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sábado, 24 de março de 2018

Dia da Mulher - Poucas Conquistas e Perda de Marielle Franco

Perdemos Marilelle ... Milhares de mulheres certamente ficaram ressentidas, desmotivadas ou indiferentes com o fato de que, mais uma vez a sociedade "comercial" supostamente comemorou o "Dia da Mulher " divulgado na mídia em doses espetaculares e sensacionalistas, no último dia 08 de março. Mas não havia nada a comemorar, logo depois, perdemos Marielle Franco.


Qual foi o Saldo Positivo em março, se Marielle Franco Morreu?


No entanto, a maior parte das mulheres, ao chegar em casa (para as que trabalham fora ou estudam), se depararam com uma pilha de louça para lavar, roupas para tirar do varal/dobrar ou sujas para tirar da cesta/pôr na máquina, preparar e servir jantar , dar geral de arrumação, (tudo para fazer antes de dormir),  etc. Ou seja, além de oprimidas pelo sistema, estamos exaustas com nossas lutas - pessoais e sociais.


Militante política brasileira morta brutalmente
Nesse sentido, consumamos nosso fracasso como cidadãos - inseridos numa pretensa democracia - aptas a comemorar o fiasco e falácia desse tal "Dia da Mulher.

Foi o mais fracassado Dia da Mulher dos últimos tempos no Brasil, pode-se dizer. Perdemos Marielle Franco, com M de mulher, de militante, de mãe.

Uma militante política feminista e dos direitos humanos que foi absurdamente assassinada, para horror de milhares de brasileiros que acompanhavam e /ou apoiavam suas lutas.   

Dia da Mulher - Para Quê? Pelo Quê? Para Quem? Por Quê?


De qual Dia da Mulher  falamos realmente? Certamente constatamos que nada mudou, todos os lugares foram distribuídos e o nosso continua quase intacto e estático, desde que nos conhecemos como gente, é o que pensamos. Dia da Mulher de Araque.

Nossas famílias nos atribuem um papel, as religiões nos colocam quietas nos "nossos lugares" a dizer amém, e nossos companheiros ( ai daquelas que têm companheira) praticamente ignoram o respeito que merecemos na relação, no casamento, na vida como um todo. 

Nós, com toda certeza, nos sentimos sós e vemos e comprovamos isso principalmente quando são divulgados os mais tristes casos de perdas fatais de mulheres (como a recente  perda de Marielle Franco) que anualmente pipocam em telonas, telinhas, nas hastags e os resistentes impressos. 



Num país de alto feminicídio, o que comemorar no Dia da Mulher?

As batalhas e lutas cruas do cotidiano  ainda são arduamente travadas pela grande maioria,tanto pelo fato das conjunturas (e estruturas) econômicas, políticas e sociais brasileiras serem por si só bastante difíceis e pesarem sobre cada cidadão. Nada a comemorar no Dia da Mulher.

 E também pela parte humana e pessoal, essa que deveria nos elevar, diferenciar, enobrecer e no entanto vamos inacreditavelmente - cada vez mais - na contra-mão delas, mostramos o pior de nós mesmos. A cada duas horas morre fatalmente uma mulher no Brasil. É mais uma  comprovação do feminicídio brasileiro.

Brasil recebe críticas pela morte de Marielle Franco

O Brasil foi criticado duramente lá fora, entidades nacionais e internacionais ligadas aos direitos humanos (causa pela qual Marielle também lutava), revelaram intensas críticas sobre o fato, a repercussão, as responsabilidades cabíveis, enfim, ao pesadelo homicida que paira sobre esse país.

Ao completar uma semana da ocorrência da fatalidade,  pouco se avançou desde então

"São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no seu coração." Na canção de Tom Jobim, tudo muito lindo, na vida real, nem um pouco. Nenhuma promessa de vida, só de morte, de dor e retrocesso democrático.

A democracia, o maior legado da humanidade, tem sido bombardeada incansavelmente em solo brasileiro, somos cidadãos nauseabundos.

Democracia brasileira ferida pela violência


Nauseabundo, nos dicionários que temos, geralmente trazem dois principais significados: adjetivo, 1- que causa náuseas; nauseante; nauseoso, e 2- que provoca asco, repugnante, asqueroso. 

