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sábado, 25 de agosto de 2018

O Que é Sexismo ? E O Que Eu Tenho a Ver Com isso?

O Sexismo na Sociedade


Sexismo é um termo que em tese significa tanto a ação, como o pensamento discriminatório para com alguém baseado em seu sexo, seu gênero e sua orientação sexual. Em outras palavras, é quando temos atitudes, ou falamos, em relação a alguém de acordo com uma orientação (deturpada) de que um gênero é "melhor" do que outro. Um conceito totalmente errôneo, que já prejudicou - e feriu - milhares de pessoas, especialmente as mulheres.


Estas atitudes e pensamentos sexistas, infelizmente, foram muito internalizados e naturalizados pelas pessoas ao ponto de passarem "em branco", sem ninguém prestar atenção a elas ou fazer alguma coisa a respeito. Nesse sentido, as mulheres padecem do pesadelo  da discriminação de maneira invasiva, dolorosa e humilhante em quase toda a trajetória de sua vida.  


Como Identificar o Sexismo


De certa forma, esse ato nocivo e abusivo, permanece praticamente invisível na sociedade e muitas vezes, inclusive, as próprias mulheres podem aceitá-lo com quase naturalidade. O fato de conviverem com os abusos indefinidamente, sem ter uma noção clara de que há discriminação e humilhação naquela ocasião específica, deixa as mulheres sempre vulneráveis, principalmente aquelas que têm baixa escolarização e baixo rendimento.


Aonde está o Sexismo no Dia-a-dia? Como Posso Identificar Esta Discriminação?


Diariamente as mulheres são vítimas de comportamentos sexistas e muitas destas vezes não conseguem sequer enxergá-los. Mas há muita pessoas, grupos e instituições interessadas em acabar com este discurso de desvalorização e abrir os olhos das mulheres para o discurso do empoderamento, quando a mulher sai da ordem da submissão e passa a ter domínio consciente de todo seu potencial como pessoa, sem se desmerecer por ser mulher. 

                           
É o peso do discurso reacionário, dos achismos, do senso comum, extremamente pejorativos em relação a mulher, que também definem esta condição de sexismo arraigado.

 Os resultados do patriarcalismo e machismo ainda muito presentes na sociedade brasileira, certamente contribuem para que este contexto de dominação (de um gênero sobre o outro) sobreviva tanto tempo.

É preciso atacar e tentar acabar veementemente com estas disposições de sexismo ainda muito atuantes na vida social. Muito pode ser mudado a esse respeito, desde já, ainda na infância, de homens e mulheres.

                                      


A equidade de gêneros, quase inexistente no Brasil, é tema de muita discussão dentre os grandes tópicos dos direitos humanos. A desigualdade entre os gêneros pesa enormemente, no que diz respeito a questões do cotidiano, como com o trabalho, com a educação, os afazeres básicos do cotidiano, nos esportes, na cultura,  no lazer, etc. 
A mulher enfrenta muito mais dificuldades que os homens quando vai buscar sua inserção na sociedade e poucas conseguem assumir uma posição em pé de igualdade com os homens.

Como Podemos Nos Posicionar contra o Sexismo?

São muitas as maneiras de combater o sexismo presente nas  entranhas da sociedade brasileira, mas deve-se começar este processo, primeiramente, ao aceitar a existência deste fardo discriminatório, absurdo (desde sempre) e perverso. 

Na escola quando pequenos, meninos e meninas precisam interagir em condições igualitárias de aprendizado e tratamento ; como também na adolescência e ao entrar na vida adulta, com cargos, salários, oportunidades, nos ambientes sociais, religiosos, esportivos, culturais,  familiares e até físicos.  Absorver, na contramão do senso comum, que as mulheres podem ser e fazer tudo como são e fazem os homens, se assim desejarem, desde a mais tenra idade.
Sexismo - Desigualdade de Gênero

O sexismo - a desigualdade de gênero - é um oponente que mina os esforços de crescimento da própria vida humana. Pois, ao excluir parte substantiva dela - a força da mulher - que é imprescindível para levar adiante a história da humanidade,  priva-se de ir adiante. Mas apenas em pé de igualdade poderemos unir forças e nos elevar como seres humanos a novos patamares. 

Você pode gostar também de: https://www.youtube.com/watch?v=n5q91ZtGGwk ;    https://www.youtube.com/watch?v=9wmeN8AfPHo&t=466s; https://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/08/tatiane-mais-nova-vitima-do-feminicidio.html ;  https://www.huffpostbrasil.com/soraya-chemaly/10-sexismos-do-dia-a-dia-e-o-que-voce-pode-fazer-a-respeito-dele_a_21679806/




quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Tatiane: A Mais Nova Vítima do Feminicídio Brasileiro - Até Quando Brasil?

