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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Tatiane: A Mais Nova Vítima do Feminicídio Brasileiro - Até Quando Brasil?

Tatianes, Marielles, Marias, Eloás, Sandras, Patrícias, Elizas, Elianas, e tantos outros nomes que encheriam páginas e mais páginas deste artigo, são algumas das inúmeras vítimas de casos de feminicídio no Brasil, que não param de ocorrer. Foi divulgado nos noticiários de sites e blogs de notícias, que há cerca de 11 mil casos de feminicídio pendentes na justiça do país, para horror e dor dos familiares que aguardam a decisão da lei. 



Tatiane, no entanto, é a vítima que obteve destaque recente na mídia pela exposição dos fatos revelados através das câmeras de vigilância que registraram todo o seu sofrimento nas mãos de um monstro que supunha ser um marido. Para horror, repúdio e indignação de milhares de cidadãos em todo o território nacional e com certeza com alguma repercussão internacional. Nossa república deixou de ser terra do samba e passou a ser terra de matança.

                                    

Somos um Dos Piores Países para Assegurar Proteção  às Mulheres

A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no país, a cada 10 minutos uma mulher é espancada. A ONU apontou que o Brasil é o 5º pior país em casos de violência contra a mulher, o feminicídio. Somos um dos piores países do mundo (segundo a mesma ONU, são 193 países) nesse infeliz quesito. E os casos continuam a ocorrer mesmo após a criação da Lei Maria da Penha. 4 mil mulheres mortas e 60 mil estupros em 2017. Até quando?

Lei Maria da Penha Completa 12 Anos de Criação 

A Lei Maria da Penha, recebeu este nome também em decorrência de agressão grave sofrida por uma mulher chamada Maria da Penha, cearense, farmacêutica, que sofreu constantes maus tratos do marido, que disparou um tiro contra ela, que a deixou paralítica, depois o mesmo tentou eletrocutá-la. A lei só foi criada por pressão de órgãos internacionais que acusaram o Brasil de negligência em casos de violência doméstica.

A partir de então o Brasil precisou rever e reformular suas leis e compromissos perante os casos de violência doméstica e familiar, com vistas a assegurar maior proteção às vítimas , bem como agilidade na lei protetiva e assegurar a salvaguarda das mulheres que denunciam  seus abusadores. Há indícios de que, a partir da sanção da Lei Maria da Penha  conseguiu-se um aumento significativo de denúncias dos abusos, o primeiro passo para providenciar a justiça para as mulheres vítimas.


Não Denunciar e Esconder o Sofrimento Ajuda o Agressor a Continuar

Embora a maioria das vítimas tenha vergonha de seu estado, e às vezes até se culpa pelo sofrimento que passa, a mais importante ação para romper com o ciclo de violência às mulheres é a denúncia e afastamento imediato do agressor. Autoridades de Segurança Pública alertam para o fato de que ameaças podem sim representar um  sério risco á vida da mulher. É preciso acabar com o futuro de violência grave ou fatal logo nos primeiros sinais de possessão, ciúmes, agressividade e descontrole dos parceiros. Feminicídio é real.

Especialistas chamam a atenção de que a cultura da dominação masculina é ainda um dos maiores culpados deste número tão grande de mulheres vítimas de crimes. Da sociedade que vê o homem como detentor de direitos adquiridos sobre a mulher, como se dela fosse dono, do seu corpo, de sua vida e ainda pior, como se ela não tivesse valor. E enquanto essa visão , intolerante, estúpida e distorcida de valores continuar, pouca coisa irá mudar. 

Há uma real preocupação na qual teme-se que os caos de violência contra a mulher, o feminicídio, é tolerado pela sociedade  ( crimes também chamados de crimes passionais). É preciso levar a sério as ameaças de morte, entender o que é subjugação, ameaça psicológica, degradação da identidade, desfiguração do corpo e tantas outras mazelas que são descritas e relatadas pelas vítimas e muitas vezes são desrespeitadas nos seus direitos até por algumas autoridades que deveriam protegê-las.



Cada um de Nós Deve Ajudar a Mudar a Cultura Machista Que Mata Mulheres

De um lado, desde cedo as mães podem preparar o filho menino para o aprendizado respeitoso á mulher, bem como a qualquer ser humano. Ensinar a tolerância às frustrações, a ceder, a esperar,  a compreender, a ter empatia, respeitar os direitos dos outros, aprender os limites em todas as situações, aprender que não pode fazer tudo e ter tudo, dentre outros, já seria um primeiro passo rumo a uma mudança social séria.

