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domingo, 28 de janeiro de 2018

Política ou Politicagem ? Os Rumos da Democracia Brasileira


O Que o Rei Momo Tem a Ver Com Isso?

Não haverá eleição para Rei Momo em Salvador, capital do Estado da Bahia, na maior festa popular de rua do Brasil, este ano de 2018. Curiosamente e infelizmente, "bateu" uma leve sensação de futura metáfora para a próxima eleição presidencial que brevemente baterá à porta de nossa política

O medo de uma patética comparação: - Momo, personagem da mitologia grega, representava o deus da ironia e do sarcasmo. Que esse espírito não seja o que irá nos rondar de agora em diante até o dia das eleições, personalização da politicagem. Pior ainda, que não seja a característica principal daquele que ocupará a cadeira presidencial em nosso país, para debochar de todos nós.

Que não sejamos os foliões em transe quase hipnótico, tragados para a festa de Momo em meio à multidão semi-desorientada e que não liga a mínima para isso. Com a democracia brasileira, com os rumos do nosso país, queremos e deveríamos sim estar absolutamente atentos, focados e diligentes, antes que nos chegue uma quarta-feira de cinzas patriótica.











Existe uma melhor opção política no momento?

Precisamos escolher de qual multidão queremos fazer parte, dos absortos ou dos centrados. Ainda que tenha toda a parafernália partidária a minimizar a importância e a essência da democracia, ela e só ela, é a personagem mais importante deste cenário. Longe de momos, campanhas, palanques, folias e urnas, que o destaque seja a senhora jovem,  - mas com desejo de ser madura, a democracia brasileira. 


E para termos democracia, precisamos da política, não de politicagemA Democracia colocada em "humilde" análise aqui, é  aquela que nos representa como cidadãos, como povo, a democracia representativa.  

Politicagem, tristemente,  que é o que se tem feito de ambos os lados no Brasil, por parte do governo e da oposição. Que não sejamos mais marionetes de partidos políticos de qualquer ideologia. 



Os partidos cada vez mais se distanciam do eleitorado, afastando-se por conseguinte da representação ao qual tinham o sentido de existir. Recebem verbas gigantescas, horários gratuitos em tevês, caríssimas consultorias de merchandising político, etc, tornando-se quase "imortais" dado ao tamanho agigantado que apresentam. E onde ficamos nós, pobres mortais eleitores? Cadê nossa autêntica representação?




Política ou Politicagem?

Crermos que ainda podemos ter um regime político em que verdadeiramente sejam os autênticos representantes do povo aqueles que porão em prática as decisões e escolhas populares.

Não para garantir  um "governo do povo, pelo povo e para o povo" (citação do presidente norte americano Abrahan Lincoln dos primórdios da democracia norte-americana),  quase uma ditadura da maioria. 

Mas um governo amplamente mais responsável, transparente, e para toda a população -  sendo o conjunto de todos os cidadãos do país. Todos. Nem só o povo, nem só os "poderosos", como tem sido favorável a estes últimos desde sempre. Dar enfim um verdadeiro rumo político autêntico à democracia brasileira.


O que nós sabemos sobre democracia representativa?

Como quase tudo na vida, a política faz parte da constituição nacional e consequentemente das demais divisões nele existente, - estados e municípios - fazemos  parte da construção do que ocorre (em cada etapa) na administração destas entidades, através do voto, do pagamento de impostos , entre outros meios.



Todas as unidades da Federação estão sujeitas a leis, decretos, diretrizes, regras, estatutos, etc, conforme estabelecido em nossa Carta Magna, nossa Constituição. E os três níveis do governo devem ao povo a administração destas unidades da maneira mais correta, eficiente, clara (transparente - , devemos estar cientes de todas as decisões e resultados); ética, razoável e impessoal (sempre, em qualquer circunstância deve-se ser visar o bem comum).

É preciso ter uma "consciência política"  para cuidar do que é nosso, como zelamos por pormenores em casa. Atitude que deve ser a mesma em relação ao Brasil, pois na verdade, estamos sujeitos à política e fazemos política o tempo todo.