Tatianes, Marielles, Marias, Eloás, Sandras, Patrícias, Elizas, Elianas, e tantos outros nomes que encheriam páginas e mais páginas deste artigo, são algumas das inúmeras vítimas de casos de feminicídio no Brasil, que não param de ocorrer. Foi divulgado nos noticiários de sites e blogs de notícias, que há cerca de 11 mil casos de feminicídio pendentes na justiça do país, para horror e dor dos familiares que aguardam a decisão da lei. 



Tatiane, no entanto, é a vítima que obteve destaque recente na mídia pela exposição dos fatos revelados através das câmeras de vigilância que registraram todo o seu sofrimento nas mãos de um monstro que supunha ser um marido. Para horror, repúdio e indignação de milhares de cidadãos em todo o território nacional e com certeza com alguma repercussão internacional. Nossa república deixou de ser terra do samba e passou a ser terra de matança.

                                    

Somos um Dos Piores Países para Assegurar Proteção  às Mulheres

A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no país, a cada 10 minutos uma mulher é espancada. A ONU apontou que o Brasil é o 5º pior país em casos de violência contra a mulher, o feminicídio. Somos um dos piores países do mundo (segundo a mesma ONU, são 193 países) nesse infeliz quesito. E os casos continuam a ocorrer mesmo após a criação da Lei Maria da Penha. 4 mil mulheres mortas e 60 mil estupros em 2017. Até quando?

Lei Maria da Penha Completa 12 Anos de Criação 

A Lei Maria da Penha, recebeu este nome também em decorrência de agressão grave sofrida por uma mulher chamada Maria da Penha, cearense, farmacêutica, que sofreu constantes maus tratos do marido, que disparou um tiro contra ela, que a deixou paralítica, depois o mesmo tentou eletrocutá-la. A lei só foi criada por pressão de órgãos internacionais que acusaram o Brasil de negligência em casos de violência doméstica.

A partir de então o Brasil precisou rever e reformular suas leis e compromissos perante os casos de violência doméstica e familiar, com vistas a assegurar maior proteção às vítimas , bem como agilidade na lei protetiva e assegurar a salvaguarda das mulheres que denunciam  seus abusadores. Há indícios de que, a partir da sanção da Lei Maria da Penha  conseguiu-se um aumento significativo de denúncias dos abusos, o primeiro passo para providenciar a justiça para as mulheres vítimas.


Não Denunciar e Esconder o Sofrimento Ajuda o Agressor a Continuar

Embora a maioria das vítimas tenha vergonha de seu estado, e às vezes até se culpa pelo sofrimento que passa, a mais importante ação para romper com o ciclo de violência às mulheres é a denúncia e afastamento imediato do agressor. Autoridades de Segurança Pública alertam para o fato de que ameaças podem sim representar um  sério risco á vida da mulher. É preciso acabar com o futuro de violência grave ou fatal logo nos primeiros sinais de possessão, ciúmes, agressividade e descontrole dos parceiros. Feminicídio é real.

Especialistas chamam a atenção de que a cultura da dominação masculina é ainda um dos maiores culpados deste número tão grande de mulheres vítimas de crimes. Da sociedade que vê o homem como detentor de direitos adquiridos sobre a mulher, como se dela fosse dono, do seu corpo, de sua vida e ainda pior, como se ela não tivesse valor. E enquanto essa visão , intolerante, estúpida e distorcida de valores continuar, pouca coisa irá mudar. 

Há uma real preocupação na qual teme-se que os caos de violência contra a mulher, o feminicídio, é tolerado pela sociedade  ( crimes também chamados de crimes passionais). É preciso levar a sério as ameaças de morte, entender o que é subjugação, ameaça psicológica, degradação da identidade, desfiguração do corpo e tantas outras mazelas que são descritas e relatadas pelas vítimas e muitas vezes são desrespeitadas nos seus direitos até por algumas autoridades que deveriam protegê-las.



Cada um de Nós Deve Ajudar a Mudar a Cultura Machista Que Mata Mulheres

De um lado, desde cedo as mães podem preparar o filho menino para o aprendizado respeitoso á mulher, bem como a qualquer ser humano. Ensinar a tolerância às frustrações, a ceder, a esperar,  a compreender, a ter empatia, respeitar os direitos dos outros, aprender os limites em todas as situações, aprender que não pode fazer tudo e ter tudo, dentre outros, já seria um primeiro passo rumo a uma mudança social séria.

De outro lado, os operadores do direito (juízes, advogados, etc), precisam ampliar o entendimento sobre as questões de violência que incidem diretamente contra as mulheres, nas tipificações  descritas na Lei Maria da Penha, procurarem ter a clareza de ver aqueles casos em que não foram só de homicídio contra uma pessoa, mas de feminicído em si. Espera-se estes profissionais atualizem-se quanto à Lei aprovada e procurem usá-las em suas práticas.

Leigos, homens, mulheres, instituições de ensino e religiosas, autoridades políticas na criação de mais projetos de segurança pública, na cobrança do uso massivo da lei .  Todos nós brasileiros devemos internalizar a consciência da necessidade urgente de mudanças no cotidiano, no que diz respeito a não mais tolerarmos qualquer tipo de violência contra a mulher.








