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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Consciência Negra e a Estupidez e Descaso da Desigualdade Social

Distorções na distribuição de oportunidades são uma chaga no Brasil, e penaliza de tal maneira a população negra que podemos falar em massacre em certa medida. Um dado infeliz, um dado de retrocesso que parece não afetar a maior parte da outra metade da população, que passa boa parte da existência ignorando os dados estatísticos sempre piores a cada ano. E a imprensa também coaduna com toda estupidez e o descaso da desigualdade social, ao publicar pautas que vão de encontro às lutas do movimento negro e no mês da consciência negra, os destaques não são mais que pífios.




Nada a comemorar no mês da consciência negra, que muitos relegam ao esquecimento proposital, tanto autoridades, quanto cidadãos de classes mais favorecidas, muito mais envolvidos com noticiários duvidosos e manipuladores, além de gastarem o dinheiro (do rentismo explorador) de  que supõe deixá-los superior às outras classes. Triste e perversa miopia nacional, que cimenta o país num esfacelamento irreparável em vários aspectos. Essa parcela privilegiada da população quer muito além do necessário e o resto dos brasileiros que se virem com a ninharia que conseguem.




Quem se preocupa  com a redução da desigualdade social?

O que se vê claramente e o que se tem de fato, é uma despropositada ignorância sobre as necessidades reais de mudança do panorama, que não se dá a devida importância, um emaranhado cada vez mais crescente de injustiças sociais em quase todos os âmbitos da sociedade, que penaliza de maneira cruel uma parte da população mais ativa e representativa do povo brasileiro.



As demandas da população negra são tão invisibilizados e "naturalizados", que uma parte da própria comunidade negra nem pensa sobre isso com o teor da gravidade que o quadro apresenta, devido a fatores externos que vão além de sua consciência.  A "consciência" negra no Brasil branco é medíocre. Não sabemos o suficiente, não nos importamos o suficiente, nem também temos empatia suficiente. 

Passam ao largo das preocupações das autoridades uma agenda (urgente ) de necessidades a sanar da comunidade negra. Assim é,  tendo em vista que o racismo é rechaçado nas vias burocráticas - cínicas e hipócritas - imersas e institucionalizadas no território brasileiro, que, no entanto é pátria de todos, negros e brancos. 

Não aceitamos que fomos escravistas durante 300 anos, 300 anos! Não são três anos, nem trinta anos. E não enfrentamos abertamente que existem resquícios degradantes do escravismo ainda em nossos dias. Direitos humanos no país estão em vias de tornarem-se piada. Ao fim e ao cabo, quem se preocupa com a redução da desigualdade social? 

Negros Penalizados - Genocídio da Juventude Negra

Problemas como exclusão no mercado de trabalho, mortandade de população negra, especialmente homens negros, escolarização deficiente no ensino público de má qualidade; racismo institucional, racismo estrutural, preconceito naturalizado e enraizado no cotidiano; discriminação nos salários pagos a negros (sempre menores); poucas políticas públicas dirigidas à comunidade; encarceramento em massa da população negra; ensino superior com pouca representatividade negra; a objetificação do corpo negro; dentre outros gravíssimos quadros conjunturais e estruturais existentes no Brasil.

                                          


Até Quando Suportar as Dezenas de Desigualdades e Injustiças?

Exemplos de estatísticas  vergonhosas, absurdas e horrendas como o "mapa da fome"(tendo em vista estarmos no século XXI com tantos "avanços" em variadas áreas) do qual havíamos saído recentemente; a mortalidade infantil e a extrema pobreza são temas desumanos que incidem sobre a população negra com mais densidade. Temos portanto, a estupidez e o descaso com a desigualdade social, historicamente perpetuada, vale ressaltar.


As conquistas para minimizar estas situações são tímidas e pouco afeta a consciência dos gestores de mecanismos burocráticos/outros que deveriam estar à frente das tomadas de decisão e ação efetivas a fim de reduzir os números negativos. Mas a maior parte dessas gestões são controladas por uma elite branca - burocrática, financeira e social - que pouco se importa com isso. Há engessamento e desinteresse colossal nesse sentido.


A gravidade do contexto se move também - obviamente e talvez até com maior intensidade - aos mais frágeis, as crianças, que são ainda mais penalizadas, tendo em vista a fragilidade em relação aos adultos, que deveriam ser seus protetores e garantirem o bem estar e a segurança física, social e emocional dos pequenos (segundo a lei, menores de 0 a 12 anos). 

Mas as falhas, os erros, a irresponsabilidade, o descompromisso em honrar a dignidade humana das crianças, especialmente das crianças negras, tem sido crescente. As políticas públicas destinadas às crianças no Brasil vão quase a zero. Pode-se argumentar erros semelhantes se nos referirmos aos idosos brasileiros, e idosos brasileiros negros.