Estamos nauseantes pelos acontecimentos fatídicos que tem nos assombrado, não só pelo caso Marielle Franco, mas tantos outros que trazem em seu bojo a repugnante faceta da democracia que míngua gradativamente a cada um destas perdas injustas.

veja mais em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/19/politica/1521481656_961928.html ; http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/violencia/violencias/feminicidio/


domingo, 28 de janeiro de 2018

Política ou Politicagem ? Os Rumos da Democracia Brasileira


O Que o Rei Momo Tem a Ver Com Isso?

Não haverá eleição para Rei Momo em Salvador, capital do Estado da Bahia, na maior festa popular de rua do Brasil, este ano de 2018. Curiosamente e infelizmente, "bateu" uma leve sensação de futura metáfora para a próxima eleição presidencial que brevemente baterá à porta de nossa política

O medo de uma patética comparação: - Momo, personagem da mitologia grega, representava o deus da ironia e do sarcasmo. Que esse espírito não seja o que irá nos rondar de agora em diante até o dia das eleições, personalização da politicagem. Pior ainda, que não seja a característica principal daquele que ocupará a cadeira presidencial em nosso país, para debochar de todos nós.

Que não sejamos os foliões em transe quase hipnótico, tragados para a festa de Momo em meio à multidão semi-desorientada e que não liga a mínima para isso. Com a democracia brasileira, com os rumos do nosso país, queremos e deveríamos sim estar absolutamente atentos, focados e diligentes, antes que nos chegue uma quarta-feira de cinzas patriótica.











Existe uma melhor opção política no momento?

Precisamos escolher de qual multidão queremos fazer parte, dos absortos ou dos centrados. Ainda que tenha toda a parafernália partidária a minimizar a importância e a essência da democracia, ela e só ela, é a personagem mais importante deste cenário. Longe de momos, campanhas, palanques, folias e urnas, que o destaque seja a senhora jovem,  - mas com desejo de ser madura, a democracia brasileira. 


E para termos democracia, precisamos da política, não de politicagemA Democracia colocada em "humilde" análise aqui, é  aquela que nos representa como cidadãos, como povo, a democracia representativa.  

Politicagem, tristemente,  que é o que se tem feito de ambos os lados no Brasil, por parte do governo e da oposição. Que não sejamos mais marionetes de partidos políticos de qualquer ideologia. 



Os partidos cada vez mais se distanciam do eleitorado, afastando-se por conseguinte da representação ao qual tinham o sentido de existir. Recebem verbas gigantescas, horários gratuitos em tevês, caríssimas consultorias de merchandising político, etc, tornando-se quase "imortais" dado ao tamanho agigantado que apresentam. E onde ficamos nós, pobres mortais eleitores? Cadê nossa autêntica representação?




Política ou Politicagem?

Crermos que ainda podemos ter um regime político em que verdadeiramente sejam os autênticos representantes do povo aqueles que porão em prática as decisões e escolhas populares.

Não para garantir  um "governo do povo, pelo povo e para o povo" (citação do presidente norte americano Abrahan Lincoln dos primórdios da democracia norte-americana),  quase uma ditadura da maioria. 

Mas um governo amplamente mais responsável, transparente, e para toda a população -  sendo o conjunto de todos os cidadãos do país. Todos. Nem só o povo, nem só os "poderosos", como tem sido favorável a estes últimos desde sempre. Dar enfim um verdadeiro rumo político autêntico à democracia brasileira.


O que nós sabemos sobre democracia representativa?

Como quase tudo na vida, a política faz parte da constituição nacional e consequentemente das demais divisões nele existente, - estados e municípios - fazemos  parte da construção do que ocorre (em cada etapa) na administração destas entidades, através do voto, do pagamento de impostos , entre outros meios.



Todas as unidades da Federação estão sujeitas a leis, decretos, diretrizes, regras, estatutos, etc, conforme estabelecido em nossa Carta Magna, nossa Constituição. E os três níveis do governo devem ao povo a administração destas unidades da maneira mais correta, eficiente, clara (transparente - , devemos estar cientes de todas as decisões e resultados); ética, razoável e impessoal (sempre, em qualquer circunstância deve-se ser visar o bem comum).

