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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Violência Contra Crianças - E a Segurança Pública Brasileira?

O Brasil inteiro acompanhou estarrecido as últimas notícias sobre a violência crescente voltada contra algumas crianças do mês de abril até hoje. Nesse período, três crimes chocantes abalaram nossa fé na humanidade, tendo em vista que, os seres mais vulneráveis que temos a obrigação de proteger, as crianças, foram as vítimas de crimes sórdidos, de uma crueldade indefensável. Mas a violência não precisa ser a marca da identidade brasileira.


Violência Policial em Cheque

Dois meninos de 3 e 6 anos, Joaquim e Kauã , em abril, uma menina de 12 anos, Vitória Gabrielly e um adolescente de 14 anos, Marcos Vinicius, estas últimas, mortas agora em junho. Os brasileiros precisaram reunir muitas forças para tentar aproveitar as festas juninas. 



Caso Vitória Gabbrielly de Apenas 12 anosFicamos horrorizados e muito abalados com a indiscutível perversidade humana crescente. Há indícios fortes de envolvimento dos próprios familiares em alguns crimes. 

Não importa. Que a punição seja rigorosa para todos os criminosos envolvidos, que nenhum deslize passe em branco, que toda a apuração resulte em pena máxima àqueles responsáveis por tamanha monstruosidade. 



Segurança Pública Brasileira , Sem  a Qualidade e Eficiência que Precisamos

As famílias brasileiras normalmente contam muito pouco com a segurança pública para proteger sua integridade. A cada crime violento e cruel, principalmente contra inocentes e indefesas crianças, a Segurança Pública brasileira demonstra que está ainda muito longe de ter a qualidade e eficiência da qual nós brasileiros merecemos, afinal, pagamos uma das maiores taxas de impostos no planeta e combater as desigualdades gritantes é um dos focos principais.

Não temos competência suficiente para garantir a inviolabilidade de nossas crianças, pelo que temos visto, através dos noticiários e redes sociais. Desde o absurdo intolerável da morte da vereadora Marielle Franco - que expôs a fragilidade do nosso serviço de proteção à pessoa - a maldita corrupção, e mais uma dezena de falhas,- - como a violência sistêmica, que tem se enraizado na sociedade - quando não, desculpas esfarrapadas sobre a atribuição de culpa pelos crimes.

Caso Adolescente Marcos Vinícius de 14 anos


O menino Marcos Vinícius foi morto por tiros em um suposto embate policial no qual helicópteros disparavam suas armas sobre a população. Que tipo de proteção é essa? Como podemos proteger nossas crianças com ação policial desse tipo? Que presidente vamos eleger que possa nos garantir nossa segurança através das políticas públicas na área? Combater o crime preventivamente e coercitivamente deveria ser uma meta viável e urgente.


Nossa Deficiência em Ver o Que Está Acontecendo Só Não é Pior do Que Não fazer Nada

Será que estamos embotados com máscaras como carnaval, copa do mundo e quatro telenovelas diárias, que nos ajudam a fingir que não vemos e encolhem nossa capacidade de discernimento?  A tal ponto de não ligarmos, negligenciarmos ou sequer reconhecermos a gravidade do problema da Segurança Pública brasileira, deficiente e inapta. Investimos milhões em festas de altos cachês a artistas caros  e mal investimos o básico para a segurança pública - equipamentos, infra estrutura, coordenação, salários, etc. 

É fundamental para efetuar as mudanças necessárias, questionarmos incanssavelmente as políticas para o cidadão que temos, e buscar quebrar as amarras das desigualdades sociais, passarmos a exigir muito mais das autoridades que nos representam no que diz respeito à nossa segurança e à inviolabilidade de nossas crianças, nossa garantia de futuro e nossos verdadeiros bens. 



O Que Podemos fazer Para Diminuir a Violência no Brasil?

Os moradores da favela da Maré onde o menino foi baleado, fizeram um mobilização quando fecharam ruas. Isso é bom, mas não é suficiente. Os colegas, amigos e familiares da menina Gabrielly, lotaram o cemitério onde a menina foi enterrada, comovente, mas não é suficiente. Somos privilegiados por sermos um país jovem e devemos proteger isso.

As redes sociais entraram em pane com as notícias das mortes dos pequenos Kauã e Joaquim de 3 e 6 anos, é um alento, mas não é suficiente. Nada da magnitude do emocional, seja ação ou reação, será suficiente, infelizmente. Colocamos nossa dor para fora, mostramos nossa indignação com o horror dessa banalidade com a vida humana, mas precisamos muito mais do que isso.


Ir além da dor é difícil, mas só as ações efetivas de controle, de cuidado, de prevenção, de política de segurança pública séria, honesta, competente, poderá assegurar os meios de diminuir a violência que avança a passos largos.