O menosprezo em providenciar políticas públicas que ofereçam creches adequadas, escolas bem equipadas, programas de saúde pública de boa qualidade,  áreas de lazer estruturadas e acessíveis (praticamente não há parques, praças e quadras de esportes nas cidades), dentre outras tantas mazelas no que diz respeito às crianças brasileiras de classes média baixa, filhos de assalariados de uma maneira em geral, quanto mais as dentro do espectro da pobreza e extrema pobreza.

E a Mulher Negra? Onde Estão os Direitos da Mulher Negra Brasileira?

Em mês de campanha da consciência negra, as manchetes na mídia impressa são irrisórias, nos meios digitais há um pouco mais conteúdos, sem efetivamente serem absorvidos e notados com o discernimento que deveriam provocar. O interesse pelas causas negras ainda é restrito, só grandes celebridades televisas chamam a atenção, eventualmente.

Em relação às mulheres negras este contexto é potencializado, pois dificilmente há destaques para mulheres negras e seus êxitos diários em meio a um universo nacional notadamente branco, machista, racista e misógino.


Se, só pelo fato de ser mulher já existe uma rede colossal de dificuldades adversas para lidar, ser mulher e negra  potencializa este estado. Há muito o que se discutir, problematizar e buscar sistematicamente as soluções - iniciais, parciais ou totais - para as dezenas de questões e desafios com os quais a mulher negra padece, a partir do momento em que nasce até sua vida de adulta plena.

No quadro atual pode-se citar  desde o acesso ao mercado de trabalho igualitário - vagas e salários - pelo menos com as mulheres brancas (porque a ambas é desigual em relação aos homens brancos); ao feminicídio da mulher negra, que cresce; abertura dos espaços de poder com representação negra; programas de saúde feminina; acesso equitativo às instituições de ensino,  dentre outras adversidades e cenários limítrofes. 



As questões do negro brasileiro são condenadas a serem questões ínfimas, sem valor. E isso é historicamente construído desde a famigerada falácia da abolição da escravatura. O panorama de reparações das dezenas de injustiças cometidas ao longo dos anos é enorme e insano, despertam pouca relevância até os dias atuais. A partir do exposto, a luta da militância e todos os progressistas e humanistas, tem de ser incessante senão será sempre relegada à invisibilidade, à estupidez e descaso da desigualdade social em terras brasileiras.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Política ou Politicagem ? Os Rumos da Democracia Brasileira


O Que o Rei Momo Tem a Ver Com Isso?

Não haverá eleição para Rei Momo em Salvador, capital do Estado da Bahia, na maior festa popular de rua do Brasil, este ano de 2018. Curiosamente e infelizmente, "bateu" uma leve sensação de futura metáfora para a próxima eleição presidencial que brevemente baterá à porta de nossa política

O medo de uma patética comparação: - Momo, personagem da mitologia grega, representava o deus da ironia e do sarcasmo. Que esse espírito não seja o que irá nos rondar de agora em diante até o dia das eleições, personalização da politicagem. Pior ainda, que não seja a característica principal daquele que ocupará a cadeira presidencial em nosso país, para debochar de todos nós.

Que não sejamos os foliões em transe quase hipnótico, tragados para a festa de Momo em meio à multidão semi-desorientada e que não liga a mínima para isso. Com a democracia brasileira, com os rumos do nosso país, queremos e deveríamos sim estar absolutamente atentos, focados e diligentes, antes que nos chegue uma quarta-feira de cinzas patriótica.











Existe uma melhor opção política no momento?

Precisamos escolher de qual multidão queremos fazer parte, dos absortos ou dos centrados. Ainda que tenha toda a parafernália partidária a minimizar a importância e a essência da democracia, ela e só ela, é a personagem mais importante deste cenário. Longe de momos, campanhas, palanques, folias e urnas, que o destaque seja a senhora jovem,  - mas com desejo de ser madura, a democracia brasileira. 


E para termos democracia, precisamos da política, não de politicagemA Democracia colocada em "humilde" análise aqui, é  aquela que nos representa como cidadãos, como povo, a democracia representativa.  

Politicagem, tristemente,  que é o que se tem feito de ambos os lados no Brasil, por parte do governo e da oposição. Que não sejamos mais marionetes de partidos políticos de qualquer ideologia. 



Os partidos cada vez mais se distanciam do eleitorado, afastando-se por conseguinte da representação ao qual tinham o sentido de existir. Recebem verbas gigantescas, horários gratuitos em tevês, caríssimas consultorias de merchandising político, etc, tornando-se quase "imortais" dado ao tamanho agigantado que apresentam. E onde ficamos nós, pobres mortais eleitores? Cadê nossa autêntica representação?




Política ou Politicagem?

