros de detenção, sem terem cometido atos violentos, é o que  tem ocorrido nos Estados Unidos. Crianças afastadas de seus pais (cerca de 2 mil), mantidas encarceradas é a prática imigratória nesse momento. 

Recentemente, houve divulgação de um relatório sobre o desaparecimento de cerca de 1500 crianças imigrantes por um departamento do Estado. Não se tem informações seguras sobre o paradeiro destas crianças. As informações colhidas sugerem que as crianças fugiam de violências várias, inclusive abuso doméstico e dos cartéis de drogas.

A insensibilidade e o descaso das autoridades não tem limites. Estas instituições afirmam que sequer têm responsabilidade sobre os desaparecimentos. O contexto de todos os fatos fere direitos humanos básicos. A "humanidade" em cada canto do mundo gradativamente se esvai e certamente leva com ela o sorriso da inocência das crianças.







sábado, 13 de janeiro de 2018

Capitão Fantástico - É Possível Ser Diferente (de Verdade) Num Mundo Que se Diz Diferente?


Capitão Fantástico é um filme fantástico, com o perdão da redundância. Nos inspira, ao nos remeter a uma chuva de questionamentos que porventura podem já ter passado por nossa mente. Devemos seguir ao pé da letra tudo o que nos ensinam em toda nossa vida desde que nascemos? Sem questionar nada? Repetir e repetir numa repetição sem fim?

Basta, para vivermos "bem", assimilarmos as coisas tal qual nos chegam e pronto? Assim estaremos prontos para a vida? Será? O filme nos propõe estas questões o tempo todo: quem somos nós e o que afinal de contas estamos fazendo aqui, qual nosso propósito nessa bendita terra e em nossa vida?

É uma aventura inacreditável e repleta de inúmeros "testes" de superação que a família do ator Viggo Mortensen (da saga "Senhor dos Anéis") - seis filhos - têm de passar segundo sua maneira de criá-los. Mas será essa uma maneira realmente errada? Qual o propósito dele com essa "educação" totalmente diferente?



Crio meus filhos erradamente? Nos perguntamos em certo momento

Quais os valores da atual sociedade que fariam falta se os abandonarmos? Conseguiríamos sobreviver sem a tecnologia? Ou nos mataríamos de tédio? Somos, de fato, criaturas que sabem utilizar as ferramentas dos direitos humanos e das leis a nosso favor?

Entendemos o nosso cotidiano? Conhecemos o que comemos? Ou ingerimos à la fast food sem sequer ter a mínima noção da origem e feitura/fabricação dos alimentos? O que dizemos às crianças? Verdades esclarecedoras ou mentimos e as enganamos o tempo todo?

As crianças têm uma percepção global do que aprendem na escola? Ou são manuseadas e ensimesmadas? Desenvolvemos ou estimulamos o espírito crítico delas? Com certeza?



Mas o que ganhamos ao irmos contra todo nosso sistema de valores e crenças?

Aí nós mesmos temos que nos perguntar, encontrar nossas respostas e nos ajustar às mudanças que queremos ou nos readaptar à nossa maneira na sociedade existente. Uma resposta só que responda e dê solução à todos os problemas sociais (e pessoais, etc), jamais conseguiremos obter. O embate mundo ideal x mundo real é meio que infindável.

No próprio filme vemos que o protagonista revê suas posições sem abrir mão delas afinal. Há uma jeito para tudo por assim dizer, se não formos totalmente intolerantes e inflexíveis, e nos abrirmos às possibilidades que se avizinham, às vezes sem percebermos ou inesperadamente nos surpreendendo.

Revolução não é  (necessariamente) só pegar em armas e criar guerras?

Ben, o pai, instiga seus filhos a serem constantemente questionadores, analisarem ao invés de apenas responder automaticamente - isso é revolução: sair do mecanicismo e da massificação e tornar-se único e pensante, não um mero reprodutor de ideias padronizadas e malbaratadas.


Não conformar-se, não mesmerizar-se, não à roda-viva cantada por Chico Buarque tão sabiamente : " ... A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá ...A gente vai contra a corrente até não poder resistir..."

Quando não compraremos o que nem necessitamos? Quando estaremos satisfeitos com o que temos? Quando vamos controlar nosso destino sem apenas copiar o do vizinho?