De outro lado, os operadores do direito (juízes, advogados, etc), precisam ampliar o entendimento sobre as questões de violência que incidem diretamente contra as mulheres, nas tipificações  descritas na Lei Maria da Penha, procurarem ter a clareza de ver aqueles casos em que não foram só de homicídio contra uma pessoa, mas de feminicído em si. Espera-se estes profissionais atualizem-se quanto à Lei aprovada e procurem usá-las em suas práticas.

Leigos, homens, mulheres, instituições de ensino e religiosas, autoridades políticas na criação de mais projetos de segurança pública, na cobrança do uso massivo da lei .  Todos nós brasileiros devemos internalizar a consciência da necessidade urgente de mudanças no cotidiano, no que diz respeito a não mais tolerarmos qualquer tipo de violência contra a mulher.








Voc~e poderá se interessar por: https://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/06/estupro-e-preciso-dizer-nao-cultura-do.html ; https://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/06/violencia-contra-criancas-e-seguranca.htmlhttps://sociologiahojemdia.blogspot.com/2017/10/assedio-nao.html

terça-feira, 3 de julho de 2018

Torcer ou Não Torcer Pelo Brasil na Copa da Rússia? Sou Patriota se Não Torcer por Meu País?

Em períodos de Copa do Mundo sempre surge uma polêmica em torno do fato de que, por ser um período próximo às eleições presidenciais, muitos brasileiros expressam sua preocupação em relação ao suposto descaso que seus conterrâneos mostram pela política e aos problemas do país e só enxergam e dão importância ao que acontece com os jogos do Brasil na Copa do Mundo.

 E aí? Será que aqueles que acompanham os jogos são tão patriotas quanto aqueles que não acompanham e ficam mais envolvidos com os rumos políticos do país? E os que não acompanham os jogos são patriotas, mesmo que não acompanhem os jogos e não torçam pela seleção de futebol brasileira? O que pensam uns dos outros?


Sou patriota se não torcer pelo meu país?

Os padrões da Fifa correspondem aos padrões da maioria dos brasileiros?

Muitos artigos de opinião têm chamado a atenção para a redução da torcida brasileira este ano de Copa do Mundo na Rússia. Houve inclusive algumas pesquisas que apontaram para a real redução de torcedores (Pesquisa Datafolha sobre torcidas) brasileiros, insatisfeitos com o que tem acontecido tanto nos gramados quanto no país. A ficha parece que caiu: estes brasileiros viram que não ligam a mínima para eles, tanto como torcedores, nem como eleitores.
                    Sou patriota se não torcer pelo meu país?

Foi reduzido o número da grande massa de brasileiros que se "descabelavam" pela seleção. O impacto com os gastos astronômicos da última copa aqui no país, juntamente com os escândalos de roubalheira no futebol e ainda a corrupção e escândalos do campo político, que impactaram negativamente a grande torcida nacional, com uma perda de 10% de torcedores.

Alguns sites inclusive mostraram o descontentamento também com os jogadores da seleção, seja porque a maioria não joga no Brasil e aparentemente não têm empatia com a Nação, ,mostram desdém das entrevistas e coletivas, ou não apresentam o futebol carismático de copas antigas.  Torcer pelo Brasil na Copa ficou complicado.

 Bem como o constante aparecimento na mídia envolvidos em fofocas ou em promoções "falsas" (marketing) de campanhas beneficentes, que na verdade só são para auto-promoção e/ou a "ajuda" é tão ínfima perto do que ganham que é impossível não ver a  enganação.

Sou patriota se não torcer por meu país?

Fortunas aos Times, Seleções e Jogadores. E o que ganha o Brasil com isso?

Dentre os argumentos que estão por trás do gradativo desânimo (segundo a pesquisa Datafolha, nos últimos 10 anos) , estão o esgotamento da população com os recentes casos de corrupção política, como também no próprio futebol, os casos de violência das torcidas fanáticas - alguns inclusive com casos de morte. Ser patriota e torcer de verde e amarelo está difícil.

Outros reclamam dos preços altíssimos cobrados nos ingressos e nos produtos, que afastam os de menor poder aquisitivo do esporte,  há os que não gostam de esportes de qualquer maneira e para outros, está a visão clara de que os brasileiros não ganham nada com as fortunas que o esporte arrecada e com isso, a popularidade do futebol tem caído. 

Sou patriota se não torcer por meu país?Além claro, daqueles que afirmam que é o velho esquema dos poderosos - da política e dos esportes , em conluio - que oferecem um espetáculo de "pão e circo" a fim de distrair as massas do que realmente importa e ainda por cima lucrar com isso.

Os três últimos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol foram indiciados pela Polícia, outros estão em prisão domiciliar. Os gramados estão sujos. A arquibancada triste.





















quarta-feira, 30 de maio de 2018

Carga Tributária Brasileira, uma Vergonha Nacional: Acoooorda Contribuinte!