Voc~e poderá se interessar por: https://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/06/estupro-e-preciso-dizer-nao-cultura-do.html ; https://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/06/violencia-contra-criancas-e-seguranca.htmlhttps://sociologiahojemdia.blogspot.com/2017/10/assedio-nao.html

terça-feira, 3 de julho de 2018

Torcer ou Não Torcer Pelo Brasil na Copa da Rússia? Sou Patriota se Não Torcer por Meu País?

Em períodos de Copa do Mundo sempre surge uma polêmica em torno do fato de que, por ser um período próximo às eleições presidenciais, muitos brasileiros expressam sua preocupação em relação ao suposto descaso que seus conterrâneos mostram pela política e aos problemas do país e só enxergam e dão importância ao que acontece com os jogos do Brasil na Copa do Mundo.

 E aí? Será que aqueles que acompanham os jogos são tão patriotas quanto aqueles que não acompanham e ficam mais envolvidos com os rumos políticos do país? E os que não acompanham os jogos são patriotas, mesmo que não acompanhem os jogos e não torçam pela seleção de futebol brasileira? O que pensam uns dos outros?


Sou patriota se não torcer pelo meu país?

Os padrões da Fifa correspondem aos padrões da maioria dos brasileiros?

Muitos artigos de opinião têm chamado a atenção para a redução da torcida brasileira este ano de Copa do Mundo na Rússia. Houve inclusive algumas pesquisas que apontaram para a real redução de torcedores (Pesquisa Datafolha sobre torcidas) brasileiros, insatisfeitos com o que tem acontecido tanto nos gramados quanto no país. A ficha parece que caiu: estes brasileiros viram que não ligam a mínima para eles, tanto como torcedores, nem como eleitores.
                    Sou patriota se não torcer pelo meu país?

Foi reduzido o número da grande massa de brasileiros que se "descabelavam" pela seleção. O impacto com os gastos astronômicos da última copa aqui no país, juntamente com os escândalos de roubalheira no futebol e ainda a corrupção e escândalos do campo político, que impactaram negativamente a grande torcida nacional, com uma perda de 10% de torcedores.

Alguns sites inclusive mostraram o descontentamento também com os jogadores da seleção, seja porque a maioria não joga no Brasil e aparentemente não têm empatia com a Nação, ,mostram desdém das entrevistas e coletivas, ou não apresentam o futebol carismático de copas antigas.  Torcer pelo Brasil na Copa ficou complicado.

 Bem como o constante aparecimento na mídia envolvidos em fofocas ou em promoções "falsas" (marketing) de campanhas beneficentes, que na verdade só são para auto-promoção e/ou a "ajuda" é tão ínfima perto do que ganham que é impossível não ver a  enganação.

Sou patriota se não torcer por meu país?

Fortunas aos Times, Seleções e Jogadores. E o que ganha o Brasil com isso?

Dentre os argumentos que estão por trás do gradativo desânimo (segundo a pesquisa Datafolha, nos últimos 10 anos) , estão o esgotamento da população com os recentes casos de corrupção política, como também no próprio futebol, os casos de violência das torcidas fanáticas - alguns inclusive com casos de morte. Ser patriota e torcer de verde e amarelo está difícil.

Outros reclamam dos preços altíssimos cobrados nos ingressos e nos produtos, que afastam os de menor poder aquisitivo do esporte,  há os que não gostam de esportes de qualquer maneira e para outros, está a visão clara de que os brasileiros não ganham nada com as fortunas que o esporte arrecada e com isso, a popularidade do futebol tem caído. 

Sou patriota se não torcer por meu país?Além claro, daqueles que afirmam que é o velho esquema dos poderosos - da política e dos esportes , em conluio - que oferecem um espetáculo de "pão e circo" a fim de distrair as massas do que realmente importa e ainda por cima lucrar com isso.

Os três últimos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol foram indiciados pela Polícia, outros estão em prisão domiciliar. Os gramados estão sujos. A arquibancada triste.





















sábado, 30 de junho de 2018

É Preciso Dizer Não à Cultura do Estupro

As estatísticas sobre estupro há muito tempo não mudam e infelizmente as pesquisas apontam que, seja de adulto, seja com criança, muitos estupros ocorrem dentro do ambiente familiar, seja na residência da vítima ou na residência do agressor. 80% dos casos contra crianças, estão nestes resultados aterrorizantes: no caso das crianças especificamente, o lar já não é mais o lugar mais seguro do mundo.



Estupro de Vulnerável - Violência que destrói Uma Vida Inocente
A cada 11 minutos um estupro é cometido o Brasil e os mais vulneráveis nas mãos dos monstros  agressores são crianças, que nas palavras da lei em relação ao crime, são os menores de 14 anos. Mas mulheres adultas também vivem com temor e pavor por isso: o medo de ser estuprada.