É preciso ter uma "consciência política"  para cuidar do que é nosso, como zelamos por pormenores em casa. Atitude que deve ser a mesma em relação ao Brasil, pois na verdade, estamos sujeitos à política e fazemos política o tempo todo.

Em quase todos os aspectos da vida do cidadão perpassa o resultado das medidas políticas existentes, e estas precisam deixar de ser sectárias e injustas. Os serviços públicos que temos são resultado do sistema político vigente (excludente e tendencioso). Não podemos dar as costas a isso e deixar que a política vire politicagem nas mãos erradas.


O que um eleitor pode fazer para ajudar o seu país?


Sim, temos, historicamente, uma formação de poder político/econômico e social distorcido, centrado na manutenção do poder econômico, que criou, fomentou, e cristalizou um Estado por assim dizer,  quase "prestador de serviço" às classes ricas - dominantes economicamente - que usaram e abusaram deste trono simbólico em que foram colocados. Estamos fartos disso há muito tempo. Todas as distorções injustas têm de ser reparadas.



Dentre as atitudes a tomar está a de tornar as instituições do Estado fortes o suficientes para serem protegidas de golpes, corrupção, falácias,  abusos de toda sorte que são cometidos com o véu da impunidade ao usar a máquina pública ao bel prazer de cada um. 

Bem como destravar a burocracia eleitoreira oportunista, que trata o eleitor como uma alma penada qualquer à mercê de campanhas cínicas.

Paremos com a perpetuação do poder na política partidária, na economia, na publicidade, na cultura, na sociedade. 

Nos tornemos mais fortes como cidadãos, menos apegados à pessoas falíveis (que se aproveitam de máquinas administrativas frágeis) e mais centrados e focados em ideias, estratégias, ações e resultados. O poder, se existir, deve ser para todos. E o único meio de garantir isso é tornar o governo "cego" e servil à política de um Estado, forte, democrático e imparcial.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Gordofobia - O Que é Isso? Somos gordofóbicos ou não?

Somos gordofóbicos, ou seja, aqueles que praticam gordofobia. 

Sim , nós já insultamos, sim, ofendemos, sim, fomos abusivos, sim, não toleramos, sim não compreendemos, sim, também repudiamos, sim, não  apoiamos, sim, nos intrometemos. Sim, temos que fazer um mea culpa, porque sim, falhamos. apelidamos, apontamos o dedo, cochichamos, fofocamos, falamos mal, criticamos, ridicularizamos, por fim, julgamos. 

Quem não? Atire a primeira pedra. Um policiamento cruel e desmesurado. Mas hoje vem Iza, abalar e sacudir as estruturas que nós criamos e diz, ou melhor,  mostra e dá um tapa em nossa cara: "O meu corpo te incomoda, sinto muito o azar é seu!"

A gordofobia como prática de preconceito está sob a mira de feministas, defensores dos direitos humanos e qualquer pessoa que respeita a outra no direito que ela tem de ser o que quiser.


O filósofo Michel Foucault nos alertou em sua obra a questão do exercício do Poder sobre o corpo ("instituições" com certo poder que controlariam nosso corpo). A mídia, o governo, a escola, a família, a medicina, os desportos, a indústria farmacêutica,  enfim, em todas as instâncias do cotidiano - delineiam os aspectos, as concepções, ao fim e ao cabo, as interpretações sobre o corpo. 

Decidem sobre um "padrão" (no caso analisado, as nuances dentro da gordofobbia) e temos que nos encaixar como quase uma lei. E também há o lucro, o que se ganha com a perseguição do outro com o pretexto de um ideal de beleza (do corpo).

Academias, indústrias de uma maneira em geral, com venda de roupas, revistas, remédios, dvd´s, etc, pressionam, pressionam, apertam o cerco do estereótipo: seja magro, seja fitness, seja slim, esteja no "padrão", não saia da linha, não coma isto, não faça aquilo.
                                      
O "gordo", a "baleia", o "elefante"

Somos Gordofóbicos?

A desconstrução do modelo padrão de beleza ideal tem alcançado gradativamente alguma visibilidade. Embora haja muito chão para percorrer ainda, pontuais atitudes, pequenos espaços foram conquistados aqui e ali. 