A Carga Tributária Brasileira é a principal culpada pela paralisação dos caminhoneiros neste momento. Aguardamos  a conclusão de uma das maiores manifestações recentes na república brasileira: a "paralisação dos caminhoneiros". Protesto que chegou devagar e aos poucos tomou dimensões bem maiores, em resposta à decisão do governo por aumento dos combustíveis.

Tiradentes, Tiradentes, Existe Cidadão Mais Besta do Que Eu?

Mas a paralisação, em todas as grandes estradas brasileiras,  rapidamente se transformou e alcançou grande repercussão nos noticiários e nas redes sociais, seja com as desculpas do governo em relação ao aumento autorizado, ou às vozes das categorias mais duramente afetadas, ou seja pelo apoio que os brasileiros deram ao movimento, como também as críticas àqueles que não a apoiam.

A carga tributária brasileira é carrasca do cidadão
Nós começamos a perceber o quanto determinada ação não está isolada de várias outras que surgem aos borbotões. Sem combustível, caminhões que transportam de cabo a rabo do país as milhares de coisas das quais precisamos diariamente, o Brasil estanca.


Um início de pânico se aproximou de todos, temerosos de faltar comida na mesa. Mas não podemos nos desviar da verdade factual: é a carga tributária brasileira a carrasca dessa história.


Pagar Pesados Impostos a Vida Inteira - É Essa a Sina do Brasileiro?

E foi exatamente o que aconteceu, assustou e provocou as reações mais diversas - da solidariedade à causa, ao repúdio quase insano. Os produtos sumiram das prateleiras, das bombas, dos reservatórios, e demais locais de reserva/estoque/venda, nas cidades do país.  
Principalmente, claro, combustível e produtos hortifrutigranjeiros.
  
E agora Brasil, Brasil para onde? A poucos meses das novas eleições presidenciais, o governo enfrenta, por isso, uma grande, grave e séria crise. 
Os Pesados Impostos Brasileiros


No entanto, a questão do combustível está diretamente relacionada à economia, cujas diretrizes estão nas mãos do governo. Em teoria. A dobradinha mercado e governo aqui chama a atenção e a Petrobras está bem no meio dela. Nesse ínterim, o povo fica de fora. Mais uma vez. E por trás de tudo isso está a cobrança de impostos, ou seja, a maldita carga tributária praticada no Brasil.




Cochilamos e Esquecemos o Quanto Pagamos de Impostos?

Pagamos como brasileiros pesados impostos

Essa paralisação deveria servir muito bem para ativar uma área do cérebro dos brasileiros que , infelizmente, encontra-se debilmente adormecida.

Esquecemos, no corre-corre do cotidiano, as contas pesadas que pagamos da carga tributária brasileira, que está presente em quase tudo que usamos e compramos.

A lei da oferta e da procura é certeira e cruel: produtos de menos, preços sobem, daí, alguns produtos de hortifrutigranjeiros já estão com preços escandalosamente altos. Preços "normais" já são infames, em tempos                                                                                        de escassez são insanos.

A Corda no Pescoço que Sufoca o Cidadão - A Carga Tributária Brasileira

E o governo segue bradando que é, como sempre, o dono da razão, sob a capa protetora do velho e conveniente aumento de impostos. E nós cidadãos, curvados quase ao chão, continuamos vergados sob o peso de uma carga absurda de taxas impraticáveis e imorais de tributos em cada produto e serviço consumido. Já deveríamos ter dado um basta há tempos.
A corda no pescoço que sufoca o cidadão


A categoria dos caminhoneiros foi uma das poucas que ousou enfrentar o governo, "bater de frente". Somos  vilipendiados na caradura. E às vésperas das próximas eleições presidenciais, torna-se uma preciosa oportunidade para questionarmos tudo isso. 

É impraticável que precisamos trabalhar cerca de 150 dias do ano só para pagar a montanha de impostos que temos. E o grosso desse caldo vai para a federação, pois estados e municípios também sofrem com a usura federal.

Mais Importante que Faltar Gasolina é Faltar o  Espírito Crítico

A carnificina entranhada no Brasil pelos impostos
Chega! Todos nós estamos cansados de saber que nossos municípios estão abandonados, em péssimas condições, e que nós mesmos (os de fora do topo da pirâmide) vivemos massacrados ao pagar contas infindáveis ininterruptamente  com retorno quase quase nulo.

Se a paralisação dos caminhoneiros puder ter alguma resposta positiva, que seja abrir os olhos da população à carnificina entranhada no Brasil, perpetrada por políticos (através das políticas criadas, como a Carga Tributária ) sem compromisso com os eleitores, cujos interesses são seus próprios bolsos e usam com esse fim os meio mais repulsivos de corrupção. 