Eis que chega "Capitão Fantástico" e sacode a poeira do nosso cansaço e da nossa letargia, da nossa entrega e fraqueza, da nossa quietude e conformidade e nos traz um sopro de renovada energia e vitalidade, nos acorda do cochilo passivo induzido pela introjeção do conformismo às cegas. Aí vem Ben Cash e arranca - docemente e ferozmente - a venda dos nossos olhos.






terça-feira, 21 de novembro de 2017

Gordofobia - O Que é Isso? Somos gordofóbicos ou não?

Somos gordofóbicos, ou seja, aqueles que praticam gordofobia. 

Sim , nós já insultamos, sim, ofendemos, sim, fomos abusivos, sim, não toleramos, sim não compreendemos, sim, também repudiamos, sim, não  apoiamos, sim, nos intrometemos. Sim, temos que fazer um mea culpa, porque sim, falhamos. apelidamos, apontamos o dedo, cochichamos, fofocamos, falamos mal, criticamos, ridicularizamos, por fim, julgamos. 

Quem não? Atire a primeira pedra. Um policiamento cruel e desmesurado. Mas hoje vem Iza, abalar e sacudir as estruturas que nós criamos e diz, ou melhor,  mostra e dá um tapa em nossa cara: "O meu corpo te incomoda, sinto muito o azar é seu!"

A gordofobia como prática de preconceito está sob a mira de feministas, defensores dos direitos humanos e qualquer pessoa que respeita a outra no direito que ela tem de ser o que quiser.


O filósofo Michel Foucault nos alertou em sua obra a questão do exercício do Poder sobre o corpo ("instituições" com certo poder que controlariam nosso corpo). A mídia, o governo, a escola, a família, a medicina, os desportos, a indústria farmacêutica,  enfim, em todas as instâncias do cotidiano - delineiam os aspectos, as concepções, ao fim e ao cabo, as interpretações sobre o corpo. 

Decidem sobre um "padrão" (no caso analisado, as nuances dentro da gordofobbia) e temos que nos encaixar como quase uma lei. E também há o lucro, o que se ganha com a perseguição do outro com o pretexto de um ideal de beleza (do corpo).

Academias, indústrias de uma maneira em geral, com venda de roupas, revistas, remédios, dvd´s, etc, pressionam, pressionam, apertam o cerco do estereótipo: seja magro, seja fitness, seja slim, esteja no "padrão", não saia da linha, não coma isto, não faça aquilo.
                                      
O "gordo", a "baleia", o "elefante"

Somos Gordofóbicos?

A desconstrução do modelo padrão de beleza ideal tem alcançado gradativamente alguma visibilidade. Embora haja muito chão para percorrer ainda, pontuais atitudes, pequenos espaços foram conquistados aqui e ali. 

Seja lá qual apelido desrespeitoso e humilhante já lançamos, verbalmente ou mentalmente, vem sido catapultado para o lixo da humanidade. E como há imundícies vis, que lançamos como flechas ardilosas, todos os dias para nossos semelhantes, como gordofóbicos que somos.

O termo "gordofobia" é tão infeliz quanto todos os outros. Mas, como temos mania de nomear impulsivamente sem refletir sobre o que há por trás das palavras, foi a ideia estapafúrdia que tivemos. Vá entender o ser humano.

                               
Somos Gordofóbicos?

Um dos personagens do cinema mudo mais divertido foi o "gordo" da dupla "O Gordo e o Magro" (Stan e Laurel ), Jô Soares - gordo assumidíssimo, encantou os brasileiros durante dezenas de anos como comediante e apresentador de programas. 

Nós gostamos de ambos por serem quem são, engraçados, divertidos e certamente não lembramos do quanto são "gordos" enquanto rimos. A gordofobia não passa por nossa cabeça quando interagimos com o outro sem defesas ou pré-conceitos.

Quando agimos naturalmente, libertos da ação do julgamento e acolhemos o outro pelo que ele é, pessoa humana, tal e tal, não sentimos desconforto com sua presença, tampouco repulsa, nem percebemos os padrões impostos.

SomosGordofóbicos?

 "Ah! E a questão da saúde!"??