Precisamos entender a força que temos nas mãos , sem armas, mas com nossos votos.  E, ao perguntarmos como está a Segurança Pública Brasileira, lembrarmos que nossos representantes políticos têm que responder aos nosso anseios, às nossas necessidades. E acabar de uma vez com as duas polícias que há no Brasil: a polícia dos ricos, que alivia penas, e polícia de pobre, que na ponta oposta, extermina sem razão.

Exceto, claro, quando os cruéis assassinos são pessoas da própria família. Aí, sim, o sofrimento que temos e vemos é indescritível. Não conseguimos medir o tamanho da impotência que nos deparamos para tentar entender e fazer descer pela goela uma monstruosidade dessa magnitude

sábado, 25 de novembro de 2017

Menino Desmaia de Fome em Escola na Capital do Governo Brasileiro

Fome, estranho flagelo para nós com a barriga cheia


                    
Seria trágico se não fosse triste, entretanto, este relato consegue ser os dois. Às vésperas do natal 2017 ( pode-se arredondar e dizer que um mês antes), a imprensa brasileira divulgou a sina de um menininho de oito anos, morador do Distrito Federal - capital do governo brasileiro - que surpreendeu sua professora num final de manhã rotineiro na escola. Só que o motivo não foi por uma nota boa numa prova, mas porque desmaiou de fome na sala de aula. 

Manchetes nacionais e regionais, em todas as mídias, no entanto não "viralizou" nas redes sociais. Um a mais, um a menos, dos 13 milhões de esfomeados cidadãos brasileiros, segundo censo do IBGE. No mundo, dados divulgados por órgãos da ONU, anunciaram o número de 815 milhões de famintos. A fome continua um flagelo desumano em pleno século XXI. No caso brasileiro, a um ano das próximas eleições presidenciais, uma criança desmaia de fome na capital do governo brasileiro.



Fome em pleno século XXI ainda existe em todo o mundo

O Brasil saiu do mapa da fome mundial, há tão pouco tempo, desse monstro devorador não só de criancinhas ameaça voltar com muita voracidade disseram técnicos responsáveis por avaliar as ações desenvolvidas. Estes estudiosos têm vista a "Agenda 2030" (com objetivos de  desenvolvimento sustentável), um projeto combinado por vários países membros da ONU para exterminar a fome mundial até 2030.

Caiamos na situação desconfortável de tirar a venda dos olhos pré-eleitoreiros - um só instante ao menos -antes que a massa informe e insana de disputas partidárias comecem a ferver os miolos de todos nós, pois  temos quase oito milhões de pessoas passando fome neste momento!

                               

É possível passar  fome e desmaiar em plena capital do governo brasileiro

Superfaturamento de preços, fraude nas licitações, roubo de verbas dirigidas à merenda escolar das crianças brasileiras que faz meninos como o do Distrito Federal, deixarem de comer o que pode muitas vezes ser a única refeição do dia desses pequenos. Exemplo de alguns dentre outros absurdos frequentes dos quais nos esquecemos no turbilhão da rotina do dia-a-dia. 

Só quem passa por essa dor insana, poderá de fato jamais esquecer. Quando, ocasionalmente, a correta distribuição da merenda ocorre, geralmente é deficiente, insuficiente ou com poder calórico muito baixo. Desmaiar de fome numa escola afinal, pode não ser tão absurdo.

As políticas públicas de distribuição de renda afetaram - em verdade - positivamente o quadro. Paralelamente, a insegurança alimentar (redução da quantidade ou qualidade da comida ingerida) atinge cerca de 50 milhões de conterrâneos, pelos dados da Ebia - Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. 

A questão da distribuição de renda continua quase inerte, com o percentual muito baixo dos que concentram as maiores rendas e uma enorme percentagem dos que recebem renda baixa e/ou insuficiente. A grande maioria dos brasileiros continua a ganhar muito pouco.
                           

A notícia da fome brasileira não viralizou                                                                                       
No site do jornal  Diário de Pernambuco, 21/11/2017 escrito por Wandeck Santiago a manchete era "Chamem Josué de Castro que a fome voltou". O IBGE registrou ainda que em cerca de 2,1 milhões de lares, ao menos uma pessoa que passou o dia inteiro sem se alimentar, por não ter dinheiro para compra comida. 

A escala da Ebia, varia do grau 1 ao grau 4, compreendendo respectivamente: segurança alimentar; insegurança alimentar leve; insegurança alimentar moderada e insegurança alimentar grave. A pesquisa pretende avaliar as famílias de acordo com esses parâmetros para mapear os tipos de gravidade da fome no Brasil. Resultados ruins são os esperados, infelizmente.

  


A geografia da fome de Josué de Castro ainda é atual?                                                                                           

Há setenta anos, Josué de Castro deixou um legado inesquecível aos brasileiros, seu livro "Geografia da Fome", no qual traçou um triste mapa resultante da investigação profunda que fez dos detalhes mais cruéis  do fenômeno da fome no país.