Crermos que ainda podemos ter um regime político em que verdadeiramente sejam os autênticos representantes do povo aqueles que porão em prática as decisões e escolhas populares.

Não para garantir  um "governo do povo, pelo povo e para o povo" (citação do presidente norte americano Abrahan Lincoln dos primórdios da democracia norte-americana),  quase uma ditadura da maioria. 

Mas um governo amplamente mais responsável, transparente, e para toda a população -  sendo o conjunto de todos os cidadãos do país. Todos. Nem só o povo, nem só os "poderosos", como tem sido favorável a estes últimos desde sempre. Dar enfim um verdadeiro rumo político autêntico à democracia brasileira.


O que nós sabemos sobre democracia representativa?

Como quase tudo na vida, a política faz parte da constituição nacional e consequentemente das demais divisões nele existente, - estados e municípios - fazemos  parte da construção do que ocorre (em cada etapa) na administração destas entidades, através do voto, do pagamento de impostos , entre outros meios.



Todas as unidades da Federação estão sujeitas a leis, decretos, diretrizes, regras, estatutos, etc, conforme estabelecido em nossa Carta Magna, nossa Constituição. E os três níveis do governo devem ao povo a administração destas unidades da maneira mais correta, eficiente, clara (transparente - , devemos estar cientes de todas as decisões e resultados); ética, razoável e impessoal (sempre, em qualquer circunstância deve-se ser visar o bem comum).

É preciso ter uma "consciência política"  para cuidar do que é nosso, como zelamos por pormenores em casa. Atitude que deve ser a mesma em relação ao Brasil, pois na verdade, estamos sujeitos à política e fazemos política o tempo todo.

Em quase todos os aspectos da vida do cidadão perpassa o resultado das medidas políticas existentes, e estas precisam deixar de ser sectárias e injustas. Os serviços públicos que temos são resultado do sistema político vigente (excludente e tendencioso). Não podemos dar as costas a isso e deixar que a política vire politicagem nas mãos erradas.


O que um eleitor pode fazer para ajudar o seu país?


Sim, temos, historicamente, uma formação de poder político/econômico e social distorcido, centrado na manutenção do poder econômico, que criou, fomentou, e cristalizou um Estado por assim dizer,  quase "prestador de serviço" às classes ricas - dominantes economicamente - que usaram e abusaram deste trono simbólico em que foram colocados. Estamos fartos disso há muito tempo. Todas as distorções injustas têm de ser reparadas.



Dentre as atitudes a tomar está a de tornar as instituições do Estado fortes o suficientes para serem protegidas de golpes, corrupção, falácias,  abusos de toda sorte que são cometidos com o véu da impunidade ao usar a máquina pública ao bel prazer de cada um. 

Bem como destravar a burocracia eleitoreira oportunista, que trata o eleitor como uma alma penada qualquer à mercê de campanhas cínicas.

Paremos com a perpetuação do poder na política partidária, na economia, na publicidade, na cultura, na sociedade. 

Nos tornemos mais fortes como cidadãos, menos apegados à pessoas falíveis (que se aproveitam de máquinas administrativas frágeis) e mais centrados e focados em ideias, estratégias, ações e resultados. O poder, se existir, deve ser para todos. E o único meio de garantir isso é tornar o governo "cego" e servil à política de um Estado, forte, democrático e imparcial.

domingo, 19 de novembro de 2017

Temos Consciência Negra hoje ?

A fim de complementar a reflexão sobre o movimento negro no mês de novembro, segue abaixo - na íntegra - a programação da TV Brasil sobre a Semana da Consciência Negra. Veja aqui ainda a programação veiculada pelo Irdeb Bahia referente ao Mês da Consciência Negra. Outra oportunidade de discussão será conferir a palestra que é parte da campanha  "Um dia para você lembrar de todos os outros",  no Teatro Erva Hertz/Livraria Cultura, promovida pelo Salvador Shopping com alguns convidados especiais como a jornalista Maíra Azevedo (Tia Má); Antonio Pita (Diáspora Black), a pedagoga Patrícia Santos (Empregue Afro), ainda a apresentação do recital vozes negras de artistas do Bando de Teatro Olodum.  O diálogo girará em torno do tema Iniciativas Negras para o Desenvolvimento para um Cenário Positivo (veja aqui), na terça-feira, às 18:30.
                                                   

                     TV Brasil celebra Semana da Consciência Negra com especiais

                    Programação inclui atrações musicais, reportagens e discussões

Para celebrar a Semana da Consciência Negra, a TV Brasil apresenta uma série de filmes, debates, programas jornalísticos e musicais a partir deste domingo (19). A emissora preparou cerca de vinte horas de atrações especiais sobre o assunto que vão ao ar até o próximo domingo (26).