Sim, com certeza preocupar-se com a vitalidade do nosso corpo é vital (com o perdão da redundância) mas não seríamos todos, gordos ou magros, os de fora ou de dentro do "padrão ideal" responsáveis pelos cuidados com o desempenho físico, com a saúde? 


Somos Gordofóbicos?Nestas imagens, todas as duas garotas praticam maus hábitos alimentares. Não é salutar nem para uma, nem para a outra ingerir tantas calorias, gorduras e açúcares de uma só vez. As controvérsias tem crescido na área médica quanto a este tema. 

Não é 100% garantido que magros estejam bem e gordos, ah!... coitados! Não, doença e males corporais acontecem para uns e para outros, ambos devem se cuidar em igual medida.            
Somos Gordofóbicos
É recomendado analisar e pesquisar o histórico médico e o perfil do paciente a fundo para só depois tirar conclusões sobre o quanto este 'gordo" ou quele "magro" tem a robustez adequada para ter qualidade de vida.
Pré julgamento não vai assegurar esta intenção. 

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Padrões, padrões impostos, quem é mais bonita do que eu?

Somos Gordofóbicos?O panorama da "gordofobia" que vemos, incorre no erro, tanto do julgamento precipitado,  quanto na primordial questão de que, ora, cada um decide como quer viver e não somos nós quem determinaremos como o outro deve agir com seu corpo. 
Se eu quero (aceito) meu corpo com tal peso e aparência, problema meu (as consequências sobre tal decisão são minhas). Eu tenho poder sobre meu corpo, não você (seja indivíduo, seja instituição).

Um indivíduo "gordo" é empoderado do seu corpo?

Empoderar-se é a ação de apropriar-se de si mesmo. E, para nós, gordofóbicos de plantão como um todo, que cresceram e também apelidaram os magros ("você é magra de ruim"), chegam as "gordas de boa".

As "gordas de boa" tomam posse de suas próprias vidas, de suas concepções como mulher no mundo, constroem suas trajetórias a despeito de todo preconceito, discriminação e desqualificação em massa que existe no seio da sociedade - a tal gordofobia

Buscam e encontram primeiro, aceitação de si mesmas, depois aceitam-se para o outro (e não se preocupam nem um pouco com a opinião deste), se auto compreendem com valor do jeito que são. Traçam daí a construção do mundo sob a perspectiva de si, não dos outros, não baseada no que a coletividade determina. Somos mais que nossa aparência física.

                                       

Tem lugar para o gordo no mundo?

A demanda crescente de auto-afirmação tem incorporado algumas mudanças, talvez ainda muito pontuais, mas que já causam certa repercussão. Na área do entretenimento vimos há poucos anos o filme "Preciosa", que narra as desventuras sofridas pela personagem principal que é obesa, negra e pobre.

A internet tem catapultado o protagonismo de mulheres (e homens também) que criam canais de vídeos, sites e blogs, redes sociais em geral, para discorrer sobre seu empoderamento.

Somos Gordofóicos?Em algumas cidades já é realizado concursos da mais bela "gordinha", marcas de roupas - inclusive gigantes do varejo lojista - já  têm em seus catálogos opções números de vestimentas acima do 46, atrizes e apresentadores de tevê conseguem papeis e oportunidades de trabalho, dentre outras incipientes vitórias.
No entanto, inúmeras barreiras ainda precisam ser vencidas. Por trás da segurança e visibilidade de hoje, houve muito sofrimento antes, e solidão, depressão, bullying, abuso familiar, etc, ontem, antes.     

             Somos Gordofóbicos?

 Lei Maria da Penha e a Onu

A fim de assegurar a integridade física, psicológica, mental das mulheres vítimas de violência (os muitos tipos que existem - para tratar em outro artigo), foi criada a Lei Maria da Penha. 

Esta lei estabelece padrões rigorosos para coibir os abusos sofridos e punir os agressores que  humilham, machucam, ofendem, ridicularizam, oprimem, as mulheres de uma maneira ampla, inclusive as "gordas" que, exatamente pelas características dessa alcunha, são abusadas.

A ONU Mulheres e o Pacto Global lançou um programa Princípios de Empoderamento das Mulheres que segundo a nota da divulgação: "São um conjunto de considerações que ajudam a comunidade empresarial a incorporarem seus negócios valores e práticas que visem a equidade de gênero e o empoderamento das mulheres." 