Seja lá qual apelido desrespeitoso e humilhante já lançamos, verbalmente ou mentalmente, vem sido catapultado para o lixo da humanidade. E como há imundícies vis, que lançamos como flechas ardilosas, todos os dias para nossos semelhantes, como gordofóbicos que somos.

O termo "gordofobia" é tão infeliz quanto todos os outros. Mas, como temos mania de nomear impulsivamente sem refletir sobre o que há por trás das palavras, foi a ideia estapafúrdia que tivemos. Vá entender o ser humano.

                               
Somos Gordofóbicos?

Um dos personagens do cinema mudo mais divertido foi o "gordo" da dupla "O Gordo e o Magro" (Stan e Laurel ), Jô Soares - gordo assumidíssimo, encantou os brasileiros durante dezenas de anos como comediante e apresentador de programas. 

Nós gostamos de ambos por serem quem são, engraçados, divertidos e certamente não lembramos do quanto são "gordos" enquanto rimos. A gordofobia não passa por nossa cabeça quando interagimos com o outro sem defesas ou pré-conceitos.

Quando agimos naturalmente, libertos da ação do julgamento e acolhemos o outro pelo que ele é, pessoa humana, tal e tal, não sentimos desconforto com sua presença, tampouco repulsa, nem percebemos os padrões impostos.

SomosGordofóbicos?

 "Ah! E a questão da saúde!"??

Sim, com certeza preocupar-se com a vitalidade do nosso corpo é vital (com o perdão da redundância) mas não seríamos todos, gordos ou magros, os de fora ou de dentro do "padrão ideal" responsáveis pelos cuidados com o desempenho físico, com a saúde? 


Somos Gordofóbicos?Nestas imagens, todas as duas garotas praticam maus hábitos alimentares. Não é salutar nem para uma, nem para a outra ingerir tantas calorias, gorduras e açúcares de uma só vez. As controvérsias tem crescido na área médica quanto a este tema. 

Não é 100% garantido que magros estejam bem e gordos, ah!... coitados! Não, doença e males corporais acontecem para uns e para outros, ambos devem se cuidar em igual medida.            
Somos Gordofóbicos
É recomendado analisar e pesquisar o histórico médico e o perfil do paciente a fundo para só depois tirar conclusões sobre o quanto este 'gordo" ou quele "magro" tem a robustez adequada para ter qualidade de vida.
Pré julgamento não vai assegurar esta intenção. 

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Padrões, padrões impostos, quem é mais bonita do que eu?

Somos Gordofóbicos?O panorama da "gordofobia" que vemos, incorre no erro, tanto do julgamento precipitado,  quanto na primordial questão de que, ora, cada um decide como quer viver e não somos nós quem determinaremos como o outro deve agir com seu corpo. 
Se eu quero (aceito) meu corpo com tal peso e aparência, problema meu (as consequências sobre tal decisão são minhas). Eu tenho poder sobre meu corpo, não você (seja indivíduo, seja instituição).

Um indivíduo "gordo" é empoderado do seu corpo?

Empoderar-se é a ação de apropriar-se de si mesmo. E, para nós, gordofóbicos de plantão como um todo, que cresceram e também apelidaram os magros ("você é magra de ruim"), chegam as "gordas de boa".

As "gordas de boa" tomam posse de suas próprias vidas, de suas concepções como mulher no mundo, constroem suas trajetórias a despeito de todo preconceito, discriminação e desqualificação em massa que existe no seio da sociedade - a tal gordofobia

Buscam e encontram primeiro, aceitação de si mesmas, depois aceitam-se para o outro (e não se preocupam nem um pouco com a opinião deste), se auto compreendem com valor do jeito que são. Traçam daí a construção do mundo sob a perspectiva de si, não dos outros, não baseada no que a coletividade determina. Somos mais que nossa aparência física.

                                       

Tem lugar para o gordo no mundo?

A demanda crescente de auto-afirmação tem incorporado algumas mudanças, talvez ainda muito pontuais, mas que já causam certa repercussão. Na área do entretenimento vimos há poucos anos o filme "Preciosa", que narra as desventuras sofridas pela personagem principal que é obesa, negra e pobre.

A internet tem catapultado o protagonismo de mulheres (e homens também) que criam canais de vídeos, sites e blogs, redes sociais em geral, para discorrer sobre seu empoderamento.