Em quase todos os aspectos da vida do cidadão perpassa o resultado das medidas políticas existentes, e estas precisam deixar de ser sectárias e injustas. Os serviços públicos que temos são resultado do sistema político vigente (excludente e tendencioso). Não podemos dar as costas a isso e deixar que a política vire politicagem nas mãos erradas.


O que um eleitor pode fazer para ajudar o seu país?


Sim, temos, historicamente, uma formação de poder político/econômico e social distorcido, centrado na manutenção do poder econômico, que criou, fomentou, e cristalizou um Estado por assim dizer,  quase "prestador de serviço" às classes ricas - dominantes economicamente - que usaram e abusaram deste trono simbólico em que foram colocados. Estamos fartos disso há muito tempo. Todas as distorções injustas têm de ser reparadas.



Dentre as atitudes a tomar está a de tornar as instituições do Estado fortes o suficientes para serem protegidas de golpes, corrupção, falácias,  abusos de toda sorte que são cometidos com o véu da impunidade ao usar a máquina pública ao bel prazer de cada um. 

Bem como destravar a burocracia eleitoreira oportunista, que trata o eleitor como uma alma penada qualquer à mercê de campanhas cínicas.

Paremos com a perpetuação do poder na política partidária, na economia, na publicidade, na cultura, na sociedade. 

Nos tornemos mais fortes como cidadãos, menos apegados à pessoas falíveis (que se aproveitam de máquinas administrativas frágeis) e mais centrados e focados em ideias, estratégias, ações e resultados. O poder, se existir, deve ser para todos. E o único meio de garantir isso é tornar o governo "cego" e servil à política de um Estado, forte, democrático e imparcial.

domingo, 19 de novembro de 2017

Temos Consciência Negra hoje ?

A fim de complementar a reflexão sobre o movimento negro no mês de novembro, segue abaixo - na íntegra - a programação da TV Brasil sobre a Semana da Consciência Negra. Veja aqui ainda a programação veiculada pelo Irdeb Bahia referente ao Mês da Consciência Negra. Outra oportunidade de discussão será conferir a palestra que é parte da campanha  "Um dia para você lembrar de todos os outros",  no Teatro Erva Hertz/Livraria Cultura, promovida pelo Salvador Shopping com alguns convidados especiais como a jornalista Maíra Azevedo (Tia Má); Antonio Pita (Diáspora Black), a pedagoga Patrícia Santos (Empregue Afro), ainda a apresentação do recital vozes negras de artistas do Bando de Teatro Olodum.  O diálogo girará em torno do tema Iniciativas Negras para o Desenvolvimento para um Cenário Positivo (veja aqui), na terça-feira, às 18:30.
                                                   

                     TV Brasil celebra Semana da Consciência Negra com especiais

                    Programação inclui atrações musicais, reportagens e discussões

Para celebrar a Semana da Consciência Negra, a TV Brasil apresenta uma série de filmes, debates, programas jornalísticos e musicais a partir deste domingo (19). A emissora preparou cerca de vinte horas de atrações especiais sobre o assunto que vão ao ar até o próximo domingo (26).





A programação temática da emissora pública começa na madrugada deste domingo (19) para segunda (20), à 0h30 com a exibição do premiado filme nacional "Orfeu", drama dirigido por Cacá Diegues, na faixa Cine Ibermedia.
Um dos destaques é a série especial Um Abraço Negro, apresentada pela jornalista Luciana Barreto, âncora do telejornal Repórter Brasil Tarde. Em cinco programas, a produção vai ao ar de segunda (20) a sexta (24), às 20h30, com uma hora de duração.
A atração recebe personalidades para debater a situação dos afrodescendentes no país, analisar desafios, comemorar conquistas e reverenciar grandes expoentes. Participam do bate-papo, as atrizes Elisa Lucinda e Isabel Fillardis; os músicos Pretinho da Serrinha e Marquinhos de Oswaldo Cruz; e a jornalista Flávia Oliveira, entre outros convidados.
Cada episódio aborda diferentes perspectivas de aspectos socioeconômicos, artísticos, históricos e jurídicos. Para encerrar cada bloco de Um Abraço Negro, o projeto Mojubá, da cantora Larissa Luz e do grupo Afrojazz, brinda os telespectadores com performances musicais cheias de vigor, poesia e negritude.
Durante a semana, a TV Brasil também exibe uma série de interprogramas chamada "Até Quando?" que denuncia a situação degradante da população negra no país em áreas como educação, moradia, saúde, trabalho e violência. Os programetes de 30 segundos são apresentados nos intervalos da programação da emissora.
                                