A programação temática da emissora pública começa na madrugada deste domingo (19) para segunda (20), à 0h30 com a exibição do premiado filme nacional "Orfeu", drama dirigido por Cacá Diegues, na faixa Cine Ibermedia.
Um dos destaques é a série especial Um Abraço Negro, apresentada pela jornalista Luciana Barreto, âncora do telejornal Repórter Brasil Tarde. Em cinco programas, a produção vai ao ar de segunda (20) a sexta (24), às 20h30, com uma hora de duração.
A atração recebe personalidades para debater a situação dos afrodescendentes no país, analisar desafios, comemorar conquistas e reverenciar grandes expoentes. Participam do bate-papo, as atrizes Elisa Lucinda e Isabel Fillardis; os músicos Pretinho da Serrinha e Marquinhos de Oswaldo Cruz; e a jornalista Flávia Oliveira, entre outros convidados.
Cada episódio aborda diferentes perspectivas de aspectos socioeconômicos, artísticos, históricos e jurídicos. Para encerrar cada bloco de Um Abraço Negro, o projeto Mojubá, da cantora Larissa Luz e do grupo Afrojazz, brinda os telespectadores com performances musicais cheias de vigor, poesia e negritude.
Durante a semana, a TV Brasil também exibe uma série de interprogramas chamada "Até Quando?" que denuncia a situação degradante da população negra no país em áreas como educação, moradia, saúde, trabalho e violência. Os programetes de 30 segundos são apresentados nos intervalos da programação da emissora.
                                

Atrações diárias dedicadas ao debate sobre consciência negra:

A programação especial da TV Brasil inclui entrevistas que trazem reflexões sobre empoderamento feminino e representação da negritude nas diversas esferas da vida. A apresentadora Vera Barroso recebe a cantora Késia Estácio no Sem Censura de segunda (20), às 17h, enquanto a jornalista Roseann Kennedy conversa com a cantora transexual negra angolana Titica, no mesmo dia, às 21h30;
Já no Diálogo Brasil, às 22h30, Katiuscia Neri entrevista a gerente de programa da ONU Mulheres, Carolina Querino, e a secretária-executiva da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Valdecir Nascimento;
Mais cedo, às 19h45, o telejornal Repórter Brasil Noite faz a cobertura factual dos principais eventos em comemoração à data no país. Na última semana, o programa apresentou a série de reportagens "Em Marcha" para celebrar o mês da Consciência Negra.


           
Homenagem a nomes como Ruth de Souza e Candeira na terça-feira (21);
Na terça-feira (21), às 20h30, a jornalista Flávia Oliveira e o históriador Amilcar Araújo Pereira participam do especial Um Abraço Negro com Luciana Barreto. Eles debatem a história das relações raciais e o impacto delas no desenvolvimento socioeconômico brasileiro;
Às 21h30, o Recordar é TV traz um especial sobre a atriz Ruth de Souza. A atração reexibe o programa "Os Mágicos", de 1977, da TVE do Rio de Janeiro. "Eu gosto de trabalhar. Então sempre me apaixono pelos personagens. Acho que Sinha Moça é meu cartão de visitas", disse a artista na época.
Em seguida, às 22h, o bamba Diogo Nogueira recebe o experiente Wilson Moreira e a cantora Teresa Cristina para cantar a obra de Candeia no Samba na Gamboa.
Já às 23h30, o programa Curta em Cena debate as questões de acesso e visibilidade de realizadores e de assuntos ligados à cultura afro no Brasil. No estúdio, a jornalista Tâmara Freire entrevista as realizadoras Mari Campos e Raquel Beatriz sobre o resgate da figura histórica de Tia Ciata através do filme homônimo.
O destaque de quarta (22) é a entrevista que a atriz Isabel Fillardis e o músico Pretinho da Serrinha concedem à jornalista Luciana Barreto no especial Um Abraço Negro às 20h30. Às 23h, a TV Brasil exibe o filme "Raça", documentário dirigido por Joel Zito Araújo e Megan Mylan.