 No livro, contextualizou a privação alimentar por regiões , chamando atenção inclusive para o surgimento de doenças e características da produção de alimentos. Este trabalho, embora um legado inspirador de projetos de combate à pobreza, se configura num dos poucos modelos literários de estudos sobre este problema. Josué de Castro foi embaixador do Brasil na ONU e indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Este  estudioso humanista questionava o porque do assunto da fome despertar tão pouco interesse nas mesas de debates.Sua frase célebre é comentada até hoje: "Enquanto metade da humanidade não come, a outra metade não dorme, com medo da que não come."
Desmaiar de fome na escola e na capital do governo, parece não chamar a atenção de ninguém.
   
                                         


Veja mais em : http://noticias.band.uol.com.br/noticias/100000846262/quase-14-milhao-de-criancas-estao-em-risco-iminente-de-morte.html  ;  https://tvuol.uol.com.br/video/onu-alerta-para-desafios-em-mundo-com-7-bilhoes-de-pessoas-04020E183662C8912326  ;  http://www.cursoderedacao.net/desigualdade-seis-brasileiros-tem-a-mesma-riqueza-que-os-100-milhoes-mais-pobres/  ; http://www.msnoticias.com.br/editorias/geral-ms-noticias/mais-de-7-milhoes-de-pessoas-passam-fome-no-brasil-diz-ibge/72567/

domingo, 19 de novembro de 2017

Temos Consciência Negra hoje ?

A fim de complementar a reflexão sobre o movimento negro no mês de novembro, segue abaixo - na íntegra - a programação da TV Brasil sobre a Semana da Consciência Negra. Veja aqui ainda a programação veiculada pelo Irdeb Bahia referente ao Mês da Consciência Negra. Outra oportunidade de discussão será conferir a palestra que é parte da campanha  "Um dia para você lembrar de todos os outros",  no Teatro Erva Hertz/Livraria Cultura, promovida pelo Salvador Shopping com alguns convidados especiais como a jornalista Maíra Azevedo (Tia Má); Antonio Pita (Diáspora Black), a pedagoga Patrícia Santos (Empregue Afro), ainda a apresentação do recital vozes negras de artistas do Bando de Teatro Olodum.  O diálogo girará em torno do tema Iniciativas Negras para o Desenvolvimento para um Cenário Positivo (veja aqui), na terça-feira, às 18:30.
                                                   

                     TV Brasil celebra Semana da Consciência Negra com especiais

                    Programação inclui atrações musicais, reportagens e discussões

Para celebrar a Semana da Consciência Negra, a TV Brasil apresenta uma série de filmes, debates, programas jornalísticos e musicais a partir deste domingo (19). A emissora preparou cerca de vinte horas de atrações especiais sobre o assunto que vão ao ar até o próximo domingo (26).





A programação temática da emissora pública começa na madrugada deste domingo (19) para segunda (20), à 0h30 com a exibição do premiado filme nacional "Orfeu", drama dirigido por Cacá Diegues, na faixa Cine Ibermedia.
Um dos destaques é a série especial Um Abraço Negro, apresentada pela jornalista Luciana Barreto, âncora do telejornal Repórter Brasil Tarde. Em cinco programas, a produção vai ao ar de segunda (20) a sexta (24), às 20h30, com uma hora de duração.
A atração recebe personalidades para debater a situação dos afrodescendentes no país, analisar desafios, comemorar conquistas e reverenciar grandes expoentes. Participam do bate-papo, as atrizes Elisa Lucinda e Isabel Fillardis; os músicos Pretinho da Serrinha e Marquinhos de Oswaldo Cruz; e a jornalista Flávia Oliveira, entre outros convidados.
Cada episódio aborda diferentes perspectivas de aspectos socioeconômicos, artísticos, históricos e jurídicos. Para encerrar cada bloco de Um Abraço Negro, o projeto Mojubá, da cantora Larissa Luz e do grupo Afrojazz, brinda os telespectadores com performances musicais cheias de vigor, poesia e negritude.
Durante a semana, a TV Brasil também exibe uma série de interprogramas chamada "Até Quando?" que denuncia a situação degradante da população negra no país em áreas como educação, moradia, saúde, trabalho e violência. Os programetes de 30 segundos são apresentados nos intervalos da programação da emissora.
                                

Atrações diárias dedicadas ao debate sobre consciência negra:

A programação especial da TV Brasil inclui entrevistas que trazem reflexões sobre empoderamento feminino e representação da negritude nas diversas esferas da vida. A apresentadora Vera Barroso recebe a cantora Késia Estácio no Sem Censura de segunda (20), às 17h, enquanto a jornalista Roseann Kennedy conversa com a cantora transexual negra angolana Titica, no mesmo dia, às 21h30;
Já no Diálogo Brasil, às 22h30, Katiuscia Neri entrevista a gerente de programa da ONU Mulheres, Carolina Querino, e a secretária-executiva da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Valdecir Nascimento;
Mais cedo, às 19h45, o telejornal Repórter Brasil Noite faz a cobertura factual dos principais eventos em comemoração à data no país. Na última semana, o programa apresentou a série de reportagens "Em Marcha" para celebrar o mês da Consciência Negra.