Na lista, parentes e amigos são os primeiros, seguido pelos padastros e em seguida o próprio pai ou até o avô - no caso de crianças - para horror das famílias. Uma chaga que vai marcar para sempre a vítima e os laços familiares. As terríveis marcas do crime deixarão uma ferida de estresse pós-traumático, crises de ansiedade, depressão, terror noturno, dentre outros problemas.

Os números confirmam relatórios de um dos maiores e mais sérios institutos de pesquisas do país, o IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, que afirma que o estupro ocorre na maioria das vezes dentro do seio familiar. 

  




Os Delegados (as) afirmam: Protejam Suas Crianças, Todo Cuidado é Pouco


É muito difícil perceber os sinais que as vítimas demonstram, pois geralmente elas estão sob coação, ameaçadas pelo agressor, mas com um pouco de desconfiança (necessária) e observação mais sutil,  pode-se reconhecer várias pistas de que uma criança está sendo abusada. 

Lamentavelmente, a grande maioria dos estupros com crianças ocorre dentro da família e esse fato deixa qualquer pessoa desnorteada, mas assegurar a proteção dos vulneráveis é o que importa. É necessário redobrar os cuidados em relação às crianças.  Mas denunciar é o começo para acabar com a "cultura do estupro".


Em relação ao estupro de mulheres adultas,  também as estatísticas mostram boa parte dos agressores são seus parentes, inclusive seu cônjuge, um dos motivos que as impedem de denunciar seus algozes, pois estes as amedrontam, ameaçam, subjugam, além disso, as vítimas  se sentem envergonhadas e humilhadas.

                                  

Denunciar - A Primeira Providência para Acabar o Sofrimento

As pesquisas ainda concluem que muitos poucos casos são denunciados, o que prejudica muito a punição e aplicação da lei contra os abusadores. Só 10% são denunciados e em  apenas 1% os abusadores são punidos. algumas mulheres afirmam nas delegacias que não denunciam porque acham que seu agressor não será punido ou será solto facilmente.

 
Estupro é Crime Grave - A Culpa é do Estuprador
É preciso parar com a conivência, o silêncio, a vitimização, o sentimento de impotência. Quanto menos denunciar, mais os criminosos ficarão soltos e podem fazer de novo, vitimar outra pessoa, traumatizar, ferir ou até matar, uma criança ou mulher, embora o Senado tenha aprovado penas mais graves para crimes de estupro, vai de 6 a 30 anos.

Estupro é crime grave, de uma violência indescritível, pode ferir para sempre uma pessoa, destruir a infância e adolescência de uma criança. É fundamental  denunciar os casos. Quem desconfia ou tem certeza deve denunciar. É preciso dizer não à cultura do estupro.  




Desrespeito Absurdo: a Cultura Machista de Colocar a Culpa na Mulher

A cultura e o comportamento machistas que vigora no Brasil, contribui para as poucas denúncias que ocorrem dos casos de estupro. Enquanto a mulher - seu corpo - for vista como um objeto a serviço do homem (a objetificação da mulher), será difícil conseguir diminuir os números de casos de estupro. Até dentro do casamento (heterossexual), muitas mulheres se sujeitam às vontades dos maridos. Não se pode naturalizar o estupro. 


Outro agravante é achar que a mulher é "culpada" por estar tarde da noite na rua ou vestir-se de maneira "inadequada", ou seja, há uma culpabilização da vítima do estupro pelo seu comportamento e uma aceitação e normalização do comportamento do homem, que é justificado por ter estuprado. A mulher, como minoria, é vítima potencial.

Um homem solteiro é bem visto na cultura brasileira - ele está "curtindo" a vida - a mulher solteira, após os 30 anos, é chamada de encalhada e deve ser infeliz. Um completo absurdo e desrespeito contra a mulher, que tem direito às suas próprias escolhas - como se vestir e onde quer andar, como quer viver, se relacionar, etc.



A mulher é cidadã e uma pessoa com direitos iguais em todos os âmbitos sociais, da lei, assegurados na Constituição. Assegurar que os direitos sejam dados por igual a homens e mulheres se faz urgente. Debater a questão da igualdade de gêneros desde a escolarização, é outro meio para tentar exterminar a "cultura do estupro", do homem que se acha no direito de possuir o corpo da mulher como quiser, inclusive com violência.

Tanto construir outras formas de masculinidade para o homem, que deve deixar de ser considerado só o provedor,  reprodutor, dominador e detentor da maioria das posições na sociedade (na mídia,  na escola e no trabalho por exemplo), quanto cuidar de empoderar as mulheres, que precisam ser respeitadas nestes mesmos lugares e posições da sociedade. A igualdade e equidade dos gêneros irá garantir as ferramentas de combate à cultura do estupro.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Violência Contra Crianças - E a Segurança Pública Brasileira?

O Brasil inteiro acompanhou estarrecido as últimas notícias sobre a violência crescente voltada contra algumas crianças do mês de abril até hoje. Nesse período, três crimes chocantes abalaram nossa fé na humanidade, tendo em vista que, os seres mais vulneráveis que temos a obrigação de proteger, as crianças, foram as vítimas de crimes sórdidos, de uma crueldade indefensável. Mas a violência não precisa ser a marca da identidade brasileira.