Haroldo Costa fala sobre raciscmo e igualdade de direitos no Trilha de Letras
Na quinta (23), a diretora da Anistia Internacional, Jurema Werneck, e o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Rangel participam de Um Abraço Negro, às 20h30. Eles discutem com Luciana Barreto a participação dos negros nas altas instâncias de decisão e poder, questões relacionadas aos direitos humanos e acesso à justiça.
O escritor, ator, pesquisador de samba e cultura afro, Haroldo Costa, conversa com o apresentador Raphael Montes no programa Trilha de Letras que a emissora apresenta às 21h30. Eles refletem sobre racismo e a luta pela igualdade de direitos.
Em seguida, às 22h, o Caminhos da Reportagem vai até a Serra da Barriga, em Alagoas, para relembrar a história do Quilombo dos Palmares. Logo depois, às 23h, a poeta Luz Ribeiro é a atração da série documental Bravos!.
Para encerrar o especial Um Abraço Negro, na sexta (24), Luciana Barreto entrevista dois talentos recém-descobertos que têm perspectivas artísticas e de vida diferentes, mas complementares: Rafael Mike, do Dream Team do Passinho, e a cantora inglesa com descendência nigeriana Folakemi.
Às 23h, o programa Estação Plural recebe o rapper Rashid para um papo com o trio de apresentadores formado por Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito. Os temas em pauta na entrevista são cultura do rap, hierarquia e gratidão.
A banda Ratel mistura diversos ritmos com um trabalho totalmente independente e composições críticas no programa Reverbera à meia-noite.
No sábado (25), às 21h30, o guitarrista Da Ghama, fundador do grupo Cidade Negra, faz apresentação exclusiva no programa Todas as Bossas. O artista mostra seu talento no show "BaixÁfrikaBrasil".
Por fim, no domingo (26), ao meio-dia, o Partituras recebe o pianista pernambucano Amaro Freitas. Minimalismo, bebop, afrojazz, samba, frevo e balada são sonoridades que permeiam o disco 'Sangue Negro', que marca a estreia do artista.
À meia-noite, a angolana Aline Frazão é a convidada do programa Ao Vivo entre Amigos. Cantora, compositora, guitarrista e produtora, ela revela seu trabalho autoral.                            

Programação da Semana da Consciência Negra na TV Brasil:
Domingo, 19 de novembro
00h30 Cine Ibermedia – Orfeu – Classificação 18 anos
Segunda-feira, 20 de novembro
17h00 Sem Censura – Vera Barroso recebe cantora Késia Estácio e outros convidados
19h45 Repórter Brasil Noite – Telejornal acompanha eventos factuais sobre a data pelo país
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Elisa Lucinda e Marquinhos de Oswaldo Cruz
21h30 Conversa com Roseann Kennedy – Cantora transexual negra angolana Titica
22h30 Diálogo Brasil – Especial Mulheres Negras
Terça-feira, 21 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Flávia Oliveira e Amilcar Araújo Pereira
21h30 Recordar é TV – Especial sobre a atriz Ruth de Souza
22h00 Samba na Gamboa – Diogo Nogueira recebe Wilson Moreira e Teresa Cristina
23h30 Curta em Cena – Realizadoras ligadas à cultura afro mostram seus curtas
Quarta-feira, 22 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Isabel Fillardis e Pretinho da Serrinha
23h00 Cine Nacional – "Raça" – Classificação 12 anos
Quinta-feira, 23 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Paulo Rangel e Jurema Werneck
21h30 Trilha de Letras – Raphael Montes recebe Haroldo Costa
22h00 Caminhos da Reportagem – "Palmaes vive" sobre Quilombo na Serra da Barriga
23h00 Bravos! – Poeta Luz Ribeiro
Sexta-feira, 24 de novembro
20h30 Um Abraço Negro – Luciana Barreto recebe Rafael Mike e Folakemi
23h00 Estação Plural – Ellen Oléria, Mel Gonçalves e Fefito recebem rapper Rashid
00h00 Reverbera – Banda Ratel
Sábado, 25 de novembro
21h30 Todas as Bossas – Guitarrista Da Ghama
Domingo, 26 de novembro
12h00 Partituras – Pianista Amaro de Freitas
00h00 Ao Vivo entre Amigos – Cantora angolana Aline Frazão
Criado em 17/11/2017 - 15:15 e atualizado em 17/11/2017 - 15:15



veja mais em : http://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/afro-igualdade/2017-12-12/exposicao-mulheres.html ;


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Ideologia de Gênero - O que Fazemos Com as Diferenças?

Há alguns anos, um debate tem acalorado os comentários e postagens nas redes sociais, esquentado o clima nas instâncias políticas, provocado discursos e discussões descabidas e desagradáveis em vários lugares onde pessoas se encontram.

E, aonde deveria haver confraternização, empatia, tolerância e diálogo, há desacordos gritantes, ofensas, insultos e até violência física.O tema: sobre a incorporação ou não da ideia/conceito "ideologia de gênero" no seio da sociedade, em instituições como  a escola, por exemplo. 

                             
Defesas e ataques ao conceito de ideologia de Gênero                     
       

Defensores e opositores do fato têm se estranhado por aí. O que é lamentável concluir que não sejamos capazes, em pleno século XXI, de trazer à tona uma questão, sem desejarmos pular no pescoço um do outro.

Porque pensamos diferente sobre um mesmo tema,  não conseguimos discutir, discernir, compreender, tolerar, ponderar, racionalizar, e tentar chegar a um consenso,  a um acordo. A Ideologia de Gênero tem provocado divergências gigantes.