Somos Gordofóicos?Em algumas cidades já é realizado concursos da mais bela "gordinha", marcas de roupas - inclusive gigantes do varejo lojista - já  têm em seus catálogos opções números de vestimentas acima do 46, atrizes e apresentadores de tevê conseguem papeis e oportunidades de trabalho, dentre outras incipientes vitórias.
No entanto, inúmeras barreiras ainda precisam ser vencidas. Por trás da segurança e visibilidade de hoje, houve muito sofrimento antes, e solidão, depressão, bullying, abuso familiar, etc, ontem, antes.     

             Somos Gordofóbicos?

 Lei Maria da Penha e a Onu

A fim de assegurar a integridade física, psicológica, mental das mulheres vítimas de violência (os muitos tipos que existem - para tratar em outro artigo), foi criada a Lei Maria da Penha. 

Esta lei estabelece padrões rigorosos para coibir os abusos sofridos e punir os agressores que  humilham, machucam, ofendem, ridicularizam, oprimem, as mulheres de uma maneira ampla, inclusive as "gordas" que, exatamente pelas características dessa alcunha, são abusadas.

A ONU Mulheres e o Pacto Global lançou um programa Princípios de Empoderamento das Mulheres que segundo a nota da divulgação: "São um conjunto de considerações que ajudam a comunidade empresarial a incorporarem seus negócios valores e práticas que visem a equidade de gênero e o empoderamento das mulheres." 

Somos Gordofóbicos?

Por que meu tamanho incomoda tanto?

Os corpos das pessoas não são um atestado de qualidade de vida segundo seus tamanhos. Há pessoas saudáveis "gordas" e pessoas doentes magras, como existe o contrário, A diversidade de diferentes corpos no mundo já nos impõe uma abertura à diferença, a olhar as pessoas, não os seus corpos.

Da intolerância  surge uma quantidade inumerável de bulímicos, anoréxicos, depressivos, suicidas, infelizes enfim. O convívio social fica inviável se não nos dispormos à compreensão da variedade corporal. Gordofobia é sinônimo de intolerância a esta variedade.

Somos Gordofóbicos?
Eu não sou meus dedos mínimos tortos, ele não é a cicatriz do acidente, ela não é a cor de sua ´pele, eles não são a surdez ou a cegueira, não sou minha ansiedade,etc. Nada disso nos representa ou diz quem somos como seres humanos.

Esquecemos rapidamente o que reside na seletividade de corpos como "bons ou maus", por exemplo, daquele juiz e tirano nazista que julgou judeus e outros tantos "tipos" de pessoas como se não tivessem qualidades suficientes para viver.

Pode até não ser ofensivo usar a palavra gordo ou gorda, dizem que depende do contexto e do "jeito de falar", mas se ele ou ela têm um nome, porque não chamar assim?
                                                 

Você poderá se interessar também por outro tema feminino: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/03/perdemos-marilelle-e-estamos.html                             

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

República Brasileira ...É República mesmo ?

                                                               

Comemora-se o feriado do dia da República hoje, 15 de novembro. Segundo alguns dos dicionários consultados, República significa: 1- Governo do interesse de todos; 2-  "Coisa do povo" vindo do latim; 4- Forma de governo na qual o povo exerce sua soberania por intermédio de seus representantes, nos poderes Executivos, Legislativo e Judiciário, outros similares. Em síntese, um governo republicano por assim dizer, seria aquele que enfatiza (prioriza, prefere, opta, privilegia ) o interesse da comunidade (cidadãos, sociedade, povo, população) em oposição (divergência, incompatibilidade, contraste) aos interesses privados.Teoricamente, tudo muito claro. Mas a idealizada "jovem" senhora de 128 anos, claramente afastou-se tristemente de seus conceitos básicos.