Violência Policial em Cheque

Dois meninos de 3 e 6 anos, Joaquim e Kauã , em abril, uma menina de 12 anos, Vitória Gabrielly e um adolescente de 14 anos, Marcos Vinicius, estas últimas, mortas agora em junho. Os brasileiros precisaram reunir muitas forças para tentar aproveitar as festas juninas. 



Caso Vitória Gabbrielly de Apenas 12 anosFicamos horrorizados e muito abalados com a indiscutível perversidade humana crescente. Há indícios fortes de envolvimento dos próprios familiares em alguns crimes. 

Não importa. Que a punição seja rigorosa para todos os criminosos envolvidos, que nenhum deslize passe em branco, que toda a apuração resulte em pena máxima àqueles responsáveis por tamanha monstruosidade. 



Segurança Pública Brasileira , Sem  a Qualidade e Eficiência que Precisamos

As famílias brasileiras normalmente contam muito pouco com a segurança pública para proteger sua integridade. A cada crime violento e cruel, principalmente contra inocentes e indefesas crianças, a Segurança Pública brasileira demonstra que está ainda muito longe de ter a qualidade e eficiência da qual nós brasileiros merecemos, afinal, pagamos uma das maiores taxas de impostos no planeta e combater as desigualdades gritantes é um dos focos principais.

Não temos competência suficiente para garantir a inviolabilidade de nossas crianças, pelo que temos visto, através dos noticiários e redes sociais. Desde o absurdo intolerável da morte da vereadora Marielle Franco - que expôs a fragilidade do nosso serviço de proteção à pessoa - a maldita corrupção, e mais uma dezena de falhas,- - como a violência sistêmica, que tem se enraizado na sociedade - quando não, desculpas esfarrapadas sobre a atribuição de culpa pelos crimes.

Caso Adolescente Marcos Vinícius de 14 anos


O menino Marcos Vinícius foi morto por tiros em um suposto embate policial no qual helicópteros disparavam suas armas sobre a população. Que tipo de proteção é essa? Como podemos proteger nossas crianças com ação policial desse tipo? Que presidente vamos eleger que possa nos garantir nossa segurança através das políticas públicas na área? Combater o crime preventivamente e coercitivamente deveria ser uma meta viável e urgente.


Nossa Deficiência em Ver o Que Está Acontecendo Só Não é Pior do Que Não fazer Nada

Será que estamos embotados com máscaras como carnaval, copa do mundo e quatro telenovelas diárias, que nos ajudam a fingir que não vemos e encolhem nossa capacidade de discernimento?  A tal ponto de não ligarmos, negligenciarmos ou sequer reconhecermos a gravidade do problema da Segurança Pública brasileira, deficiente e inapta. Investimos milhões em festas de altos cachês a artistas caros  e mal investimos o básico para a segurança pública - equipamentos, infra estrutura, coordenação, salários, etc. 

É fundamental para efetuar as mudanças necessárias, questionarmos incanssavelmente as políticas para o cidadão que temos, e buscar quebrar as amarras das desigualdades sociais, passarmos a exigir muito mais das autoridades que nos representam no que diz respeito à nossa segurança e à inviolabilidade de nossas crianças, nossa garantia de futuro e nossos verdadeiros bens. 



O Que Podemos fazer Para Diminuir a Violência no Brasil?

Os moradores da favela da Maré onde o menino foi baleado, fizeram um mobilização quando fecharam ruas. Isso é bom, mas não é suficiente. Os colegas, amigos e familiares da menina Gabrielly, lotaram o cemitério onde a menina foi enterrada, comovente, mas não é suficiente. Somos privilegiados por sermos um país jovem e devemos proteger isso.

As redes sociais entraram em pane com as notícias das mortes dos pequenos Kauã e Joaquim de 3 e 6 anos, é um alento, mas não é suficiente. Nada da magnitude do emocional, seja ação ou reação, será suficiente, infelizmente. Colocamos nossa dor para fora, mostramos nossa indignação com o horror dessa banalidade com a vida humana, mas precisamos muito mais do que isso.


Ir além da dor é difícil, mas só as ações efetivas de controle, de cuidado, de prevenção, de política de segurança pública séria, honesta, competente, poderá assegurar os meios de diminuir a violência que avança a passos largos.

Precisamos entender a força que temos nas mãos , sem armas, mas com nossos votos.  E, ao perguntarmos como está a Segurança Pública Brasileira, lembrarmos que nossos representantes políticos têm que responder aos nosso anseios, às nossas necessidades. E acabar de uma vez com as duas polícias que há no Brasil: a polícia dos ricos, que alivia penas, e polícia de pobre, que na ponta oposta, extermina sem razão.