Todos queremos apenas ter razão,  e com a nossa poderosa razão tentamos apunhalar nosso interlocutor, que naturalmente vira nosso adversário, a quem queremos derrotar custe o que custar. 

Esquecemos - em uma fração de segundos - que o mundo é plural, diverso e diferente, que temos o direito de termos nossas condutas e princípios, mas o outro também tem o mesmo direito igualmente.  Qual é o detentor completo da razão?

Quem detém a sabedoria verdadeira?

Aqui na internet ou em inúmeras situações/espaços da vida real, os discursos, ora sustentam a necessidade de legitimidade de que os corpos têm várias sexualidades e a partir dessa premissa, a sociedade tem que se adequar às novas concepções sexuais identitárias; ora reafirmam e querem assegurar que nenhuma outra concepção da sexualidade além da heterossexualidade, seja a legítima aceitável. Para horror de ambas as partes que sentem-se excludentes mutuamente. 

Na briga pelo controle e detenção da sabedoria plena - radicalmente defendida e abarcada - todos saem perdendo. Imperativo sim é saber que ambos os lados da questão da ideologia de gênero têm o direito de decidir sobre suas práticas, escolhas e controle sobre seus próprios corpos e diretrizes de vida. 

Apontamos dedos e definimos o "certo e errado" do outro, sem encontrar um termo no qual o respeito integral seja assegurado sem represálias. Um sonho que parece ainda muito distante, a unidade (ou união) na diversidade.

                             
Como lidar com o meu direito de pensar diferente?

Alguns argumentam que o problema real está em levar para o âmago escolar, principalmente no que diz respeito aos educandos de educação infantil e ensino fundamental. 

Afirmam  que a imaturidade das crianças para entender tais dimensões de aprendizado de gênero/sexual não fariam nenhum bem (pois implica que aprenderiam como uma meta curricular) , ao contrário, só as confundiriam ou doutrinariam a acatar posturas que ainda não são para a idade.

Nesta mesma argumentação e aliados ao fator religioso - a religião de cada família, das mães e pais destas crianças - insistem em que esta é uma concepção familiar, para a família resolver ou orientar, não a escola, professores e currículo. 

Dirigentes de grupos de proteção aos direitos das famílias e grupos cristãos, são os que mais tomam à frente da oposição, participam de palestras, nas próprias igrejas, nas escolas ou mesmo nas câmaras legislativas onde o tema é debatido.

                             


Houve avanços na luta pelo direito à diversidade?

Na outra ponta da polêmica, grupos ligados aos movimentos de direitos humanos, movimentos LGBT, Ongs, grupos de estudantes e professores, dentre outros, alegam a importância da inclusão  destas categorias de estudo  (a ideologia de gênero).

Segundo  eles, haveria não só de entendimento da diversidade sexual e de gênero, como também será capaz de  fomentar a pacificação nas escolas, entre os alunos e professores, e alunos e seus pares, tendo em vista a quantidade de casos de preconceito, bullying e homofobia no ambiente escolar, muitos deles terminados em ações violentas ou de extrema violência.
                                      


Para os estudiosos envolvidos nos estudos de gênero e sexualidade , a introdução da educação sexual nas escolas, desde a educação infantil (até 7 anos) e ensino fundamental (entre 7 e 13/14 anos) , não só para estudantes do ensino médio (maiores, geralmente a partir dos 15 anos).

Defendem que é imprescindível criar uma cultura de não violência, que combata a discriminação (violências de gênero, violência contra a mulher, violência homo, lesbo e transfóbica). Justificam para tanto, a introdução da disciplina e seus termos nos parâmetros curriculares do MEC, que asseguraria a implementação dos mesmos na grade curricular de todas as escolas.


Os desentendimentos estão longe de acabar sobre essa polêmica da ideologia de gênero. Cada lobby, manifestante, grupo ou associação, brigam ferozmente por seus pontos de vista, agarram-se às suas perspectivas como se fossem escudos para auto-defesa na peleja sem fim. 

Ambos os lados tiveram suas vitórias e derrotas, digamos assim. Como se não fosse o "ideal" a paz, a conciliação, a trégua. Não sabemos ainda qual caminho viabilizará o entendimento, quais parâmetros assegurarão o equilíbrio.


 Ambos os lados precisam ser ouvidos, ambos precisam dar visibilidade às suas interpretações, ambos precisam recorrer ao esforço de ouvir o outro, ambos precisam defender seus ângulos da questão e não serem desrespeitados por isso. Estamos vendo aonde a intolerância tem nos levado pelo mundo afora, é incrível que não tenhamos medo disso. Radicalismos deveriam nos assustar. O interesse mútuo deveria ser pela resolução pacífica dos conflitos.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

República Brasileira ...É República mesmo ?