           
Homenagem a nomes como Ruth de Souza e Candeira na terça-feira (21);
Na terça-feira (21), às 20h30, a jornalista Flávia Oliveira e o históriador Amilcar Araújo Pereira participam do especial Um Abraço Negro com Luciana Barreto. Eles debatem a história das relações raciais e o impacto delas no desenvolvimento socioeconômico brasileiro;
Às 21h30, o Recordar é TV traz um especial sobre a atriz Ruth de Souza. A atração reexibe o programa "Os Mágicos", de 1977, da TVE do Rio de Janeiro. "Eu gosto de trabalhar. Então sempre me apaixono pelos personagens. Acho que Sinha Moça é meu cartão de visitas", disse a artista na época.
Em seguida, às 22h, o bamba Diogo Nogueira recebe o experiente Wilson Moreira e a cantora Teresa Cristina para cantar a obra de Candeia no Samba na Gamboa.
Já às 23h30, o programa Curta em Cena debate as questões de acesso e visibilidade de realizadores e de assuntos ligados à cultura afro no Brasil. No estúdio, a jornalista Tâmara Freire entrevista as realizadoras Mari Campos e Raquel Beatriz sobre o resgate da figura histórica de Tia Ciata através do filme homônimo.
O destaque de quarta (22) é a entrevista que a atriz Isabel Fillardis e o músico Pretinho da Serrinha concedem à jornalista Luciana Barreto no especial Um Abraço Negro às 20h30. Às 23h, a TV Brasil exibe o filme "Raça", documentário dirigido por Joel Zito Araújo e Megan Mylan.

Haroldo Costa fala sobre raciscmo e igualdade de direitos no Trilha de Letras
Na quinta (23), a diretora da Anistia Internacional, Jurema Werneck, e o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Rangel participam de Um Abraço Negro, às 20h30. Eles discutem com Luciana Barreto a participação dos negros nas altas instâncias de decisão e poder, questões relacionadas aos direitos humanos e acesso à justiça.
O escritor, ator, pesquisador de samba e cultura afro, Haroldo Costa, conversa com o apresentador Raphael Montes no programa Trilha de Letras que a emissora apresenta às 21h30. Eles refletem sobre racismo e a luta pela igualdade de direitos.
Em seguida, às 22h, o Caminhos da Reportagem vai até a Serra da Barriga, em Alagoas, para relembrar a história do Quilombo dos Palmares. Logo depois, às 23h, a poeta Luz Ribeiro é a atração da série documental Bravos!.
Para encerrar o especial Um Abraço Negro, na sexta (24), Luciana Barreto entrevista dois talentos recém-descobertos que têm perspectivas artísticas e de vida diferentes, mas complementares: Rafael Mike, do Dream Team do Passinho, e a cantora inglesa com descendência nigeriana Folakemi.
Às 23h, o programa Estação Plural recebe o rapper Rashid para um papo com o trio de apresentadores formado por Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito. Os temas em pauta na entrevista são cultura do rap, hierarquia e gratidão.
A banda Ratel mistura diversos ritmos com um trabalho totalmente independente e composições críticas no programa Reverbera à meia-noite.
No sábado (25), às 21h30, o guitarrista Da Ghama, fundador do grupo Cidade Negra, faz apresentação exclusiva no programa Todas as Bossas. O artista mostra seu talento no show "BaixÁfrikaBrasil".
Por fim, no domingo (26), ao meio-dia, o Partituras recebe o pianista pernambucano Amaro Freitas. Minimalismo, bebop, afrojazz, samba, frevo e balada são sonoridades que permeiam o disco 'Sangue Negro', que marca a estreia do artista.
À meia-noite, a angolana Aline Frazão é a convidada do programa Ao Vivo entre Amigos. Cantora, compositora, guitarrista e produtora, ela revela seu trabalho autoral.                            