Como ajudaríamos nossa distinta pátria mãe a retomar seu rumo, a voltar ao prumo? Que presente daríamos à República Brasileira hoje ao comemorar 128 anos? Certamente alguns milhões embalariam num imenso pacote, Ética. Outros milhões, com certeza presenteariam com Honestidade, em papel bem brilhante. Mais outras centenas de milhares dariam um cartão-presente de Honradez, mais milhões, inevitavelmente ofereceriam Probidade. Tantos mais centenas de milhares num mesmo pacote, Justiça e Equidade , embaladas com fitas de cetim, e por aí vai, uma lista ininterrupta de presentes altamente necessários, urgentes e relevantes. Provavelmente, o presente mais pedido ao "papai-noel" deste ano, seja um país que ande nos eixos republicanos, no qual servir ao povo seja o centro de interesse dos que o governam.
                                                

O desrespeito, desleixo e desinteresse pela coisa pública, perpassa um Brasil calejado pela corrupção sistêmica - deprimente - com a qual nos deparamos, alastrando-se de uma ponta a outra da extensão territorial e em  instituições "tradicionais/respeitosas" que tínhamos como exemplos ilibados de funcionamento e funcionalismo público. Com a economia morna, num banho -maria de índices pífios e estabilidade duvidosa, espremendo mais uma vez uma minoria rica no topo da pirâmide da distribuição de renda, super abastados e privilegiados, dando as costas para a base da pirâmide, larga e pobre, desassistida, desrespeitada e desesperançosa. "O homem é o lobo do homem."                                                                                  




Poderíamos dizer que ficamos à mercê da implosão institucional grotesca na qual damos de cara quase diariamente em nosso cotidiano como pertencentes à sociedade brasileira. No entanto, nos indignamos e ficamos estupefatos porque sabemos que não tomamos parte das pantomimas de negociatas dos quais nossos representantes - escolhidos por nós - são artífices dignos de prêmios. Enquanto quase 60% de nós nos viramos com até pouco mais de dois mil reais para sustentar uma família, encontra-se do lado extraordinariamente oposto, cerca de 50 milhões, em espécie, dentro de um único imóvel. A dificuldade em absorver os números e o fato, praticamente nos deixa catatônicos ou nos transforma em bipolares em uma só tacada: ou nos odiamos por nossas escolhas, ou odiamos os personagens principais dos feitos astronômicos/numéricos/financeiros, ou imergimos numa apatia generalizada de desgosto.

 
                                         
                                  Vamos lá tentar entender o que vamos comemorar hoje.




 Veja mais em:
[15:28, 15/11/2017] +55 71 8165-0486: http://leouve.com.br/o-7-de-setembro-mais-triste-da-minha-historia/ ; http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/m%C3%A1rcio-coimbra/corrup%C3%A7%C3%A3o-sist%C3%AAmica-1.1461737 ; https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2017/05/16/avaliacao-da-distribuicao-de-renda-pessoal-atraves-das-dirpf-2016-ac-201





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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Eleições Novembro 2018

Daqui a um ano já estaremos com novo governante no país.Não importa o partido vencedor, o maior representante brasileiro já terá sido escolhido. Chegamos à contagem regressiva em relação ao necessário preparo que teremos que ter, a fim de escolher bem o futuro eleito da maior instância representativa. Preparados ou não, aí vamos nós!Agora é torcer que alarguemos nossas perspectivas sobre o entendimento da política. Se precisamos de reformas (previdenciária, trabalhista, ou seja o que for), quais seriam e em que termos, temos que saber. Quais as prioridades políticas na grande agenda brasileira que devem ser contempladas? Quem melhor representaria estes interesses? Nós  consertaremos o estrago feito priorizando em instituições, que pretendemos idôneas, não em pessoas (embora importantes). Em essência, a política diz respeito ao bem público, portanto, cabe a nós cuidar do corpo político.
                                                


Erramos, consertemos.Nos equivocamos? Mudemos tudo, façamos reparos. Nós decidimos o que nos afetará, por isso devemos olhar além-partido, é preciso ver aquilo que se avizinha, que está por vir, não a sombra nefasta do que foi produzido com os erros de nossas escolhas (como a proliferação multifacetada de partidos em suas afiliações). Uma estratégia para não haver mais enganos relacionados a paixões  partidárias, é ver o quanto os partidos estão desmoronando, esfacelando-se, cada vez mais fragmentados, em crise, que muitos estão chamando de crise de representação partidária. Pensar adiante para pensar bem. Precismos estar dispostos a abrir mão da fé ideológica pura e simplesmente, em vista de um bem maior, que abarque todos, não apenas um grupo - tal ou tal partido. Por isso a emergência de uma proposta de reforma política bem azeitada, sabiamente costurada, cautelosa e pondenrada que passe ao largo das dissoluções e reinvenções hoje vistas. 