Você também pode se interessar por: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2017/12/reforma-da-previdencia-nos-queremos.html

Veja mais em:  https://bananapeople.wordpress.com/2011/05/25/sabe-onde-a-canalhada-de-brasilia-arranja-o-dinheiro-para-roubar-do-seu-bolso/

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sábado, 24 de março de 2018

Dia da Mulher - Poucas Conquistas e Perda de Marielle Franco

Perdemos Marilelle ... Milhares de mulheres certamente ficaram ressentidas, desmotivadas ou indiferentes com o fato de que, mais uma vez a sociedade "comercial" supostamente comemorou o "Dia da Mulher " divulgado na mídia em doses espetaculares e sensacionalistas, no último dia 08 de março. Mas não havia nada a comemorar, logo depois, perdemos Marielle Franco.


Qual foi o Saldo Positivo em março, se Marielle Franco Morreu?


No entanto, a maior parte das mulheres, ao chegar em casa (para as que trabalham fora ou estudam), se depararam com uma pilha de louça para lavar, roupas para tirar do varal/dobrar ou sujas para tirar da cesta/pôr na máquina, preparar e servir jantar , dar geral de arrumação, (tudo para fazer antes de dormir),  etc. Ou seja, além de oprimidas pelo sistema, estamos exaustas com nossas lutas - pessoais e sociais.


Militante política brasileira morta brutalmente
Nesse sentido, consumamos nosso fracasso como cidadãos - inseridos numa pretensa democracia - aptas a comemorar o fiasco e falácia desse tal "Dia da Mulher.

Foi o mais fracassado Dia da Mulher dos últimos tempos no Brasil, pode-se dizer. Perdemos Marielle Franco, com M de mulher, de militante, de mãe.

Uma militante política feminista e dos direitos humanos que foi absurdamente assassinada, para horror de milhares de brasileiros que acompanhavam e /ou apoiavam suas lutas.   

Dia da Mulher - Para Quê? Pelo Quê? Para Quem? Por Quê?


De qual Dia da Mulher  falamos realmente? Certamente constatamos que nada mudou, todos os lugares foram distribuídos e o nosso continua quase intacto e estático, desde que nos conhecemos como gente, é o que pensamos. Dia da Mulher de Araque.

Nossas famílias nos atribuem um papel, as religiões nos colocam quietas nos "nossos lugares" a dizer amém, e nossos companheiros ( ai daquelas que têm companheira) praticamente ignoram o respeito que merecemos na relação, no casamento, na vida como um todo. 

Nós, com toda certeza, nos sentimos sós e vemos e comprovamos isso principalmente quando são divulgados os mais tristes casos de perdas fatais de mulheres (como a recente  perda de Marielle Franco) que anualmente pipocam em telonas, telinhas, nas hastags e os resistentes impressos. 



Num país de alto feminicídio, o que comemorar no Dia da Mulher?

As batalhas e lutas cruas do cotidiano  ainda são arduamente travadas pela grande maioria,tanto pelo fato das conjunturas (e estruturas) econômicas, políticas e sociais brasileiras serem por si só bastante difíceis e pesarem sobre cada cidadão. Nada a comemorar no Dia da Mulher.

 E também pela parte humana e pessoal, essa que deveria nos elevar, diferenciar, enobrecer e no entanto vamos inacreditavelmente - cada vez mais - na contra-mão delas, mostramos o pior de nós mesmos. A cada duas horas morre fatalmente uma mulher no Brasil. É mais uma  comprovação do feminicídio brasileiro.

Brasil recebe críticas pela morte de Marielle Franco

O Brasil foi criticado duramente lá fora, entidades nacionais e internacionais ligadas aos direitos humanos (causa pela qual Marielle também lutava), revelaram intensas críticas sobre o fato, a repercussão, as responsabilidades cabíveis, enfim, ao pesadelo homicida que paira sobre esse país.

Ao completar uma semana da ocorrência da fatalidade,  pouco se avançou desde então

"São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no seu coração." Na canção de Tom Jobim, tudo muito lindo, na vida real, nem um pouco. Nenhuma promessa de vida, só de morte, de dor e retrocesso democrático.

A democracia, o maior legado da humanidade, tem sido bombardeada incansavelmente em solo brasileiro, somos cidadãos nauseabundos.

Democracia brasileira ferida pela violência


Nauseabundo, nos dicionários que temos, geralmente trazem dois principais significados: adjetivo, 1- que causa náuseas; nauseante; nauseoso, e 2- que provoca asco, repugnante, asqueroso. 