Programação da Semana da Consciência Negra na TV Brasil:
Domingo, 19 de novembro
00h30 Cine Ibermedia – Orfeu – Classificação 18 anos
Segunda-feira, 20 de novembro
17h00 Sem Censura – Vera Barroso recebe cantora Késia Estácio e outros convidados
19h45 Repórter Brasil Noite – Telejornal acompanha eventos factuais sobre a data pelo país
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Elisa Lucinda e Marquinhos de Oswaldo Cruz
21h30 Conversa com Roseann Kennedy – Cantora transexual negra angolana Titica
22h30 Diálogo Brasil – Especial Mulheres Negras
Terça-feira, 21 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Flávia Oliveira e Amilcar Araújo Pereira
21h30 Recordar é TV – Especial sobre a atriz Ruth de Souza
22h00 Samba na Gamboa – Diogo Nogueira recebe Wilson Moreira e Teresa Cristina
23h30 Curta em Cena – Realizadoras ligadas à cultura afro mostram seus curtas
Quarta-feira, 22 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Isabel Fillardis e Pretinho da Serrinha
23h00 Cine Nacional – "Raça" – Classificação 12 anos
Quinta-feira, 23 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Paulo Rangel e Jurema Werneck
21h30 Trilha de Letras – Raphael Montes recebe Haroldo Costa
22h00 Caminhos da Reportagem – "Palmaes vive" sobre Quilombo na Serra da Barriga
23h00 Bravos! – Poeta Luz Ribeiro
Sexta-feira, 24 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Rafael Mike e Folakemi
23h00 Estação Plural – Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito recebem rapper Rashid
00h00 Reverbera – Banda Ratel
Sábado, 25 de novembro
21h30 Todas as Bossas – Guitarrista Da Ghama
Domingo, 26 de novembro
12h00 Partituras – Pianista Amaro de Freitas
00h00 Ao Vivo entre Amigos – Cantora angolana Aline Frazão
Criado em 17/11/2017 - 15:15 e atualizado em 17/11/2017 - 15:15



veja mais em : http://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/afro-igualdade/2017-12-12/exposicao-mulheres.html ;


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Redação do Enem - Inclusão das Diferenças


                                                   

A despeito de toda a polêmica suscitada, devemos reconhecer a dimensão fundamental que o tema da redação do Enem alcança quando ocorre sua divulgação. Afinal, são cerca de seis milhões de estudantes que prestam o exame, e portanto, esse mesmo número de pessoas são, de certa forma, "obrigadas " a pensar sobre aquele assunto (atual, de cunho social), durante ao menos, quatros horas seguidas. Fora o destaque e repercussão que decorre quando o resto da população toma conhecimento do conteúdo, geralmente atrelado às questões de direitos humanos ligados às desigualdades. Nos últimos anos chamaram nossa atenção os tópicos da Lei Seca, a publicidade infantil, o movimento imigratório,  a violência contra a mulher e, em 2016, o combate à intolerância religiosa. 
                                        


Este ano, deixando pasmos milhares de professores que tentaram exaustivamente fazer seus alunos se prepararem para a prova de redação (exigente e complexa) do Enem, o tema foi compreendido como difícil, de contexto muito diferente do que esperava-se: Desafios Para a Formação Educacional dos Surdos. Específico dentro das abordagens sociais para educação de minorias, geralmente desconhecido pela grande maioria dos estudantes. 


Embora recentemente colocada como disciplina obrigatória para os cursos de formação de professores (as licenciaturas), bem como a incorporação feita por algumas escolas, que já integraram o ensino da linguagem de sinais na carga horária , como também há uma corrente de educadores com intenção de fazer de Libras uma disciplina obrigatória nas escolas de educação infantil e ensino fundamental. Ainda assim, certamente a inclusão social do surdo não é uma das conversas mais populares nos bate-papos.


                                 

15 milhões de surdos no Brasil                                                                                                                

Segundo as estatísticas oficiais, há em torno de 15 milhões de surdos no Brasil, não é um número pequeno. E que outro tipo de grande visibilidade poderia encontrar essa comunidade no cotidiano?  Certamente nenhuma, diante de uma sociedade cada vez mais excludente, preconceituosa, discriminatória, dura, apática e não empática com as causas humanitárias. Situação a anos-luz do tratamento corriqueiro que naturalmente dispomos aos interesses beneficentes, às necessidades de inclusão da diversidade, cada vez maiores. Interessante o fato de que, finalmente, de alguma maneira, esta pauta seja "forjada", para que, em 25-30 linhas discorra-se sobre isso, e preferencialmente (desejando-se passar na prova) deve-se tratar de maneira respeitosa o objeto da análise em questão, tratando-o como conteúdo de importância social.                                                      
                                                               
Quais os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil?                                                  

Não é mais o futebol, nem o carnaval, nem as celebridades. Ali, naquele momento, uma minoria (!15 milhões?) com parcos direitos e representatividade, ganha uma voz emprestada, é notada, tem visibilidade, recebe, precariamente ou não, a atenção merecida pela sociedade brasileira em larga escala. De excluídos no mercado de trabalho, nos meios de comunicação, nas políticas públicas, pagamos para ver durante algum tempo, alguns daqueles que compõem a base da pirâmide, se destacarem e serem vistos, deixam de ser invisíveis, saem da extrema desimportância para adquirir relevância.



                                 

domingo, 5 de novembro de 2017

Novembro Negro - O que é isso?

                                

A fim de de dar atendimento à demanda histórica do Movimento Negro no Brasil, foi instituído em 2011, pela presidente em exercício Dilma Rousseff, o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra, realizado desde então, com uma série de iniciativas da sociedade civil, movimentos sociais e instituições públicas, em diversos modelos, momentos e plataformas, para dar protagonismo e visibilidade às necessidades do movimento negro em sua luta por igualdade de direitos e combate ao racismo. O movimento espera alavancar o reconhecimento da causa, conquistar mais representatividade,  afirmar sua resistência e a colocação da questão racial na sociedade.