Atrações diárias dedicadas ao debate sobre consciência negra:

A programação especial da TV Brasil inclui entrevistas que trazem reflexões sobre empoderamento feminino e representação da negritude nas diversas esferas da vida. A apresentadora Vera Barroso recebe a cantora Késia Estácio no Sem Censura de segunda (20), às 17h, enquanto a jornalista Roseann Kennedy conversa com a cantora transexual negra angolana Titica, no mesmo dia, às 21h30;
Já no Diálogo Brasil, às 22h30, Katiuscia Neri entrevista a gerente de programa da ONU Mulheres, Carolina Querino, e a secretária-executiva da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Valdecir Nascimento;
Mais cedo, às 19h45, o telejornal Repórter Brasil Noite faz a cobertura factual dos principais eventos em comemoração à data no país. Na última semana, o programa apresentou a série de reportagens "Em Marcha" para celebrar o mês da Consciência Negra.


           
Homenagem a nomes como Ruth de Souza e Candeira na terça-feira (21);
Na terça-feira (21), às 20h30, a jornalista Flávia Oliveira e o históriador Amilcar Araújo Pereira participam do especial Um Abraço Negro com Luciana Barreto. Eles debatem a história das relações raciais e o impacto delas no desenvolvimento socioeconômico brasileiro;
Às 21h30, o Recordar é TV traz um especial sobre a atriz Ruth de Souza. A atração reexibe o programa "Os Mágicos", de 1977, da TVE do Rio de Janeiro. "Eu gosto de trabalhar. Então sempre me apaixono pelos personagens. Acho que Sinha Moça é meu cartão de visitas", disse a artista na época.
Em seguida, às 22h, o bamba Diogo Nogueira recebe o experiente Wilson Moreira e a cantora Teresa Cristina para cantar a obra de Candeia no Samba na Gamboa.
Já às 23h30, o programa Curta em Cena debate as questões de acesso e visibilidade de realizadores e de assuntos ligados à cultura afro no Brasil. No estúdio, a jornalista Tâmara Freire entrevista as realizadoras Mari Campos e Raquel Beatriz sobre o resgate da figura histórica de Tia Ciata através do filme homônimo.
O destaque de quarta (22) é a entrevista que a atriz Isabel Fillardis e o músico Pretinho da Serrinha concedem à jornalista Luciana Barreto no especial Um Abraço Negro às 20h30. Às 23h, a TV Brasil exibe o filme "Raça", documentário dirigido por Joel Zito Araújo e Megan Mylan.

Haroldo Costa fala sobre raciscmo e igualdade de direitos no Trilha de Letras
Na quinta (23), a diretora da Anistia Internacional, Jurema Werneck, e o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Rangel participam de Um Abraço Negro, às 20h30. Eles discutem com Luciana Barreto a participação dos negros nas altas instâncias de decisão e poder, questões relacionadas aos direitos humanos e acesso à justiça.
O escritor, ator, pesquisador de samba e cultura afro, Haroldo Costa, conversa com o apresentador Raphael Montes no programa Trilha de Letras que a emissora apresenta às 21h30. Eles refletem sobre racismo e a luta pela igualdade de direitos.
Em seguida, às 22h, o Caminhos da Reportagem vai até a Serra da Barriga, em Alagoas, para relembrar a história do Quilombo dos Palmares. Logo depois, às 23h, a poeta Luz Ribeiro é a atração da série documental Bravos!.
Para encerrar o especial Um Abraço Negro, na sexta (24), Luciana Barreto entrevista dois talentos recém-descobertos que têm perspectivas artísticas e de vida diferentes, mas complementares: Rafael Mike, do Dream Team do Passinho, e a cantora inglesa com descendência nigeriana Folakemi.
Às 23h, o programa Estação Plural recebe o rapper Rashid para um papo com o trio de apresentadores formado por Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito. Os temas em pauta na entrevista são cultura do rap, hierarquia e gratidão.
A banda Ratel mistura diversos ritmos com um trabalho totalmente independente e composições críticas no programa Reverbera à meia-noite.
No sábado (25), às 21h30, o guitarrista Da Ghama, fundador do grupo Cidade Negra, faz apresentação exclusiva no programa Todas as Bossas. O artista mostra seu talento no show "BaixÁfrikaBrasil".
Por fim, no domingo (26), ao meio-dia, o Partituras recebe o pianista pernambucano Amaro Freitas. Minimalismo, bebop, afrojazz, samba, frevo e balada são sonoridades que permeiam o disco 'Sangue Negro', que marca a estreia do artista.
À meia-noite, a angolana Aline Frazão é a convidada do programa Ao Vivo entre Amigos. Cantora, compositora, guitarrista e produtora, ela revela seu trabalho autoral.                            