Somos Gordofóbicos?

Por que meu tamanho incomoda tanto?

Os corpos das pessoas não são um atestado de qualidade de vida segundo seus tamanhos. Há pessoas saudáveis "gordas" e pessoas doentes magras, como existe o contrário, A diversidade de diferentes corpos no mundo já nos impõe uma abertura à diferença, a olhar as pessoas, não os seus corpos.

Da intolerância  surge uma quantidade inumerável de bulímicos, anoréxicos, depressivos, suicidas, infelizes enfim. O convívio social fica inviável se não nos dispormos à compreensão da variedade corporal. Gordofobia é sinônimo de intolerância a esta variedade.

Somos Gordofóbicos?
Eu não sou meus dedos mínimos tortos, ele não é a cicatriz do acidente, ela não é a cor de sua ´pele, eles não são a surdez ou a cegueira, não sou minha ansiedade,etc. Nada disso nos representa ou diz quem somos como seres humanos.

Esquecemos rapidamente o que reside na seletividade de corpos como "bons ou maus", por exemplo, daquele juiz e tirano nazista que julgou judeus e outros tantos "tipos" de pessoas como se não tivessem qualidades suficientes para viver.

Pode até não ser ofensivo usar a palavra gordo ou gorda, dizem que depende do contexto e do "jeito de falar", mas se ele ou ela têm um nome, porque não chamar assim?
                                                 

Você poderá se interessar também por outro tema feminino: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/03/perdemos-marilelle-e-estamos.html                             

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Ideologia de Gênero - O que Fazemos Com as Diferenças?

Há alguns anos, um debate tem acalorado os comentários e postagens nas redes sociais, esquentado o clima nas instâncias políticas, provocado discursos e discussões descabidas e desagradáveis em vários lugares onde pessoas se encontram.

E, aonde deveria haver confraternização, empatia, tolerância e diálogo, há desacordos gritantes, ofensas, insultos e até violência física.O tema: sobre a incorporação ou não da ideia/conceito "ideologia de gênero" no seio da sociedade, em instituições como  a escola, por exemplo. 

                             
Defesas e ataques ao conceito de ideologia de Gênero                     
       

Defensores e opositores do fato têm se estranhado por aí. O que é lamentável concluir que não sejamos capazes, em pleno século XXI, de trazer à tona uma questão, sem desejarmos pular no pescoço um do outro.

Porque pensamos diferente sobre um mesmo tema,  não conseguimos discutir, discernir, compreender, tolerar, ponderar, racionalizar, e tentar chegar a um consenso,  a um acordo. A Ideologia de Gênero tem provocado divergências gigantes.



Todos queremos apenas ter razão,  e com a nossa poderosa razão tentamos apunhalar nosso interlocutor, que naturalmente vira nosso adversário, a quem queremos derrotar custe o que custar. 

Esquecemos - em uma fração de segundos - que o mundo é plural, diverso e diferente, que temos o direito de termos nossas condutas e princípios, mas o outro também tem o mesmo direito igualmente.  Qual é o detentor completo da razão?

Quem detém a sabedoria verdadeira?

Aqui na internet ou em inúmeras situações/espaços da vida real, os discursos, ora sustentam a necessidade de legitimidade de que os corpos têm várias sexualidades e a partir dessa premissa, a sociedade tem que se adequar às novas concepções sexuais identitárias; ora reafirmam e querem assegurar que nenhuma outra concepção da sexualidade além da heterossexualidade, seja a legítima aceitável. Para horror de ambas as partes que sentem-se excludentes mutuamente. 

Na briga pelo controle e detenção da sabedoria plena - radicalmente defendida e abarcada - todos saem perdendo. Imperativo sim é saber que ambos os lados da questão da ideologia de gênero têm o direito de decidir sobre suas práticas, escolhas e controle sobre seus próprios corpos e diretrizes de vida. 

Apontamos dedos e definimos o "certo e errado" do outro, sem encontrar um termo no qual o respeito integral seja assegurado sem represálias. Um sonho que parece ainda muito distante, a unidade (ou união) na diversidade.

                             
Como lidar com o meu direito de pensar diferente?