                                                     
 O mês é emblemático neste sentido, quando uma agenda de ações é intensamente colocada em prática e  toda a sociedade deveria manifestar apoio às causas debatidas, com o mínimo esperado de consciência crítica, a fim de banir de vez o fantasma e estigma do racismo no país, ainda visível e transparente de variadas, infelizes e sutis formas de ocorrência. Obviamente que não só devemos nos ater a um período específico, mas é bom sermos acordados e chacoalhados pelas consequências persistentes de uma cultura arraigada e endurecida que caminha na contra-mão dos movimentos afirmativos em total desrespeito aos direitos humanos.. 

                                                   
                  
Em Salvador, na Bahia, a Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade Social) é um dos órgãos responsáveis pelo desenvolvimento de ações afirmativas chamando atenção para os fundamentos ligados ao mês da consciência negra, cujo lançamento oficial do evento no dia 08 no Teatro Castro Alves, com  apresentação do Bando de Teatro Olodum, a cantora baiana Margareth Menezes, dentre outras atrações. Outro ponto-chave das manifestações no mês é a Marcha do Empoderamento Crespo, cujo temática e emblema é politizar o caráter estético dos cabelos crespos, como ferramenta de estigmatização e deslegitimação dos cabelos crespos na sociedade brasileira, e assim empoderar aqueles que o usam.


Podemos notar,  que nos últimos cinco anos - principalmente - um aumento crescente do número de pessoas (nas ruas, rodas, redes sociais, e mídias) que usam os cabelos crespos naturalmente, os  chamados black power, ou trançados, soltos ou com os famosos dreadlocks. Este é apenas um dos aspectos que o movimento negro quer levantar em suas lutas.

 

A luta pela igualdade racial chegou para ficar e tem conquistado alguns resultados incipientes e conseguido a adesão de personalidades do cenário político e do entretenimento nacionais que potencializam a visibilidade das ações. Deputados, senadores, atrizes e atores, músicos, têm levantado a bandeira da causa racial, incitando a coletividade a pensar sobre o assunto. Impossível por exemplo, não fazer uma referência à música brasileira e todo poder que ela agrega a qualquer ideia/atividade às suas narrativas. Aqui podemos citar os novos talentos nacionais que são ouvidas (os) através das redes sociais, plataformas virtuais, nos shows, nos cd!s, etc, como as cantoras Ludmilla, Karol Conká, Iza, Tássia Reis, as baianas Márcia Short, Anna Mametto,  Manuella Rodrigues, Mariella Santiago, entre tantas. Vale ressaltar o recente trabalho das veteranas como Zezé Motta e Elza Soares. Esta última, que sempre representou a força da mulher negra na vida e no trabalho, exalta fortemente estes traços em seu mais recente álbum "A mulher do fim do mundo":

                                                       

Também no dia 20, no Pelourinho, realizar-se-á a festa "Afro Fashion Day", com gastronomia, desfiles, arte, moda, beleza negra, música, dança, oficinas (de turbantes, por exemplo) feira, exposição de produtos e serviços de empresas como Africanidades, Afreeka, N Black, Ori turbantes, Crioula,Negrif, etc, trazendo modelos e convidados negros.
                                                    

No centro das manifestações a militância ainda pretende ressaltar as questões do feminicídio de mulheres negras, a precariedade do mercado de trabalho para o negro, a violência policial imposta aos jovens negros arbitrariamente, o movimento quilombola, dentre outros casos gravíssimos de abusos cometidos sistematicamente. Lutam por reparação,  conscientização, transparência, afirmação, justiça, direitos humanos, cidadania plena, aquisição de direitos em paridade racial. O Novembro Negro chegou para ficar, para identificar um movimento legítimo de conquista de direitos e o Estado Democrático de Direito é para todos, não apenas para uma parte da população

         Curiosamente, nos primeiros dias de novembro (08 e 09), será realizado o congresso "Encontro Nacional de Direitos Humanos -ENDH" , no qual se pretende elencar uma série de reflexões, debates, troca de experiências e busca de estratégias para a formulação de uma pauta comum de lutas políticas e sociais para a área em 2018. O Encontro está aberto a toda a sociedade, agentes públicos e protetores dos direitos humanos.