Programação da Semana da Consciência Negra na TV Brasil:
Domingo, 19 de novembro
00h30 Cine Ibermedia – Orfeu – Classificação 18 anos
Segunda-feira, 20 de novembro
17h00 Sem Censura – Vera Barroso recebe cantora Késia Estácio e outros convidados
19h45 Repórter Brasil Noite – Telejornal acompanha eventos factuais sobre a data pelo país
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Elisa Lucinda e Marquinhos de Oswaldo Cruz
21h30 Conversa com Roseann Kennedy – Cantora transexual negra angolana Titica
22h30 Diálogo Brasil – Especial Mulheres Negras
Terça-feira, 21 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Flávia Oliveira e Amilcar Araújo Pereira
21h30 Recordar é TV – Especial sobre a atriz Ruth de Souza
22h00 Samba na Gamboa – Diogo Nogueira recebe Wilson Moreira e Teresa Cristina
23h30 Curta em Cena – Realizadoras ligadas à cultura afro mostram seus curtas
Quarta-feira, 22 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Isabel Fillardis e Pretinho da Serrinha
23h00 Cine Nacional – "Raça" – Classificação 12 anos
Quinta-feira, 23 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Paulo Rangel e Jurema Werneck
21h30 Trilha de Letras – Raphael Montes recebe Haroldo Costa
22h00 Caminhos da Reportagem – "Palmaes vive" sobre Quilombo na Serra da Barriga
23h00 Bravos! – Poeta Luz Ribeiro
Sexta-feira, 24 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Rafael Mike e Folakemi
23h00 Estação Plural – Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito recebem rapper Rashid
00h00 Reverbera – Banda Ratel
Sábado, 25 de novembro
21h30 Todas as Bossas – Guitarrista Da Ghama
Domingo, 26 de novembro
12h00 Partituras – Pianista Amaro de Freitas
00h00 Ao Vivo entre Amigos – Cantora angolana Aline Frazão
Criado em 17/11/2017 - 15:15 e atualizado em 17/11/2017 - 15:15



veja mais em : http://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/afro-igualdade/2017-12-12/exposicao-mulheres.html ;


domingo, 12 de novembro de 2017

Nova Lei Trabalhista - Nova quer dizer melhor?

Entra em Vigor a Nova Lei Trabalhista

Aprovada em julho deste ano, entrou em vigor ontem ( sábado 11/11) a Nova Lei Trabalhista. Essa nova legislação abarca todas as categorias que eram orientadas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que mudou cem artigos da antiga lei. Especialistas em direito do trabalho, juristas, teóricos e economistas, divergem sobre possíveis benefícios ou prejuízos que as novas regras impõem aos trabalhadores. A população acata com desconfiança estas imposições. Em geral, todos temem que direitos duramente conquistados tenham sido perdidos.
                                                         
                                                           
       
No entanto, alguns destes especialistas argumentam que os principais direitos trabalhistas que existiam, continuam em vigor, não tiveram alteração, seguem o que rege a Constituição Federal de 1988. Aqueles que são favoráveis às mudanças, apontam que certas medidas tomadas irão beneficiar os trabalhadores, pois deixaram as futuras negociações entre empregadores e trabalhadores mais flexíveis, permitindo que ambos os lados tenham opções menos rígidas para negociar. Situações conflitantes como em relação às férias.