Alguns argumentam que o problema real está em levar para o âmago escolar, principalmente no que diz respeito aos educandos de educação infantil e ensino fundamental. 

Afirmam  que a imaturidade das crianças para entender tais dimensões de aprendizado de gênero/sexual não fariam nenhum bem (pois implica que aprenderiam como uma meta curricular) , ao contrário, só as confundiriam ou doutrinariam a acatar posturas que ainda não são para a idade.

Nesta mesma argumentação e aliados ao fator religioso - a religião de cada família, das mães e pais destas crianças - insistem em que esta é uma concepção familiar, para a família resolver ou orientar, não a escola, professores e currículo. 

Dirigentes de grupos de proteção aos direitos das famílias e grupos cristãos, são os que mais tomam à frente da oposição, participam de palestras, nas próprias igrejas, nas escolas ou mesmo nas câmaras legislativas onde o tema é debatido.

                             


Houve avanços na luta pelo direito à diversidade?

Na outra ponta da polêmica, grupos ligados aos movimentos de direitos humanos, movimentos LGBT, Ongs, grupos de estudantes e professores, dentre outros, alegam a importância da inclusão  destas categorias de estudo  (a ideologia de gênero).

Segundo  eles, haveria não só de entendimento da diversidade sexual e de gênero, como também será capaz de  fomentar a pacificação nas escolas, entre os alunos e professores, e alunos e seus pares, tendo em vista a quantidade de casos de preconceito, bullying e homofobia no ambiente escolar, muitos deles terminados em ações violentas ou de extrema violência.
                                      


Para os estudiosos envolvidos nos estudos de gênero e sexualidade , a introdução da educação sexual nas escolas, desde a educação infantil (até 7 anos) e ensino fundamental (entre 7 e 13/14 anos) , não só para estudantes do ensino médio (maiores, geralmente a partir dos 15 anos).

Defendem que é imprescindível criar uma cultura de não violência, que combata a discriminação (violências de gênero, violência contra a mulher, violência homo, lesbo e transfóbica). Justificam para tanto, a introdução da disciplina e seus termos nos parâmetros curriculares do MEC, que asseguraria a implementação dos mesmos na grade curricular de todas as escolas.


Os desentendimentos estão longe de acabar sobre essa polêmica da ideologia de gênero. Cada lobby, manifestante, grupo ou associação, brigam ferozmente por seus pontos de vista, agarram-se às suas perspectivas como se fossem escudos para auto-defesa na peleja sem fim. 

Ambos os lados tiveram suas vitórias e derrotas, digamos assim. Como se não fosse o "ideal" a paz, a conciliação, a trégua. Não sabemos ainda qual caminho viabilizará o entendimento, quais parâmetros assegurarão o equilíbrio.


 Ambos os lados precisam ser ouvidos, ambos precisam dar visibilidade às suas interpretações, ambos precisam recorrer ao esforço de ouvir o outro, ambos precisam defender seus ângulos da questão e não serem desrespeitados por isso. Estamos vendo aonde a intolerância tem nos levado pelo mundo afora, é incrível que não tenhamos medo disso. Radicalismos deveriam nos assustar. O interesse mútuo deveria ser pela resolução pacífica dos conflitos.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

República Brasileira ...É República mesmo ?

                                                               

Comemora-se o feriado do dia da República hoje, 15 de novembro. Segundo alguns dos dicionários consultados, República significa: 1- Governo do interesse de todos; 2-  "Coisa do povo" vindo do latim; 4- Forma de governo na qual o povo exerce sua soberania por intermédio de seus representantes, nos poderes Executivos, Legislativo e Judiciário, outros similares. Em síntese, um governo republicano por assim dizer, seria aquele que enfatiza (prioriza, prefere, opta, privilegia ) o interesse da comunidade (cidadãos, sociedade, povo, população) em oposição (divergência, incompatibilidade, contraste) aos interesses privados.Teoricamente, tudo muito claro. Mas a idealizada "jovem" senhora de 128 anos, claramente afastou-se tristemente de seus conceitos básicos.