Em Salvador, uma das programações infantis do novembro negro é :


Veja mais sobre o novembro negro em: http://www.teatronu.com/marcha-do-empoderamento-crespo-o-cabelo-fazendo-a-cabeca/;  https://esquerdaonline.com.br/2016/11/07/a-consciencia-para-alem-do-novembro-negro/ ; https://www.geledes.org.br/salvador-novembro-negro-abre-programacao-no-dia-8/ ;  https://www.geledes.org.br/10-mulheres-negras-que-fazem-a-diferenca-na-bahia/ ; http://blogueirasnegras.org/2015/03/07/as-novas-baianas-mulheres-negras-na-musica/ ;  http://www.modefica.com.br/representatividade-importa-10-cantoras-negras-brasileiras- para-curtir-e-se-inspirar/#.Wf-b6_lSzIV ; https://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/o-novembro-negro-e-os-meios-de-comunicacao-3062.html

sábado, 4 de novembro de 2017

Novembro Azul

O mês de novembro chega mais uma vez trazendo a campanha do "novembro Azul". Esta iniciativa  começou a crescer a partir de 2012 e foi  pautada por campanhas e ações voltadas especialmente ao pacientes homens para que cuidem da saúde e busquem prevenir o câncer de próstata ao realizar consultas e exames durante todo o mês de novembro. Na esteira do sucesso do outubro rosa, surgiu o novembro azul, visando também o objetivo de conscientização, no caso, para a prevenção do câncer masculino de próstata, chamando a atenção de que, quanto mais cedo for diagnosticado, mais as chances de cura crescem.  


Como em qualquer situação, tanto para homens , quanto para mulheres, a preocupação com a saúde deve começar cedo, no entanto, sabe-se que os homens têm mais resistência de procurar cuidados e tratamentos adequados e antecipados para seus problemas de saúde, um dos motivos da criação da campanha em larga escala por todo o país, tanto pela esfera pública de saúde como pela esfera privada. Clínicas e hospitais preparam seus espaços com faixas e fitas azuis para lembrar da campanha. Nas unidades básicas de saúde, os atendimentos geralmente são intensificados, aumentando o número de vagas disponíveis. A ideia, ao final, é tentar uma mudança de postura, na qual os homens percebam a importância para si mesmos e para suas famílias, de aprender a procurar os cuidados para sua saúde sempre, preventivamente.

 Para incrementar a campanha, monumentos e espaços públicos da cidade são decorados, há intensa veiculação nos meios de comunicação dos slogans e da marca da campanha, como ainda "recados" são transmitidos em horários nobres de rádio e tevê por artistas da moda e cartazes são afixados nos pontos de maior circulação na cidade. A causa é "abraçada" por diversos segmentos da sociedade. O convite feito pelas autoridades de saúde pública conclama que todos se envolvam (pais, filhos, esposas, mães, irmãos, etc)   para incentivar os homens a procurarem ajuda e verificarem sua saúde.




Muito do preconceito que ainda persiste é devido ao exame necessário para observar a próstata no homem, que muitos declaram ser invasivo e desconfortável - o chamado exame de toque retal - mas os médicos asseguram que é a forma mais eficiente de descobrir e analisar as condições desta glândula. É preciso maximizar a relevância deste exame e disseminar a ideia de prevenção.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Outubro Rosa 2017

Mais um mês de outubro encerra-se com o êxito na campanha "Outubro Rosa". Várias intervenções foram organizadas e coordenadas, espalhadas pela cidade - como também no interior baiano - convidando as mulheres a participarem ativamente do mutirão de exames gratuitos que foram ofertados (em maior quantidade que o habitual), por diversas entidades (clínicas) , na maior parte públicas. Milhares de fitinhas de seda rosa (símbolo-chave da campanha de prevenção ao câncer de mama), de papel rosa ou de plástico rosa, foram  acessórios indispensáveis às roupas femininas, presas em suas blusas ou vestidos com orgulho, dando visibilidade a um movimento que tem crescido nos últimos anos.

Além dos postos fixos para realização das mamografias, também foi disponibilizado um "caminhão itinerante", com  equipamentos para realização de exames clínicos, além de médicos para atendimento, que visitou alguns bairros da capital durante todo o mês. Este projeto teve a programação divulgada antecipadamente.com a intenção de que, dependendo da necessidade do caso, as pacientes seriam encaminhadas para realizar mamografias nas unidades públicas de saúde. 

Todas as iniciativas são louváveis e não devem parar, a partir de uma maior conscientização pela população feminina da importância dos cuidados com seu corpo e sua saúde.É preciso ficar atenta aos prestadores de serviço público de saúde na área ginecológica: comunicando as falhas, denunciando abusos que ocorram, ou por outro lado, disseminando ações positivas e favoráveis, compartilhando as boas ações que encontrar. Inclusive, é bom lembrar, que após a campanha em outubro, os cuidados ainda sejam redobrados. 






sábado, 28 de outubro de 2017

Assédio não! É Preciso Acabar Com a Impunidade da Violência Sexual

Poderíamos chamar de inacreditável que tenha havido aumento dos casos de assédio sexual nos transportes públicos - especialmente nos ônibus urbanos - dos maiores municípios brasileiros.  O direito de ir e vir, livremente e em segurança, já não é suficiente para a grande massa da população feminina que circula diariamente nos coletivos das grandes cidades. 