Dentre as novidades instituídas, estão a incorporação de duas novos grupos de trabalhadores como aqueles que realizam trabalho intermitente, ou seja, aqueles trabalhadores que praticam o serviço por hora ou por jornada trabalhada ( exemplo dos garçons), como também os que prestam serviço em casa, de suas residências, os chamados home office (ou tele-trabalho).

                                               


Lados Conflitantes

De um lado, muitos técnicos trabalhistas asseguram que a reforma não prejudicará o trabalhador, já que pontos principais da CLT foram mantidos e aqueles nos quais houve mudanças só irão facilitar as negociações entre patrões e empregados. Sustentam que as medidas tomadas ajudarão a minimizar a crise já que promoverão a contratação de novos empregados, tendo em vista o menor rigor na exigência do cumprimento da lei.

De outro lado, analistas argumentam que a reforma priorizará a vantagem das empresas sobre a mão de obra do trabalhador, determinando ainda mais suas necessidades em detrimento dos benefícios empregatícios.Sustentam que, por exemplo, jornadas menores significam menores salários. Que a flexibilização só afrouxará os laços do trabalhador com a empresa; que há perda de ganhos em caso de trabalho alicerçado em produtividade do que em jornadas pré-estabelecidas.

                                                       


Mais de 100 Tópicos Mudados                                                                                                                 

As jornadas de trabalho, que antes eram de 40/44 horas semanais passam a ser agora (limite) de 48 horas - 44 mais 4 de horas extras - num regime de 12 (doze) horas seguidas. Outra mudança é que o trabalho temporário, que anteriormente era regimentado em 90 dias (ou três meses), será agora exercido durante 120 dias (ou quatro meses), inclusive sujeito a prorrogação. segundo as análises de quem foi contra a nova lei, isso fará com que se precarize - fragilize - mais as condições acordadas entre as empresas e os empregados. Ou seja, os críticos crêm que tais medidas tornaram mais fácil a dispensa dos funcionários, que seguem sem a regulamentação, ficam sem a proteção da lei, além de precarizar ainda mais a força de trabalho. 

                                              

Outro ponto-chave da nova lei que dificultará ainda mais a aquisição dos direitos trabalhistas segundo os argumentos dos críticos, diz respeito ás regulamentações entre empregados e empregadores, tendo em vista que agora o que é negociado pesa mais que o que é legislado. Nesse sentido, boa parte dos direitos assegurados por lei ficarão à mercê das negociações, catapultando direitos que eram tidos como certos, imexíveis. Além destes, outros pontos entram no prisma das negociações:


Pontos em Destaque:                                                                                                                                

⇨ o tempo do intervalo no meio da jornada (partindo do mínimo de 30 minutos);
⇨ o tempo usado para ida/vinda do local de trabalho;
⇨ parcelamento das férias em até 3 vezes;
⇨ acordo sobre o direito ou não, dos lucros e resultados; 
⇨ plano de cargos e salários;
⇨ convenções e acordos poderão preponderar sobre a legislação ("acordo sobre o legislado");
⇨ empresas e sindicatos poderão negociar condições de trabalho opostas das que estão na lei.
Dentre outros.

Debates e polêmicas acenderão as chamas dos dois lados da reforma, daqueles que são contra e os que são a favor. Resta-nos avaliar e entender melhor como podemos nos proteger e resguardar de abusos, já que as medidas foram tomadas e a reforma passou nos trâmites do Congresso. Se esta reforma assegurará mais privilégios para as empresas ou se ampliarão as possibilidades de trabalho para o trabalhador, salvaguardados os direitos legais. Onde estes permanecem íntegros e onde as mudanças implicarão em perdas, ou mais perdas. Após esta observação minuciosa, temos de levar em conta a proximidade da próxima eleição presidencial e recorrer a um voto mais ponderado, menos impulsivo, mais ajuizado e de acordo com o diagnóstico que fizermos.