Estamos nauseantes pelos acontecimentos fatídicos que tem nos assombrado, não só pelo caso Marielle Franco, mas tantos outros que trazem em seu bojo a repugnante faceta da democracia que míngua gradativamente a cada um destas perdas injustas.

veja mais em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/19/politica/1521481656_961928.html ; http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/violencia/violencias/feminicidio/


domingo, 19 de novembro de 2017

Temos Consciência Negra hoje ?

A fim de complementar a reflexão sobre o movimento negro no mês de novembro, segue abaixo - na íntegra - a programação da TV Brasil sobre a Semana da Consciência Negra. Veja aqui ainda a programação veiculada pelo Irdeb Bahia referente ao Mês da Consciência Negra. Outra oportunidade de discussão será conferir a palestra que é parte da campanha  "Um dia para você lembrar de todos os outros",  no Teatro Erva Hertz/Livraria Cultura, promovida pelo Salvador Shopping com alguns convidados especiais como a jornalista Maíra Azevedo (Tia Má); Antonio Pita (Diáspora Black), a pedagoga Patrícia Santos (Empregue Afro), ainda a apresentação do recital vozes negras de artistas do Bando de Teatro Olodum.  O diálogo girará em torno do tema Iniciativas Negras para o Desenvolvimento para um Cenário Positivo (veja aqui), na terça-feira, às 18:30.
                                                   

                     TV Brasil celebra Semana da Consciência Negra com especiais

                    Programação inclui atrações musicais, reportagens e discussões

Para celebrar a Semana da Consciência Negra, a TV Brasil apresenta uma série de filmes, debates, programas jornalísticos e musicais a partir deste domingo (19). A emissora preparou cerca de vinte horas de atrações especiais sobre o assunto que vão ao ar até o próximo domingo (26).





A programação temática da emissora pública começa na madrugada deste domingo (19) para segunda (20), à 0h30 com a exibição do premiado filme nacional "Orfeu", drama dirigido por Cacá Diegues, na faixa Cine Ibermedia.
Um dos destaques é a série especial Um Abraço Negro, apresentada pela jornalista Luciana Barreto, âncora do telejornal Repórter Brasil Tarde. Em cinco programas, a produção vai ao ar de segunda (20) a sexta (24), às 20h30, com uma hora de duração.
A atração recebe personalidades para debater a situação dos afrodescendentes no país, analisar desafios, comemorar conquistas e reverenciar grandes expoentes. Participam do bate-papo, as atrizes Elisa Lucinda e Isabel Fillardis; os músicos Pretinho da Serrinha e Marquinhos de Oswaldo Cruz; e a jornalista Flávia Oliveira, entre outros convidados.
Cada episódio aborda diferentes perspectivas de aspectos socioeconômicos, artísticos, históricos e jurídicos. Para encerrar cada bloco de Um Abraço Negro, o projeto Mojubá, da cantora Larissa Luz e do grupo Afrojazz, brinda os telespectadores com performances musicais cheias de vigor, poesia e negritude.
Durante a semana, a TV Brasil também exibe uma série de interprogramas chamada "Até Quando?" que denuncia a situação degradante da população negra no país em áreas como educação, moradia, saúde, trabalho e violência. Os programetes de 30 segundos são apresentados nos intervalos da programação da emissora.
                                

Atrações diárias dedicadas ao debate sobre consciência negra:

A programação especial da TV Brasil inclui entrevistas que trazem reflexões sobre empoderamento feminino e representação da negritude nas diversas esferas da vida. A apresentadora Vera Barroso recebe a cantora Késia Estácio no Sem Censura de segunda (20), às 17h, enquanto a jornalista Roseann Kennedy conversa com a cantora transexual negra angolana Titica, no mesmo dia, às 21h30;
Já no Diálogo Brasil, às 22h30, Katiuscia Neri entrevista a gerente de programa da ONU Mulheres, Carolina Querino, e a secretária-executiva da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Valdecir Nascimento;
Mais cedo, às 19h45, o telejornal Repórter Brasil Noite faz a cobertura factual dos principais eventos em comemoração à data no país. Na última semana, o programa apresentou a série de reportagens "Em Marcha" para celebrar o mês da Consciência Negra.