O desrespeito à pessoa é flagrante, acentuado pelo desrespeito à mulher especificamente. Não é um crime inofensivo, como não deveria ser nenhum tipo de crime que se comete contra qualquer pessoa. Deixar impunes casos de violência sexual deste nível corrobora a cultura do estupro, viola os direitos humanos, empobrece a sociedade, fere princípios básicos de direito à integridade do corpo, da pessoa.

                                   
O Que fazer em Caso de Violência Sexual ?

Nenhuma autoridade deveria amenizar a punição aos criminosos, nem negligenciar as consequências de tais atos à dignidade humana da mulher. Afrouxar a lei ao não punir severamente os praticantes leva a um entendimento pela sociedade de que tais ações sempre vão "passar em branco", nada vai acontecer em caso de denúncia, o que leva á conclusão de que o agressor está livre para agir novamente, legitimando o fato.

Casos ininterruptos têm revoltado a comunidade, que tem começado a denunciar com mais frequência, saindo da situação de medo, vergonha e até  de culpabilidade que muitas vítimas sentiam, resquício e produto da sociedade de impunidade e machismo que sempre vigorou no país.
É preciso ações específicas a fim de exterminar este comportamento opressor. Os limites devem ser expostos claramente pelo corpo social, um basta deve ser dado. Desde tenra idade, idade escolar ( no ensino fundamental) com a devida proporção e alcance, campanhas de conscientização para abusos podem ser propagadas. Meninos têm de ser conscientizados sobre o respeito necessário às meninas.
  

O Que Cobrar das Autoridades Que Devem Nos Proteger?

O apoio à causa da proteção à mulher tem que partir de todos os segmentos da sociedade, a fim de coibir e exigir providências sérias e efetivas para frear os casos de abuso sexual. Discussão e problematização do assunto  deveriam ser de  relevância nas agendas políticas municipais, estaduais e nacionais. 

Já contamos com algumas campanhas, a imprensa tem noticiado mais, a sociedade civil tem expressado sua indignidade. Alguns estados e municípios providenciaram tornar lei campanhas direcionadas à coibição do assédio sexual nos transportes coletivos - coletivos e metrôs  - com maior propagação do número do disque denúncia.

Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei 5504/16, que quer acrescenta ao Código Penal (Lei 2.848/40) o crime de assédio sexual em transporte coletivo e/ou em aglomerações públicas.
É uma proposta do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), que diz em seus termos: o ato de constranger, assediar, abusar, molestar ou bolinar mulheres, com fim libidinoso, no transporte coletivo ou aglomerações públicas, aproveitando-se do espaço reduzido entre o agressor e a vítima, deverá ser punido com reclusão de dois a seis anos e multa.

                                   

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Bullying - Perseguição Ostensiva e Ameaçadora é Crime?


Embora o destaque dado pelos jornais impressos e midiáticos ao recente caso de violência ocorrido em uma escola da cidade de Goiânia ( resultando em duas crianças mortas e várias  feridas), devemos atentar para a questão específica de ataques violentos em escolas decorrentes principalmente de bullying - com uma compreensão maior, mais complexa e abrangente.

                                   

As Situações de Bullying são Mais Noticiadas Atualmente?

Infelizmente, aqui no Brasil, os casos relacionados a bullying (e os correlatos de agressão, perseguição, preconceito, exclusão, outros) tem crescido há alguns anos, à medida que também têm sido divulgados e denunciados. Pesquisas jornalísticas afirmam que em 2016, 42% dos alunos nas cidades brasileiras com maior índice de violência, sofreram algum tipo de agressão. 


Esta é uma estatística bastante alta e preocupante. Nos últimos anos, chamou atenção os casos ocorridos em Suzano/SP, Piracicaba/SP, Uruoca/CE, Porto Alegre, uma escola no bairro de Realengo/RJ com treze vítimas, e em Janaúba/MG - onde oito crianças e uma professora morreram ( fatos gravíssimos e fatais de bullying), dentre outros .

Autoridades e leigos, preocupados com os aumentos de casos, pensam na criação urgente de uma nova geração preparada para acolher as diferenças, coexistir com elas e respeitá-las nos seus semelhantes. 

                                                 
Cresce o índice de Hostilidade no Ambiente Escolar


Existe Bullying nas Escolas Brasileiras? Como lidar com isso?


O conjunto da sociedade (mundial, vale lembrar, esse é um problema no mundo), tem se  debruçado sobre a questão, pois afeta a todos em igual medida. Para não ficarmos  fadados a ver crescer assustadoramente os índices de situações de hostilidade dentro do ambiente escolar, são inúmeras mudanças'que se fazem prementes. Dentre elas:

1- Trabalhos de prevenção de variados tipos de violência;

2- Campanhas de conscientização em instituições de ensino públicas ou privadas;

3- Formação contínua e adequada voltada ao entendimento da diversidade;

4- Estabelecimento de política de tolerância  mínima em relação ao não acolhimento diversidade;

5- Campanhas de formação de grupos de apoio a respeito de situações de bullying, etc