                                                               

Comemora-se o feriado do dia da República hoje, 15 de novembro. Segundo alguns dos dicionários consultados, República significa: 1- Governo do interesse de todos; 2-  "Coisa do povo" vindo do latim; 4- Forma de governo na qual o povo exerce sua soberania por intermédio de seus representantes, nos poderes Executivos, Legislativo e Judiciário, outros similares. Em síntese, um governo republicano por assim dizer, seria aquele que enfatiza (prioriza, prefere, opta, privilegia ) o interesse da comunidade (cidadãos, sociedade, povo, população) em oposição (divergência, incompatibilidade, contraste) aos interesses privados.Teoricamente, tudo muito claro. Mas a idealizada "jovem" senhora de 128 anos, claramente afastou-se tristemente de seus conceitos básicos.



Como ajudaríamos nossa distinta pátria mãe a retomar seu rumo, a voltar ao prumo? Que presente daríamos à República Brasileira hoje ao comemorar 128 anos? Certamente alguns milhões embalariam num imenso pacote, Ética. Outros milhões, com certeza presenteariam com Honestidade, em papel bem brilhante. Mais outras centenas de milhares dariam um cartão-presente de Honradez, mais milhões, inevitavelmente ofereceriam Probidade. Tantos mais centenas de milhares num mesmo pacote, Justiça e Equidade , embaladas com fitas de cetim, e por aí vai, uma lista ininterrupta de presentes altamente necessários, urgentes e relevantes. Provavelmente, o presente mais pedido ao "papai-noel" deste ano, seja um país que ande nos eixos republicanos, no qual servir ao povo seja o centro de interesse dos que o governam.
                                                

O desrespeito, desleixo e desinteresse pela coisa pública, perpassa um Brasil calejado pela corrupção sistêmica - deprimente - com a qual nos deparamos, alastrando-se de uma ponta a outra da extensão territorial e em  instituições "tradicionais/respeitosas" que tínhamos como exemplos ilibados de funcionamento e funcionalismo público. Com a economia morna, num banho -maria de índices pífios e estabilidade duvidosa, espremendo mais uma vez uma minoria rica no topo da pirâmide da distribuição de renda, super abastados e privilegiados, dando as costas para a base da pirâmide, larga e pobre, desassistida, desrespeitada e desesperançosa. "O homem é o lobo do homem."                                                                                  




Poderíamos dizer que ficamos à mercê da implosão institucional grotesca na qual damos de cara quase diariamente em nosso cotidiano como pertencentes à sociedade brasileira. No entanto, nos indignamos e ficamos estupefatos porque sabemos que não tomamos parte das pantomimas de negociatas dos quais nossos representantes - escolhidos por nós - são artífices dignos de prêmios. Enquanto quase 60% de nós nos viramos com até pouco mais de dois mil reais para sustentar uma família, encontra-se do lado extraordinariamente oposto, cerca de 50 milhões, em espécie, dentro de um único imóvel. A dificuldade em absorver os números e o fato, praticamente nos deixa catatônicos ou nos transforma em bipolares em uma só tacada: ou nos odiamos por nossas escolhas, ou odiamos os personagens principais dos feitos astronômicos/numéricos/financeiros, ou imergimos numa apatia generalizada de desgosto.

 
                                         
                                  Vamos lá tentar entender o que vamos comemorar hoje.




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[15:28, 15/11/2017] +55 71 8165-0486: http://leouve.com.br/o-7-de-setembro-mais-triste-da-minha-historia/ ; http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/m%C3%A1rcio-coimbra/corrup%C3%A7%C3%A3o-sist%C3%AAmica-1.1461737 ; https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2017/05/16/avaliacao-da-distribuicao-de-renda-pessoal-atraves-das-dirpf-2016-ac-201





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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Eleições Novembro 2018

Daqui a um ano já estaremos com novo governante no país.Não importa o partido vencedor, o maior representante brasileiro já terá sido escolhido. Chegamos à contagem regressiva em relação ao necessário preparo que teremos que ter, a fim de escolher bem o futuro eleito da maior instância representativa. Preparados ou não, aí vamos nós!Agora é torcer que alarguemos nossas perspectivas sobre o entendimento da política. Se precisamos de reformas (previdenciária, trabalhista, ou seja o que for), quais seriam e em que termos, temos que saber. Quais as prioridades políticas na grande agenda brasileira que devem ser contempladas? Quem melhor representaria estes interesses? Nós  consertaremos o estrago feito priorizando em instituições, que pretendemos idôneas, não em pessoas (embora importantes). Em essência, a política diz respeito ao bem público, portanto, cabe a nós cuidar do corpo político.
                                                