Como ajudaríamos nossa distinta pátria mãe a retomar seu rumo, a voltar ao prumo? Que presente daríamos à República Brasileira hoje ao comemorar 128 anos? Certamente alguns milhões embalariam num imenso pacote, Ética. Outros milhões, com certeza presenteariam com Honestidade, em papel bem brilhante. Mais outras centenas de milhares dariam um cartão-presente de Honradez, mais milhões, inevitavelmente ofereceriam Probidade. Tantos mais centenas de milhares num mesmo pacote, Justiça e Equidade , embaladas com fitas de cetim, e por aí vai, uma lista ininterrupta de presentes altamente necessários, urgentes e relevantes. Provavelmente, o presente mais pedido ao "papai-noel" deste ano, seja um país que ande nos eixos republicanos, no qual servir ao povo seja o centro de interesse dos que o governam.
                                                

O desrespeito, desleixo e desinteresse pela coisa pública, perpassa um Brasil calejado pela corrupção sistêmica - deprimente - com a qual nos deparamos, alastrando-se de uma ponta a outra da extensão territorial e em  instituições "tradicionais/respeitosas" que tínhamos como exemplos ilibados de funcionamento e funcionalismo público. Com a economia morna, num banho -maria de índices pífios e estabilidade duvidosa, espremendo mais uma vez uma minoria rica no topo da pirâmide da distribuição de renda, super abastados e privilegiados, dando as costas para a base da pirâmide, larga e pobre, desassistida, desrespeitada e desesperançosa. "O homem é o lobo do homem."                                                                                  




Poderíamos dizer que ficamos à mercê da implosão institucional grotesca na qual damos de cara quase diariamente em nosso cotidiano como pertencentes à sociedade brasileira. No entanto, nos indignamos e ficamos estupefatos porque sabemos que não tomamos parte das pantomimas de negociatas dos quais nossos representantes - escolhidos por nós - são artífices dignos de prêmios. Enquanto quase 60% de nós nos viramos com até pouco mais de dois mil reais para sustentar uma família, encontra-se do lado extraordinariamente oposto, cerca de 50 milhões, em espécie, dentro de um único imóvel. A dificuldade em absorver os números e o fato, praticamente nos deixa catatônicos ou nos transforma em bipolares em uma só tacada: ou nos odiamos por nossas escolhas, ou odiamos os personagens principais dos feitos astronômicos/numéricos/financeiros, ou imergimos numa apatia generalizada de desgosto.

 
                                         
                                  Vamos lá tentar entender o que vamos comemorar hoje.




 Veja mais em:
[15:28, 15/11/2017] +55 71 8165-0486: http://leouve.com.br/o-7-de-setembro-mais-triste-da-minha-historia/ ; http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/m%C3%A1rcio-coimbra/corrup%C3%A7%C3%A3o-sist%C3%AAmica-1.1461737 ; https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2017/05/16/avaliacao-da-distribuicao-de-renda-pessoal-atraves-das-dirpf-2016-ac-201





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domingo, 5 de novembro de 2017

Novembro Negro - O que é isso?

                                

A fim de de dar atendimento à demanda histórica do Movimento Negro no Brasil, foi instituído em 2011, pela presidente em exercício Dilma Rousseff, o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra, realizado desde então, com uma série de iniciativas da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas, em diversos modelos, momentos e plataformas, para dar protagonismo e visibilidade às necessidades do movimento negro em sua luta por igualdade de direitos e combate ao racismo. O movimento espera alavancar o reconhecimento da causa, conquistar mais representatividade,  afirmar sua resistência e a colocação da questão racial na sociedade.

                                                     
 O mês é emblemático neste sentido, quando uma agenda de ações é intensamente colocada em prática e  toda a sociedade deveria manifestar apoio às causas debatidas, com o mínimo esperado de consciência crítica, a fim de banir de vez o fantasma e estigma do racismo no país, ainda visível e transparente de variadas, infelizes e sutis formas de ocorrência. Obviamente que não só devemos nos ater a um período específico, mas é bom sermos acordados e chacoalhados pelas consequências persistentes de uma cultura arraigada e endurecida que caminha na contra-mão dos movimentos afirmativos em total desrespeito aos direitos humanos.. 