Exceto, claro, quando os cruéis assassinos são pessoas da própria família. Aí, sim, o sofrimento que temos e vemos é indescritível. Não conseguimos medir o tamanho da impotência que nos deparamos para tentar entender e fazer descer pela goela uma monstruosidade dessa magnitude

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Separação de Famílias - Isso é Política de Imigração?

A ONU - Organização das Nações Unidas- completa 70 anos em 2018 e para comemorar o feito , lançou à época do "Dia Internacional dos Direitos Humanos" - em dezembro 2017 - uma campanha mundial e anual, em Paris, na França. Parabéns à ONU pelos 70 anos de lutas incansáveis por algo inimaginável para muitos, infelizmente ainda, o direito a ser tratado como um ser humano digno.



E a política imigratória praticada atualmente pelo governo Trump, é exatamente o contrário das ações inclusivas de direitos humanos efetuada pela ONU. Lamentavelmente, para dizer o mínimo, soubemos e vemos, estarrecidos, práticas ofensivas, desumanas, racistas, degradantes, contra famílias de imigrantes nos Estados Unidos atual. 

Para sermos mais objetivos, o governo Trump tem separado as famílias, os filhos dos pais, e as crianças estão colocadas em espécies de jaulas. A imprensa mundial noticiou, as mídias sociais propagaram, as discussões e questionamentos só começaram contra esse tipo de política de imigração. E devem crescer ainda mais. Tomara, em vista do horror que esse absurdo reacionário, burocrático,  eleitoreiro e desumano é.


Política Imigratória do Governo Trump



Separação de Famílias - Que Tipo de Opção de Política é Essa?

Essa política de imigração exercida neste momento pelo governo Trump, sequer agradou a todos os membros de seu governo, alguns manifestaram-se contra, se recusam a adotar ou aprovar a barbaridade. Fica difícil lembrar do aniversário de 70 anos da ONU, que talvez  passe em branco, já que os eventos da Copa do Mundo da Rússia e mais os espetáculos governistas de Trump e de outros chefes de Estado mundiais canalizam a atenção de todos.




Manifestantes já foram às ruas nos Estados Unidos , protestar contra esta insanidade:  o governo autorizou seus policiais de imigração a deter as famílias na fronteira Estados Unidos/México e separar pais de filhos. 

Repórteres fotografaram as crianças apreendidas dentro de celas semelhantes a jaulas de animais em condições desumanas. O mundo vê consternado a atrocidade cometida pela política de "tolerância zero" deste governo em relação aos imigrantes ilegais que tentam atravessar a fronteira.

A pressão contra esta atitude chamou  a atenção do Papa Francisco e outras autoridades relevantes pelo mundo e já se ouve rumores de que o presidente americano cogita mudanças no projeto de imigração.


Política de Imigração de Donald Trump
Reação à Política de Imigração de Donald Trump


Indignação e Perplexidade Contra a Política de Imigração de Trump                

                   Uma das maiores revistas semanais norte-americanas, a Times, colocou em sua primeira página  a imagem de uma criança pesarosa, a olhar para o próprio Donald Trump.  A comovente cena correu as mídias do planeta, e causou indignação e tristeza em milhares de pessoas no mundo, que foram às ruas e às redes sociais protestar.

Não bastassem todas as dificuldades, dores e sofrimentos pelos quais as crianças passam mundialmente - guerras, abuso, abandono, trabalho forçado, sequestro, violências, tráfico infantil, outros - soma-se a isso esta situação degradante. Milhões de pessoas foram impactadas com o cenário.

Trump inclusive já publicou em suas redes sociais alfinetadas em relação à política imigratória na Alemanha, quando afirmou que não quer o seu país igualado ao país Europeu, supostamente generoso com imigrantes.


Separação de Famílias - Isto é Política de Imigração?

 O Que a Política de Imigração do Governo Americano  Nos Mostra ?

Pessoas detidas em centros de detenção, sem terem cometido atos violentos, é o que  tem ocorrido nos Estados Unidos. Crianças afastadas de seus pais (cerca de 2 mil), mantidas encarceradas é a prática imigratória nesse momento. 

Recentemente, houve divulgação de um relatório sobre o desaparecimento de cerca de 1500 crianças imigrantes por um departamento do Estado. Não se tem informações seguras sobre o paradeiro destas crianças. As informações colhidas sugerem que as crianças fugiam de violências várias, inclusive abuso doméstico e dos cartéis de drogas.

A insensibilidade e o descaso das autoridades não tem limites. Estas instituições afirmam que sequer têm responsabilidade sobre os desaparecimentos. O contexto de todos os fatos fere direitos humanos básicos. A "humanidade" em cada canto do mundo gradativamente se esvai e certamente leva com ela o sorriso da inocência das crianças.







sábado, 24 de março de 2018

Dia da Mulher - Poucas Conquistas e Perda de Marielle Franco

Perdemos Marilelle ... Milhares de mulheres certamente ficaram ressentidas, desmotivadas ou indiferentes com o fato de que, mais uma vez a sociedade "comercial" supostamente comemorou o "Dia da Mulher " divulgado na mídia em doses espetaculares e sensacionalistas, no último dia 08 de março. Mas não havia nada a comemorar, logo depois, perdemos Marielle Franco.