Aprofunde mais em: https://www.terra.com.br/economia/reforma-trabalhista-saiba-o-que-muda-e-quais-profissoes-serao-afetadas,e485072979f8074ea0648b5d85bf2fadxctnump1.html; ; https://esquerdaonline.com.br/2016/12/22/entenda-reforma-trabalhista-de-temer/ ; http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/trabalhadores-nao-perdem-direitos-com-a-nova-lei-afirmam-especialistas/  ; http://www.contrafcut.org.br/noticias/contraf-cut-disponibiliza-cartilha-da-reforma-trabalhista-d5a0






quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Eleições Novembro 2018

Daqui a um ano já estaremos com novo governante no país.Não importa o partido vencedor, o maior representante brasileiro já terá sido escolhido. Chegamos à contagem regressiva em relação ao necessário preparo que teremos que ter, a fim de escolher bem o futuro eleito da maior instância representativa. Preparados ou não, aí vamos nós!Agora é torcer que alarguemos nossas perspectivas sobre o entendimento da política. Se precisamos de reformas (previdenciária, trabalhista, ou seja o que for), quais seriam e em que termos, temos que saber. Quais as prioridades políticas na grande agenda brasileira que devem ser contempladas? Quem melhor representaria estes interesses? Nós  consertaremos o estrago feito priorizando em instituições, que pretendemos idôneas, não em pessoas (embora importantes). Em essência, a política diz respeito ao bem público, portanto, cabe a nós cuidar do corpo político.
                                                


Erramos, consertemos.Nos equivocamos? Mudemos tudo, façamos reparos. Nós decidimos o que nos afetará, por isso devemos olhar além-partido, é preciso ver aquilo que se avizinha, que está por vir, não a sombra nefasta do que foi produzido com os erros de nossas escolhas (como a proliferação multifacetada de partidos em suas afiliações). Uma estratégia para não haver mais enganos relacionados a paixões  partidárias, é ver o quanto os partidos estão desmoronando, esfacelando-se, cada vez mais fragmentados, em crise, que muitos estão chamando de crise de representação partidária. Pensar adiante para pensar bem. Precismos estar dispostos a abrir mão da fé ideológica pura e simplesmente, em vista de um bem maior, que abarque todos, não apenas um grupo - tal ou tal partido. Por isso a emergência de uma proposta de reforma política bem azeitada, sabiamente costurada, cautelosa e pondenrada que passe ao largo das dissoluções e reinvenções hoje vistas. 



Precisamos, como nação, de uma vitamina (com o perdão da metáfora). Vitamina de ética, de consenso, de moral, de ordem, de compromisso, de justiça, de probidade. Somos o leite que vai homogenizar a vitamina. As frutas soltas, liquidificadas, não se tornam uma vitamina, se torna um suco de frutas, mas estamos fracos, precisamos de uma vitamina. Temos que ter "fresco" na consciência , nossa importância como eleitores. O que importa no dia da eleição, não é a batucada feita em seguida, pelas casas e ruas, mas será a boa ou a má escolha que fizemos nas urnas.Batucadas não resolvem conflitos, uma boa política resolve. Também não organizam leis, normas ou regras de conduta, a política faz isso. Independe de uma boa batucada o aumento ou não de impostos, o controle dos gastos públicos, a correta distribuição dos recursos, a extirpação da corrupção, Mas depende da política que existe, e para haver esta política, somos nós que a faremos acontecer, existir.


Necessitamos de representação, não há como negar. No entanto, precisamos estar ali, representados. Nossa vida nas cidades é pública, os interesses são de todos, não de uma minoria, embora cada minoria precisa ter representatividade. O presidente da república governará para todos brasileiros, os brasileiros de todos os brasis. Com essa ideia mentalizada, devemos partir para a poupança, cujo saldo retiraremos daqui a um ano. Como a boa e velha poupança, que só dá lucro se ficar guardada um certo tempo, pensemos em fazer nossa poupança cívica, guardando dentro de nós, análises, comparações, resultados, desempenhos, observação cuidadosa das gestões, dos programas divulgados, dos históricos, etc, à parte de qualquer que seja o partido na disputa eleitoral. Ao fim de um ano saberemos o que devemos fazer para o bem público, para a comunidade de brasileiros e brasileiras que sofrerão as consequências da opção feita.