           
Homenagem a nomes como Ruth de Souza e Candeira na terça-feira (21);
Na terça-feira (21), às 20h30, a jornalista Flávia Oliveira e o históriador Amilcar Araújo Pereira participam do especial Um Abraço Negro com Luciana Barreto. Eles debatem a história das relações raciais e o impacto delas no desenvolvimento socioeconômico brasileiro;
Às 21h30, o Recordar é TV traz um especial sobre a atriz Ruth de Souza. A atração reexibe o programa "Os Mágicos", de 1977, da TVE do Rio de Janeiro. "Eu gosto de trabalhar. Então sempre me apaixono pelos personagens. Acho que Sinha Moça é meu cartão de visitas", disse a artista na época.
Em seguida, às 22h, o bamba Diogo Nogueira recebe o experiente Wilson Moreira e a cantora Teresa Cristina para cantar a obra de Candeia no Samba na Gamboa.
Já às 23h30, o programa Curta em Cena debate as questões de acesso e visibilidade de realizadores e de assuntos ligados à cultura afro no Brasil. No estúdio, a jornalista Tâmara Freire entrevista as realizadoras Mari Campos e Raquel Beatriz sobre o resgate da figura histórica de Tia Ciata através do filme homônimo.
O destaque de quarta (22) é a entrevista que a atriz Isabel Fillardis e o músico Pretinho da Serrinha concedem à jornalista Luciana Barreto no especial Um Abraço Negro às 20h30. Às 23h, a TV Brasil exibe o filme "Raça", documentário dirigido por Joel Zito Araújo e Megan Mylan.

Haroldo Costa fala sobre raciscmo e igualdade de direitos no Trilha de Letras
Na quinta (23), a diretora da Anistia Internacional, Jurema Werneck, e o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Rangel participam de Um Abraço Negro, às 20h30. Eles discutem com Luciana Barreto a participação dos negros nas altas instâncias de decisão e poder, questões relacionadas aos direitos humanos e acesso à justiça.
O escritor, ator, pesquisador de samba e cultura afro, Haroldo Costa, conversa com o apresentador Raphael Montes no programa Trilha de Letras que a emissora apresenta às 21h30. Eles refletem sobre racismo e a luta pela igualdade de direitos.
Em seguida, às 22h, o Caminhos da Reportagem vai até a Serra da Barriga, em Alagoas, para relembrar a história do Quilombo dos Palmares. Logo depois, às 23h, a poeta Luz Ribeiro é a atração da série documental Bravos!.
Para encerrar o especial Um Abraço Negro, na sexta (24), Luciana Barreto entrevista dois talentos recém-descobertos que têm perspectivas artísticas e de vida diferentes, mas complementares: Rafael Mike, do Dream Team do Passinho, e a cantora inglesa com descendência nigeriana Folakemi.
Às 23h, o programa Estação Plural recebe o rapper Rashid para um papo com o trio de apresentadores formado por Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito. Os temas em pauta na entrevista são cultura do rap, hierarquia e gratidão.
A banda Ratel mistura diversos ritmos com um trabalho totalmente independente e composições críticas no programa Reverbera à meia-noite.
No sábado (25), às 21h30, o guitarrista Da Ghama, fundador do grupo Cidade Negra, faz apresentação exclusiva no programa Todas as Bossas. O artista mostra seu talento no show "BaixÁfrikaBrasil".
Por fim, no domingo (26), ao meio-dia, o Partituras recebe o pianista pernambucano Amaro Freitas. Minimalismo, bebop, afrojazz, samba, frevo e balada são sonoridades que permeiam o disco 'Sangue Negro', que marca a estreia do artista.
À meia-noite, a angolana Aline Frazão é a convidada do programa Ao Vivo entre Amigos. Cantora, compositora, guitarrista e produtora, ela revela seu trabalho autoral.                            

Programação da Semana da Consciência Negra na TV Brasil:
Domingo, 19 de novembro
00h30 Cine Ibermedia – Orfeu – Classificação 18 anos
Segunda-feira, 20 de novembro
17h00 Sem Censura – Vera Barroso recebe cantora Késia Estácio e outros convidados
19h45 Repórter Brasil Noite – Telejornal acompanha eventos factuais sobre a data pelo país
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Elisa Lucinda e Marquinhos de Oswaldo Cruz
21h30 Conversa com Roseann Kennedy – Cantora transexual negra angolana Titica
22h30 Diálogo Brasil – Especial Mulheres Negras
Terça-feira, 21 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Flávia Oliveira e Amilcar Araújo Pereira
21h30 Recordar é TV – Especial sobre a atriz Ruth de Souza
22h00 Samba na Gamboa – Diogo Nogueira recebe Wilson Moreira e Teresa Cristina
23h30 Curta em Cena – Realizadoras ligadas à cultura afro mostram seus curtas
Quarta-feira, 22 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Isabel Fillardis e Pretinho da Serrinha
23h00 Cine Nacional – "Raça" – Classificação 12 anos
Quinta-feira, 23 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Paulo Rangel e Jurema Werneck
21h30 Trilha de Letras – Raphael Montes recebe Haroldo Costa
22h00 Caminhos da Reportagem – "Palmaes vive" sobre Quilombo na Serra da Barriga
23h00 Bravos! – Poeta Luz Ribeiro
Sexta-feira, 24 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Rafael Mike e Folakemi
23h00 Estação Plural – Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito recebem rapper Rashid
00h00 Reverbera – Banda Ratel
Sábado, 25 de novembro
21h30 Todas as Bossas – Guitarrista Da Ghama
Domingo, 26 de novembro
12h00 Partituras – Pianista Amaro de Freitas
00h00 Ao Vivo entre Amigos – Cantora angolana Aline Frazão
Criado em 17/11/2017 - 15:15 e atualizado em 17/11/2017 - 15:15



veja mais em : http://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/afro-igualdade/2017-12-12/exposicao-mulheres.html ;


domingo, 12 de novembro de 2017

Nova Lei Trabalhista - Nova quer dizer melhor?