Qual foi o Saldo Positivo em março, se Marielle Franco Morreu?


No entanto, a maior parte das mulheres, ao chegar em casa (para as que trabalham fora ou estudam), se depararam com uma pilha de louça para lavar, roupas para tirar do varal/dobrar ou sujas para tirar da cesta/pôr na máquina, preparar e servir jantar , dar geral de arrumação, (tudo para fazer antes de dormir),  etc. Ou seja, além de oprimidas pelo sistema, estamos exaustas com nossas lutas - pessoais e sociais.


Militante política brasileira morta brutalmente
Nesse sentido, consumamos nosso fracasso como cidadãos - inseridos numa pretensa democracia - aptas a comemorar o fiasco e falácia desse tal "Dia da Mulher.

Foi o mais fracassado Dia da Mulher dos últimos tempos no Brasil, pode-se dizer. Perdemos Marielle Franco, com M de mulher, de militante, de mãe.

Uma militante política feminista e dos direitos humanos que foi absurdamente assassinada, para horror de milhares de brasileiros que acompanhavam e /ou apoiavam suas lutas.   

Dia da Mulher - Para Quê? Pelo Quê? Para Quem? Por Quê?


De qual Dia da Mulher  falamos realmente? Certamente constatamos que nada mudou, todos os lugares foram distribuídos e o nosso continua quase intacto e estático, desde que nos conhecemos como gente, é o que pensamos. Dia da Mulher de Araque.

Nossas famílias nos atribuem um papel, as religiões nos colocam quietas nos "nossos lugares" a dizer amém, e nossos companheiros ( ai daquelas que têm companheira) praticamente ignoram o respeito que merecemos na relação, no casamento, na vida como um todo. 

Nós, com toda certeza, nos sentimos sós e vemos e comprovamos isso principalmente quando são divulgados os mais tristes casos de perdas fatais de mulheres (como a recente  perda de Marielle Franco) que anualmente pipocam em telonas, telinhas, nas hastags e os resistentes impressos. 



Num país de alto feminicídio, o que comemorar no Dia da Mulher?

As batalhas e lutas cruas do cotidiano  ainda são arduamente travadas pela grande maioria,tanto pelo fato das conjunturas (e estruturas) econômicas, políticas e sociais brasileiras serem por si só bastante difíceis e pesarem sobre cada cidadão. Nada a comemorar no Dia da Mulher.

 E também pela parte humana e pessoal, essa que deveria nos elevar, diferenciar, enobrecer e no entanto vamos inacreditavelmente - cada vez mais - na contra-mão delas, mostramos o pior de nós mesmos. A cada duas horas morre fatalmente uma mulher no Brasil. É mais uma  comprovação do feminicídio brasileiro.

Brasil recebe críticas pela morte de Marielle Franco

O Brasil foi criticado duramente lá fora, entidades nacionais e internacionais ligadas aos direitos humanos (causa pela qual Marielle também lutava), revelaram intensas críticas sobre o fato, a repercussão, as responsabilidades cabíveis, enfim, ao pesadelo homicida que paira sobre esse país.

Ao completar uma semana da ocorrência da fatalidade,  pouco se avançou desde então

"São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no seu coração." Na canção de Tom Jobim, tudo muito lindo, na vida real, nem um pouco. Nenhuma promessa de vida, só de morte, de dor e retrocesso democrático.

A democracia, o maior legado da humanidade, tem sido bombardeada incansavelmente em solo brasileiro, somos cidadãos nauseabundos.

Democracia brasileira ferida pela violência


Nauseabundo, nos dicionários que temos, geralmente trazem dois principais significados: adjetivo, 1- que causa náuseas; nauseante; nauseoso, e 2- que provoca asco, repugnante, asqueroso. 

Estamos nauseantes pelos acontecimentos fatídicos que tem nos assombrado, não só pelo caso Marielle Franco, mas tantos outros que trazem em seu bojo a repugnante faceta da democracia que míngua gradativamente a cada um destas perdas injustas.

veja mais em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/19/politica/1521481656_961928.html ; http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/violencia/violencias/feminicidio/


domingo, 28 de janeiro de 2018

Política ou Politicagem ? Os Rumos da Democracia Brasileira


O Que o Rei Momo Tem a Ver Com Isso?

Não haverá eleição para Rei Momo em Salvador, capital do Estado da Bahia, na maior festa popular de rua do Brasil, este ano de 2018. Curiosamente e infelizmente, "bateu" uma leve sensação de futura metáfora para a próxima eleição presidencial que brevemente baterá à porta de nossa política

O medo de uma patética comparação: - Momo, personagem da mitologia grega, representava o deus da ironia e do sarcasmo. Que esse espírito não seja o que irá nos rondar de agora em diante até o dia das eleições, personalização da politicagem. Pior ainda, que não seja a característica principal daquele que ocupará a cadeira presidencial em nosso país, para debochar de todos nós.