                                                    


Uma importante ferramenta se faz necessária agora: o dicionário. De posse dele, precisamos conhecer profundamente estas palavras: analisar, discernir, entender, apurar, problematizar, criticar. Vamos precisar destes conhecimentos para efetivar nosso voto. A política é sim um instrumento de transformação da sociedade, só vamos transformar o que estamos insatisfeitos se o instrumento que temos a mão, - aquele que delega poder - o voto, for bem usado. Daí em diante é que teremos e veremos a eficácia ou contra-produção no governo instituído. 

                                                


Nossa preocupação não deve se ater apenas à questão da ética, embora de essencial importância. Parta do princípio de que, naturalmente, já deveríamos ser éticos em essência.O passado "limpo" conta, a eficiência administrativa também, a capacidade de servir ardentemente o povo, compreender e acatar as demandas sociais, estar acessível às mudanças na sociedade para agir de forma a contemplar os novos interesses que surgem, dentre tantas outras qualidades. Quem está naquele prédio, que abriga cerca de 25 mil pessoas, representa os 207 milhões de cidadãos brasileiros dos 8 milhões e 516 mil quilômetros quadrados de território.Simples assim. Portanto, tomemos posse do que nos pertence ao fim e ao cabo. Façamos do ato político de eleger uma representação, um valor, um bem, tão importante quanto outros que damos valor (que provavelmente, inclusive, não deve ser  tão relevante quanto).Em síntese, um cidadão apolítico acaba com o pais, não os seus governantes. 

                                                


Sim, queiramos ou não, gostemos ou não, satisfeitos ou não, somos animais políticos de fato. Temos que nos cansar de sermos  "desassistidos", de nos portar como consumidores vorazes ao invés de cidadãos conscientes, de ver a política com desdém porque nos indignamos com os rumos que tomou nas mãos erradas.O mais viável a perceber com o propósito de acertar o rumo do Brasil de volta, é sobre a crucial importância de votar bem, pois é no âmago político que a política se resolve, não fora  dela, na apatia do desgosto. Para mudar para algo melhor é imprescindível o voto, deixarmos de acreditar em um "salvador da pátria" e nos conscientizarmos de que o que precisamos são de "salvadorES da pátria". 

                      Veja mais em :http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/crise-de-representacao-partidaria-e-um-problema-historico-c52qr5g4p5pif3xc63jksanv2

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Enem

Os dois primeiros domingos do mês de novembro serão marcados pela realização do exame Enem 2017, o teste que analisa o desempenho dos estudantes no Brasil. A prova não terá mais o sábado, como era de praxe. Essa mudança foi realizada pelo MEC (Ministério da Educação) após consulta pública  ocorrida no começo de 2017. Outras mudanças também foram instituídas, dentre elas, as principais são: nas provas serão colocadas a  identificação pessoal do participante, seu nome estará na capa dos cadernos; não haverá mais divulgação do ranking das escolas ; o Enem não valerá mais como certificado de Ensino Médio e a prova de redação será feita agora no primeiro dia de provas. O Enem ajuda milhares de estudantes a ingressarem em instituições públicas e particulares de ensino através de programas como o Prouni, Pronatec, Fies e Sisu. Os dois domingos serão agora dia 5 de novembro e o próximo dia 12, o domingo seguinte.


A maioria das alterações anunciadas visaram principalmente assegurar mais segurança ao estudante, bem como com o resultado do exame. Também o Inep - Instituto Nacional de estudos e pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão parceiro do MEC em todas as tomadas de decisões, assegurou que as medidas foram tomadas visando o aperfeiçoamento geral do Enem e que a consulta pública deu maior transparência às decisões tomadas. Veja no link abaixo a relação completa das transformações incluídas no exame, divulgadas pelo próprio ministério:



Portanto, os estudantes agora só precisam dos "toques finais" para prestar o exame, supondo que tenham se preparado no decorrer do ano. Como sempre, o tema da redação é uma grande preocupação, já que há dezenas de temas atualizados para serem dissertados na prova. Alguns dos temas supostos sugeridos pelos sites e videos de preparação para concursos foram: soluções para o debate LGBTfobia; inclusão social dos moradores de rua; soluções para o sistema carcerário brasileiro; ideias de combate a poluição do meio ambiente; depressão e combate ao suicídio; o envelhecimento populacional; avanços da tecnologia na sociedade; mobilidade urbana sustentável; conceito de família no século XXI; crise no sistema hídrico no Brasil; obesidade e saúde; bullying; dentre outros.