Erramos, consertemos.Nos equivocamos? Mudemos tudo, façamos reparos. Nós decidimos o que nos afetará, por isso devemos olhar além-partido, é preciso ver aquilo que se avizinha, que está por vir, não a sombra nefasta do que foi produzido com os erros de nossas escolhas (como a proliferação multifacetada de partidos em suas afiliações). Uma estratégia para não haver mais enganos relacionados a paixões  partidárias, é ver o quanto os partidos estão desmoronando, esfacelando-se, cada vez mais fragmentados, em crise, que muitos estão chamando de crise de representação partidária. Pensar adiante para pensar bem. Precismos estar dispostos a abrir mão da fé ideológica pura e simplesmente, em vista de um bem maior, que abarque todos, não apenas um grupo - tal ou tal partido. Por isso a emergência de uma proposta de reforma política bem azeitada, sabiamente costurada, cautelosa e pondenrada que passe ao largo das dissoluções e reinvenções hoje vistas. 



Precisamos, como nação, de uma vitamina (com o perdão da metáfora). Vitamina de ética, de consenso, de moral, de ordem, de compromisso, de justiça, de probidade. Somos o leite que vai homogenizar a vitamina. As frutas soltas, liquidificadas, não se tornam uma vitamina, se torna um suco de frutas, mas estamos fracos, precisamos de uma vitamina. Temos que ter "fresco" na consciência , nossa importância como eleitores. O que importa no dia da eleição, não é a batucada feita em seguida, pelas casas e ruas, mas será a boa ou a má escolha que fizemos nas urnas.Batucadas não resolvem conflitos, uma boa política resolve. Também não organizam leis, normas ou regras de conduta, a política faz isso. Independe de uma boa batucada o aumento ou não de impostos, o controle dos gastos públicos, a correta distribuição dos recursos, a extirpação da corrupção, Mas depende da política que existe, e para haver esta política, somos nós que a faremos acontecer, existir.


Necessitamos de representação, não há como negar. No entanto, precisamos estar ali, representados. Nossa vida nas cidades é pública, os interesses são de todos, não de uma minoria, embora cada minoria precisa ter representatividade. O presidente da república governará para todos brasileiros, os brasileiros de todos os brasis. Com essa ideia mentalizada, devemos partir para a poupança, cujo saldo retiraremos daqui a um ano. Como a boa e velha poupança, que só dá lucro se ficar guardada um certo tempo, pensemos em fazer nossa poupança cívica, guardando dentro de nós, análises, comparações, resultados, desempenhos, observação cuidadosa das gestões, dos programas divulgados, dos históricos, etc, à parte de qualquer que seja o partido na disputa eleitoral. Ao fim de um ano saberemos o que devemos fazer para o bem público, para a comunidade de brasileiros e brasileiras que sofrerão as consequências da opção feita.

                                                    


Uma importante ferramenta se faz necessária agora: o dicionário. De posse dele, precisamos conhecer profundamente estas palavras: analisar, discernir, entender, apurar, problematizar, criticar. Vamos precisar destes conhecimentos para efetivar nosso voto. A política é sim um instrumento de transformação da sociedade, só vamos transformar o que estamos insatisfeitos se o instrumento que temos a mão, - aquele que delega poder - o voto, for bem usado. Daí em diante é que teremos e veremos a eficácia ou contra-produção no governo instituído. 

                                                


Nossa preocupação não deve se ater apenas à questão da ética, embora de essencial importância. Parta do princípio de que, naturalmente, já deveríamos ser éticos em essência.O passado "limpo" conta, a eficiência administrativa também, a capacidade de servir ardentemente o povo, compreender e acatar as demandas sociais, estar acessível às mudanças na sociedade para agir de forma a contemplar os novos interesses que surgem, dentre tantas outras qualidades. Quem está naquele prédio, que abriga cerca de 25 mil pessoas, representa os 207 milhões de cidadãos brasileiros dos 8 milhões e 516 mil quilômetros quadrados de território.Simples assim. Portanto, tomemos posse do que nos pertence ao fim e ao cabo. Façamos do ato político de eleger uma representação, um valor, um bem, tão importante quanto outros que damos valor (que provavelmente, inclusive, não deve ser  tão relevante quanto).Em síntese, um cidadão apolítico acaba com o pais, não os seus governantes. 

                                                


Sim, queiramos ou não, gostemos ou não, satisfeitos ou não, somos animais políticos de fato. Temos que nos cansar de sermos  "desassistidos", de nos portar como consumidores vorazes ao invés de cidadãos conscientes, de ver a política com desdém porque nos indignamos com os rumos que tomou nas mãos erradas.O mais viável a perceber com o propósito de acertar o rumo do Brasil de volta, é sobre a crucial importância de votar bem, pois é no âmago político que a política se resolve, não fora  dela, na apatia do desgosto. Para mudar para algo melhor é imprescindível o voto, deixarmos de acreditar em um "salvador da pátria" e nos conscientizarmos de que o que precisamos são de "salvadorES da pátria". 

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