Precisamos, como nação, de uma vitamina (com o perdão da metáfora). Vitamina de ética, de consenso, de moral, de ordem, de compromisso, de justiça, de probidade. Somos o leite que vai homogenizar a vitamina. As frutas soltas, liquidificadas, não se tornam uma vitamina, se torna um suco de frutas, mas estamos fracos, precisamos de uma vitamina. Temos que ter "fresco" na consciência , nossa importância como eleitores. O que importa no dia da eleição, não é a batucada feita em seguida, pelas casas e ruas, mas será a boa ou a má escolha que fizemos nas urnas.Batucadas não resolvem conflitos, uma boa política resolve. Também não organizam leis, normas ou regras de conduta, a política faz isso. Independe de uma boa batucada o aumento ou não de impostos, o controle dos gastos públicos, a correta distribuição dos recursos, a extirpação da corrupção, Mas depende da política que existe, e para haver esta política, somos nós que a faremos acontecer, existir.


Necessitamos de representação, não há como negar. No entanto, precisamos estar ali, representados. Nossa vida nas cidades é pública, os interesses são de todos, não de uma minoria, embora cada minoria precisa ter representatividade. O presidente da república governará para todos brasileiros, os brasileiros de todos os brasis. Com essa ideia mentalizada, devemos partir para a poupança, cujo saldo retiraremos daqui a um ano. Como a boa e velha poupança, que só dá lucro se ficar guardada um certo tempo, pensemos em fazer nossa poupança cívica, guardando dentro de nós, análises, comparações, resultados, desempenhos, observação cuidadosa das gestões, dos programas divulgados, dos históricos, etc, à parte de qualquer que seja o partido na disputa eleitoral. Ao fim de um ano saberemos o que devemos fazer para o bem público, para a comunidade de brasileiros e brasileiras que sofrerão as consequências da opção feita.

                                                    


Uma importante ferramenta se faz necessária agora: o dicionário. De posse dele, precisamos conhecer profundamente estas palavras: analisar, discernir, entender, apurar, problematizar, criticar. Vamos precisar destes conhecimentos para efetivar nosso voto. A política é sim um instrumento de transformação da sociedade, só vamos transformar o que estamos insatisfeitos se o instrumento que temos a mão, - aquele que delega poder - o voto, for bem usado. Daí em diante é que teremos e veremos a eficácia ou contra-produção no governo instituído. 

                                                


Nossa preocupação não deve se ater apenas à questão da ética, embora de essencial importância. Parta do princípio de que, naturalmente, já deveríamos ser éticos em essência.O passado "limpo" conta, a eficiência administrativa também, a capacidade de servir ardentemente o povo, compreender e acatar as demandas sociais, estar acessível às mudanças na sociedade para agir de forma a contemplar os novos interesses que surgem, dentre tantas outras qualidades. Quem está naquele prédio, que abriga cerca de 25 mil pessoas, representa os 207 milhões de cidadãos brasileiros dos 8 milhões e 516 mil quilômetros quadrados de território.Simples assim. Portanto, tomemos posse do que nos pertence ao fim e ao cabo. Façamos do ato político de eleger uma representação, um valor, um bem, tão importante quanto outros que damos valor (que provavelmente, inclusive, não deve ser  tão relevante quanto).Em síntese, um cidadão apolítico acaba com o pais, não os seus governantes. 

                                                


Sim, queiramos ou não, gostemos ou não, satisfeitos ou não, somos animais políticos de fato. Temos que nos cansar de sermos  "desassistidos", de nos portar como consumidores vorazes ao invés de cidadãos conscientes, de ver a política com desdém porque nos indignamos com os rumos que tomou nas mãos erradas.O mais viável a perceber com o propósito de acertar o rumo do Brasil de volta, é sobre a crucial importância de votar bem, pois é no âmago político que a política se resolve, não fora  dela, na apatia do desgosto. Para mudar para algo melhor é imprescindível o voto, deixarmos de acreditar em um "salvador da pátria" e nos conscientizarmos de que o que precisamos são de "salvadorES da pátria". 

                      Veja mais em :http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/crise-de-representacao-partidaria-e-um-problema-historico-c52qr5g4p5pif3xc63jksanv2