Bos sorte a todos os estudantes!



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Finados

O dia de Finados, comemorado no Brasil dia dois de novembro, em sua essência é um feriado religioso para que os fiéis dediquem-se às orações para aqueles entes queridos que faleceram. Mais praticado pela igreja católica, no entanto, boa parte das pessoas já incorporaram a data como um momento simbólico para se dedicar a orações, momentos de silêncio e visitas aos cemitérios nas cidades. Pela tradição católica, os párocos pedem que seus paroquianos celebrem este data, levando flores e velas para os túmulos nos cemitérios, bem como frequentando as celebrações do dia que saltam de apenas uma "missa", para três, devido ao intenso movimento que ocorre. Há pesquisadores que afirmam que a veneração do Finados - como símbolo de respeito aos mortos - surgiu desde o século II, e aos poucos foi se formalizando no seio da igreja até que no século XIII instituiu-se o dia 2 de novembro como dia de celebrar todos os mortos.


O tema da morte ainda provoca algum desconforto nas rodas de conversas, como também suscita estudos nas áreas psicanalíticas, religiosas, comportamentais do serviço social, dentre outras. Há muitos questionamentos em aberto para a maioria das pessoas, quando de fato, alguém muito próximo parte, falece. Toda a suposta força e segurança anteriormente apresentada é abalada e sucumbimos à dor da perda, com perguntas sem fim e sentimentos conflitivos Para tratar deste assunto tão caro às pessoas, terapeutas, psicoterapeutas, psicólogos, educadores, religiosos, analisam e vasculham atentamente o comportamento e a psiquê humana a fim de aliviar a dor para os que ficam. Já existem conhecimentos específicos a respeito de terapia de luto, as etapas do luto, como analisar o resultado que este período deixa em nossas vidas, se houve crescimento pessoal, mudança para melhor, avaliação positiva de si ou outros aprendizados internos.

O conhecimento necessário para lidar com a perda de um ente querido e superar essa fase, é parte da preocupação dos profissionais para as diversas etapas da existência: dos adultos, idosos (os mais naturalmente atingidos), mas também jovens e até crianças. Entender nossas vulnerabilidades diante do inexorável da vida, além das sempre presentes frustrações, requer m nível de aceitação da nossa finitude que dificilmente nos preparamos espontaneamente. Somos, ao contrário, sobressaltados diante do inesperado do fim. Talvez por isso, por tantas consequências decorrentes da morte daqueles afetos que se foram, argumente-se a importância de se dedicar um dia especial para celebrá-los.

Segundo o Papa João Paulo II (Reconciliatio  et poenitentia,12)  : "Os ligames de verdadeira amizade entre as pessoas, não se perdem nem terminam com o indiscutível evento da morte. Os nossos defuntos continuam a viver entre nós não só porque os seus restos mortais repousam no cemitério e a sua recordação faz parte da nossa existência, mas sobretudo porque s as suas almas intercedem por nós junto a Deus." 01/11/94 


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Bem-vindos!

Atualmente, para a vida fazer sentido e sermos uma parte ativa e significativa dela, precisamos de algumas ferramentas -chave na interação com a sociedade. O Conhecimento sobre as coisas que nos cercam é peça fundamental neste processo de busca constante de auto-aperfeiçoamento.  Socializar os aprendizados cotidianos faz a roda do mundo girar.Não estamos sozinhos, é fato, e há muito para conhecer, aprender, interagir e fazer. A ideia é tentar ver um pouco de tudo aqui de uma maneira crítica, ponderada e aprofundada sempre que possível. Abraço (e sorriso) de boas-vindas!