                                                   
                  
Em Salvador, na Bahia, a Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade Social) é um dos órgãos responsáveis pelo desenvolvimento de ações afirmativas chamando atenção para os fundamentos ligados ao mês da consciência negra, cujo lançamento oficial do evento no dia 08 no Teatro Castro Alves, com  apresentação do Bando de Teatro Olodum, a cantora baiana Margareth Menezes, dentre outras atrações. Outro ponto-chave das manifestações no mês é a Marcha do Empoderamento Crespo, cujo temática e emblema é politizar o caráter estético dos cabelos crespos, como ferramenta de estigmatização e deslegitimação dos cabelos crespos na sociedade brasileira, e assim empoderar aqueles que o usam.


Podemos notar,  que nos últimos cinco anos - principalmente - um aumento crescente do número de pessoas (nas ruas, rodas, redes sociais, e mídias) que usam os cabelos crespos naturalmente, os  chamados black power, ou trançados, soltos ou com os famosos dreadlocks. Este é apenas um dos aspectos que o movimento negro quer levantar em suas lutas.

 

A luta pela igualdade racial chegou para ficar e tem conquistado alguns resultados incipientes e conseguido a adesão de personalidades do cenário político e do entretenimento nacionais que potencializam a visibilidade das ações. Deputados, senadores, atrizes e atores, músicos, têm levantado a bandeira da causa racial, incitando a coletividade a pensar sobre o assunto. Impossível por exemplo, não fazer uma referência à música brasileira e todo poder que ela agrega a qualquer ideia/atividade às suas narrativas. Aqui podemos citar os novos talentos nacionais que são ouvidas (os) através das redes sociais, plataformas virtuais, nos shows, nos cd!s, etc, como as cantoras Ludmilla, Karol Conká, Iza, Tássia Reis, as baianas Márcia Short, Anna Mametto,  Manuella Rodrigues, Mariella Santiago, entre tantas. Vale ressaltar o recente trabalho das veteranas como Zezé Motta e Elza Soares. Esta última, que sempre representou a força da mulher negra na vida e no trabalho, exalta fortemente estes traços em seu mais recente álbum "A mulher do fim do mundo":

                                                       

Também no dia 20, no Pelourinho, realizar-se-á a festa "Afro Fashion Day", com gastronomia, desfiles, arte, moda, beleza negra, música, dança, oficinas (de turbantes, por exemplo) feira, exposição de produtos e serviços de empresas como Africanidades, Afreeka, N Black, Ori turbantes, Crioula,Negrif, etc, trazendo modelos e convidados negros.
                                                    

No centro das manifestações a militância ainda pretende ressaltar as questões do feminicídio de mulheres negras, a precariedade do mercado de trabalho para o negro, a violência policial imposta aos jovens negros arbitrariamente, o movimento quilombola, dentre outros casos gravíssimos de abusos cometidos sistematicamente. Lutam por reparação,  conscientização, transparência, afirmação, justiça, direitos humanos, cidadania plena, aquisição de direitos em paridade racial. O Novembro Negro chegou para ficar, para identificar um movimento legítimo de conquista de direitos e o Estado Democrático de Direito é para todos, não apenas para uma parte da população

         Curiosamente, nos primeiros dias de novembro (08 e 09), será realizado o congresso "Encontro Nacional de Direitos Humanos -ENDH" , no qual se pretende elencar uma série de reflexões, debates, troca de experiências e busca de estratégias para a formulação de uma pauta comum de lutas políticas e sociais para a área em 2018. O Encontro está aberto a toda a sociedade, agentes públicos e protetores dos direitos humanos.


Em Salvador, uma das programações infantis do novembro negro é :


Veja mais sobre o novembro negro em: http://www.teatronu.com/marcha-do-empoderamento-crespo-o-cabelo-fazendo-a-cabeca/;  https://esquerdaonline.com.br/2016/11/07/a-consciencia-para-alem-do-novembro-negro/ ; https://www.geledes.org.br/salvador-novembro-negro-abre-programacao-no-dia-8/ ;  https://www.geledes.org.br/10-mulheres-negras-que-fazem-a-diferenca-na-bahia/ ; http://blogueirasnegras.org/2015/03/07/as-novas-baianas-mulheres-negras-na-musica/ ;  http://www.modefica.com.br/representatividade-importa-10-cantoras-negras-brasileiras- para-curtir-e-se-inspirar/#.Wf-b6_lSzIV ; https://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/o-novembro-negro-e-os-meios-de-comunicacao-3062.html