Entra em Vigor a Nova Lei Trabalhista

Aprovada em julho deste ano, entrou em vigor ontem ( sábado 11/11) a Nova Lei Trabalhista. Essa nova legislação abarca todas as categorias que eram orientadas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que mudou cem artigos da antiga lei. Especialistas em direito do trabalho, juristas, teóricos e economistas, divergem sobre possíveis benefícios ou prejuízos que as novas regras impõem aos trabalhadores. A população acata com desconfiança estas imposições. Em geral, todos temem que direitos duramente conquistados tenham sido perdidos.
                                                         
                                                           
       
No entanto, alguns destes especialistas argumentam que os principais direitos trabalhistas que existiam, continuam em vigor, não tiveram alteração, seguem o que rege a Constituição Federal de 1988. Aqueles que são favoráveis às mudanças, apontam que certas medidas tomadas irão beneficiar os trabalhadores, pois deixaram as futuras negociações entre empregadores e trabalhadores mais flexíveis, permitindo que ambos os lados tenham opções menos rígidas para negociar. Situações conflitantes como em relação às férias.

Dentre as novidades instituídas, estão a incorporação de duas novos grupos de trabalhadores como aqueles que realizam trabalho intermitente, ou seja, aqueles trabalhadores que praticam o serviço por hora ou por jornada trabalhada ( exemplo dos garçons), como também os que prestam serviço em casa, de suas residências, os chamados home office (ou tele-trabalho).

                                               


Lados Conflitantes

De um lado, muitos técnicos trabalhistas asseguram que a reforma não prejudicará o trabalhador, já que pontos principais da CLT foram mantidos e aqueles nos quais houve mudanças só irão facilitar as negociações entre patrões e empregados. Sustentam que as medidas tomadas ajudarão a minimizar a crise já que promoverão a contratação de novos empregados, tendo em vista o menor rigor na exigência do cumprimento da lei.

De outro lado, analistas argumentam que a reforma priorizará a vantagem das empresas sobre a mão de obra do trabalhador, determinando ainda mais suas necessidades em detrimento dos benefícios empregatícios.Sustentam que, por exemplo, jornadas menores significam menores salários. Que a flexibilização só afrouxará os laços do trabalhador com a empresa; que há perda de ganhos em caso de trabalho alicerçado em produtividade do que em jornadas pré-estabelecidas.

                                                       


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As jornadas de trabalho, que antes eram de 40/44 horas semanais passam a ser agora (limite) de 48 horas - 44 mais 4 de horas extras - num regime de 12 (doze) horas seguidas. Outra mudança é que o trabalho temporário, que anteriormente era regimentado em 90 dias (ou três meses), será agora exercido durante 120 dias (ou quatro meses), inclusive sujeito a prorrogação. segundo as análises de quem foi contra a nova lei, isso fará com que se precarize - fragilize - mais as condições acordadas entre as empresas e os empregados. Ou seja, os críticos crêm que tais medidas tornaram mais fácil a dispensa dos funcionários, que seguem sem a regulamentação, ficam sem a proteção da lei, além de precarizar ainda mais a força de trabalho. 

                                              

Outro ponto-chave da nova lei que dificultará ainda mais a aquisição dos direitos trabalhistas segundo os argumentos dos críticos, diz respeito ás regulamentações entre empregados e empregadores, tendo em vista que agora o que é negociado pesa mais que o que é legislado. Nesse sentido, boa parte dos direitos assegurados por lei ficarão à mercê das negociações, catapultando direitos que eram tidos como certos, imexíveis. Além destes, outros pontos entram no prisma das negociações:


Pontos em Destaque:                                                                                                                                

⇨ o tempo do intervalo no meio da jornada (partindo do mínimo de 30 minutos);
⇨ o tempo usado para ida/vinda do local de trabalho;
⇨ parcelamento das férias em até 3 vezes;
⇨ acordo sobre o direito ou não, dos lucros e resultados; 
⇨ plano de cargos e salários;
⇨ convenções e acordos poderão preponderar sobre a legislação ("acordo sobre o legislado");
⇨ empresas e sindicatos poderão negociar condições de trabalho opostas das que estão na lei.
Dentre outros.