Que não sejamos os foliões em transe quase hipnótico, tragados para a festa de Momo em meio à multidão semi-desorientada e que não liga a mínima para isso. Com a democracia brasileira, com os rumos do nosso país, queremos e deveríamos sim estar absolutamente atentos, focados e diligentes, antes que nos chegue uma quarta-feira de cinzas patriótica.











Existe uma melhor opção política no momento?

Precisamos escolher de qual multidão queremos fazer parte, dos absortos ou dos centrados. Ainda que tenha toda a parafernália partidária a minimizar a importância e a essência da democracia, ela e só ela, é a personagem mais importante deste cenário. Longe de momos, campanhas, palanques, folias e urnas, que o destaque seja a senhora jovem,  - mas com desejo de ser madura, a democracia brasileira. 


E para termos democracia, precisamos da política, não de politicagemA Democracia colocada em "humilde" análise aqui, é  aquela que nos representa como cidadãos, como povo, a democracia representativa.  

Politicagem, tristemente,  que é o que se tem feito de ambos os lados no Brasil, por parte do governo e da oposição. Que não sejamos mais marionetes de partidos políticos de qualquer ideologia. 



Os partidos cada vez mais se distanciam do eleitorado, afastando-se por conseguinte da representação ao qual tinham o sentido de existir. Recebem verbas gigantescas, horários gratuitos em tevês, caríssimas consultorias de merchandising político, etc, tornando-se quase "imortais" dado ao tamanho agigantado que apresentam. E onde ficamos nós, pobres mortais eleitores? Cadê nossa autêntica representação?




Política ou Politicagem?

Crermos que ainda podemos ter um regime político em que verdadeiramente sejam os autênticos representantes do povo aqueles que porão em prática as decisões e escolhas populares.

Não para garantir  um "governo do povo, pelo povo e para o povo" (citação do presidente norte americano Abrahan Lincoln dos primórdios da democracia norte-americana),  quase uma ditadura da maioria. 

Mas um governo amplamente mais responsável, transparente, e para toda a população -  sendo o conjunto de todos os cidadãos do país. Todos. Nem só o povo, nem só os "poderosos", como tem sido favorável a estes últimos desde sempre. Dar enfim um verdadeiro rumo político autêntico à democracia brasileira.


O que nós sabemos sobre democracia representativa?

Como quase tudo na vida, a política faz parte da constituição nacional e consequentemente das demais divisões nele existente, - estados e municípios - fazemos  parte da construção do que ocorre (em cada etapa) na administração destas entidades, através do voto, do pagamento de impostos , entre outros meios.



Todas as unidades da Federação estão sujeitas a leis, decretos, diretrizes, regras, estatutos, etc, conforme estabelecido em nossa Carta Magna, nossa Constituição. E os três níveis do governo devem ao povo a administração destas unidades da maneira mais correta, eficiente, clara (transparente - , devemos estar cientes de todas as decisões e resultados); ética, razoável e impessoal (sempre, em qualquer circunstância deve-se ser visar o bem comum).

É preciso ter uma "consciência política"  para cuidar do que é nosso, como zelamos por pormenores em casa. Atitude que deve ser a mesma em relação ao Brasil, pois na verdade, estamos sujeitos à política e fazemos política o tempo todo.

Em quase todos os aspectos da vida do cidadão perpassa o resultado das medidas políticas existentes, e estas precisam deixar de ser sectárias e injustas. Os serviços públicos que temos são resultado do sistema político vigente (excludente e tendencioso). Não podemos dar as costas a isso e deixar que a política vire politicagem nas mãos erradas.


O que um eleitor pode fazer para ajudar o seu país?


Sim, temos, historicamente, uma formação de poder político/econômico e social distorcido, centrado na manutenção do poder econômico, que criou, fomentou, e cristalizou um Estado por assim dizer,  quase "prestador de serviço" às classes ricas - dominantes economicamente - que usaram e abusaram deste trono simbólico em que foram colocados. Estamos fartos disso há muito tempo. Todas as distorções injustas têm de ser reparadas.



Dentre as atitudes a tomar está a de tornar as instituições do Estado fortes o suficientes para serem protegidas de golpes, corrupção, falácias,  abusos de toda sorte que são cometidos com o véu da impunidade ao usar a máquina pública ao bel prazer de cada um. 

Bem como destravar a burocracia eleitoreira oportunista, que trata o eleitor como uma alma penada qualquer à mercê de campanhas cínicas.

Paremos com a perpetuação do poder na política partidária, na economia, na publicidade, na cultura, na sociedade. 

Nos tornemos mais fortes como cidadãos, menos apegados à pessoas falíveis (que se aproveitam de máquinas administrativas frágeis) e mais centrados e focados em ideias, estratégias, ações e resultados. O poder, se existir, deve ser para todos. E o único meio de garantir isso é tornar o governo "cego" e servil à política de um Estado, forte, democrático e imparcial.