Debates e polêmicas acenderão as chamas dos dois lados da reforma, daqueles que são contra e os que são a favor. Resta-nos avaliar e entender melhor como podemos nos proteger e resguardar de abusos, já que as medidas foram tomadas e a reforma passou nos trâmites do Congresso. Se esta reforma assegurará mais privilégios para as empresas ou se ampliarão as possibilidades de trabalho para o trabalhador, salvaguardados os direitos legais. Onde estes permanecem íntegros e onde as mudanças implicarão em perdas, ou mais perdas. Após esta observação minuciosa, temos de levar em conta a proximidade da próxima eleição presidencial e recorrer a um voto mais ponderado, menos impulsivo, mais ajuizado e de acordo com o diagnóstico que fizermos.


Aprofunde mais em: https://www.terra.com.br/economia/reforma-trabalhista-saiba-o-que-muda-e-quais-profissoes-serao-afetadas,e485072979f8074ea0648b5d85bf2fadxctnump1.html; ; https://esquerdaonline.com.br/2016/12/22/entenda-reforma-trabalhista-de-temer/ ; http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/trabalhadores-nao-perdem-direitos-com-a-nova-lei-afirmam-especialistas/  ; http://www.contrafcut.org.br/noticias/contraf-cut-disponibiliza-cartilha-da-reforma-trabalhista-d5a0






segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Redação do Enem - Inclusão das Diferenças


                                                   

A despeito de toda a polêmica suscitada, devemos reconhecer a dimensão fundamental que o tema da redação do Enem alcança quando ocorre sua divulgação. Afinal, são cerca de seis milhões de estudantes que prestam o exame, e portanto, esse mesmo número de pessoas são, de certa forma, "obrigadas " a pensar sobre aquele assunto (atual, de cunho social), durante ao menos, quatros horas seguidas. Fora o destaque e repercussão que decorre quando o resto da população toma conhecimento do conteúdo, geralmente atrelado às questões de direitos humanos ligados às desigualdades. Nos últimos anos chamaram nossa atenção os tópicos da Lei Seca, a publicidade infantil, o movimento imigratório,  a violência contra a mulher e, em 2016, o combate à intolerância religiosa. 
                                        


Este ano, deixando pasmos milhares de professores que tentaram exaustivamente fazer seus alunos se prepararem para a prova de redação (exigente e complexa) do Enem, o tema foi compreendido como difícil, de contexto muito diferente do que esperava-se: Desafios Para a Formação Educacional dos Surdos. Específico dentro das abordagens sociais para educação de minorias, geralmente desconhecido pela grande maioria dos estudantes. 


Embora recentemente colocada como disciplina obrigatória para os cursos de formação de professores (as licenciaturas), bem como a incorporação feita por algumas escolas, que já integraram o ensino da linguagem de sinais na carga horária , como também há uma corrente de educadores com intenção de fazer de Libras uma disciplina obrigatória nas escolas de educação infantil e ensino fundamental. Ainda assim, certamente a inclusão social do surdo não é uma das conversas mais populares nos bate-papos.


                                 

15 milhões de surdos no Brasil                                                                                                                

Segundo as estatísticas oficiais, há em torno de 15 milhões de surdos no Brasil, não é um número pequeno. E que outro tipo de grande visibilidade poderia encontrar essa comunidade no cotidiano?  Certamente nenhuma, diante de uma sociedade cada vez mais excludente, preconceituosa, discriminatória, dura, apática e não empática com as causas humanitárias. Situação a anos-luz do tratamento corriqueiro que naturalmente dispomos aos interesses beneficentes, às necessidades de inclusão da diversidade, cada vez maiores. Interessante o fato de que, finalmente, de alguma maneira, esta pauta seja "forjada", para que, em 25-30 linhas discorra-se sobre isso, e preferencialmente (desejando-se passar na prova) deve-se tratar de maneira respeitosa o objeto da análise em questão, tratando-o como conteúdo de importância social.                                                      
                                                               
Quais os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil?                                                  

Não é mais o futebol, nem o carnaval, nem as celebridades. Ali, naquele momento, uma minoria (!15 milhões?) com parcos direitos e representatividade, ganha uma voz emprestada, é notada, tem visibilidade, recebe, precariamente ou não, a atenção merecida pela sociedade brasileira em larga escala. De excluídos no mercado de trabalho, nos meios de comunicação, nas políticas públicas, pagamos para ver durante algum tempo, alguns daqueles que compõem a base da pirâmide, se destacarem e serem vistos, deixam de ser invisíveis, saem da extrema desimportância para adquirir relevância.