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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Violência Contra Crianças - E a Segurança Pública Brasileira?

O Brasil inteiro acompanhou estarrecido as últimas notícias sobre a violência crescente voltada contra algumas crianças do mês de abril até hoje. Nesse período, três crimes chocantes abalaram nossa fé na humanidade, tendo em vista que, os seres mais vulneráveis que temos a obrigação de proteger, as crianças, foram as vítimas de crimes sórdidos, de uma crueldade indefensável. Mas a violência não precisa ser a marca da identidade brasileira.


Violência Policial em Cheque

Dois meninos de 3 e 6 anos, Joaquim e Kauã , em abril, uma menina de 12 anos, Vitória Gabrielly e um adolescente de 14 anos, Marcos Vinicius, estas últimas, mortas agora em junho. Os brasileiros precisaram reunir muitas forças para tentar aproveitar as festas juninas. 



Caso Vitória Gabbrielly de Apenas 12 anosFicamos horrorizados e muito abalados com a indiscutível perversidade humana crescente. Há indícios fortes de envolvimento dos próprios familiares em alguns crimes. 

Não importa. Que a punição seja rigorosa para todos os criminosos envolvidos, que nenhum deslize passe em branco, que toda a apuração resulte em pena máxima àqueles responsáveis por tamanha monstruosidade. 



Segurança Pública Brasileira , Sem  a Qualidade e Eficiência que Precisamos

As famílias brasileiras normalmente contam muito pouco com a segurança pública para proteger sua integridade. A cada crime violento e cruel, principalmente contra inocentes e indefesas crianças, a Segurança Pública brasileira demonstra que está ainda muito longe de ter a qualidade e eficiência da qual nós brasileiros merecemos, afinal, pagamos uma das maiores taxas de impostos no planeta e combater as desigualdades gritantes é um dos focos principais.

Não temos competência suficiente para garantir a inviolabilidade de nossas crianças, pelo que temos visto, através dos noticiários e redes sociais. Desde o absurdo intolerável da morte da vereadora Marielle Franco - que expôs a fragilidade do nosso serviço de proteção à pessoa - a maldita corrupção, e mais uma dezena de falhas,- - como a violência sistêmica, que tem se enraizado na sociedade - quando não, desculpas esfarrapadas sobre a atribuição de culpa pelos crimes.

Caso Adolescente Marcos Vinícius de 14 anos


O menino Marcos Vinícius foi morto por tiros em um suposto embate policial no qual helicópteros disparavam suas armas sobre a população. Que tipo de proteção é essa? Como podemos proteger nossas crianças com ação policial desse tipo? Que presidente vamos eleger que possa nos garantir nossa segurança através das políticas públicas na área? Combater o crime preventivamente e coercitivamente deveria ser uma meta viável e urgente.


Nossa Deficiência em Ver o Que Está Acontecendo Só Não é Pior do Que Não fazer Nada

Será que estamos embotados com máscaras como carnaval, copa do mundo e quatro telenovelas diárias, que nos ajudam a fingir que não vemos e encolhem nossa capacidade de discernimento?  A tal ponto de não ligarmos, negligenciarmos ou sequer reconhecermos a gravidade do problema da Segurança Pública brasileira, deficiente e inapta. Investimos milhões em festas de altos cachês a artistas caros  e mal investimos o básico para a segurança pública - equipamentos, infra estrutura, coordenação, salários, etc. 

É fundamental para efetuar as mudanças necessárias, questionarmos incanssavelmente as políticas para o cidadão que temos, e buscar quebrar as amarras das desigualdades sociais, passarmos a exigir muito mais das autoridades que nos representam no que diz respeito à nossa segurança e à inviolabilidade de nossas crianças, nossa garantia de futuro e nossos verdadeiros bens. 



O Que Podemos fazer Para Diminuir a Violência no Brasil?

Os moradores da favela da Maré onde o menino foi baleado, fizeram um mobilização quando fecharam ruas. Isso é bom, mas não é suficiente. Os colegas, amigos e familiares da menina Gabrielly, lotaram o cemitério onde a menina foi enterrada, comovente, mas não é suficiente. Somos privilegiados por sermos um país jovem e devemos proteger isso.

As redes sociais entraram em pane com as notícias das mortes dos pequenos Kauã e Joaquim de 3 e 6 anos, é um alento, mas não é suficiente. Nada da magnitude do emocional, seja ação ou reação, será suficiente, infelizmente. Colocamos nossa dor para fora, mostramos nossa indignação com o horror dessa banalidade com a vida humana, mas precisamos muito mais do que isso.


Ir além da dor é difícil, mas só as ações efetivas de controle, de cuidado, de prevenção, de política de segurança pública séria, honesta, competente, poderá assegurar os meios de diminuir a violência que avança a passos largos.

Precisamos entender a força que temos nas mãos , sem armas, mas com nossos votos.  E, ao perguntarmos como está a Segurança Pública Brasileira, lembrarmos que nossos representantes políticos têm que responder aos nosso anseios, às nossas necessidades. E acabar de uma vez com as duas polícias que há no Brasil: a polícia dos ricos, que alivia penas, e polícia de pobre, que na ponta oposta, extermina sem razão.

Exceto, claro, quando os cruéis assassinos são pessoas da própria família. Aí, sim, o sofrimento que temos e vemos é indescritível. Não conseguimos medir o tamanho da impotência que nos deparamos para tentar entender e fazer descer pela goela uma monstruosidade dessa magnitude

sábado, 13 de janeiro de 2018

Capitão Fantástico - É Possível Ser Diferente (de Verdade) Num Mundo Que se Diz Diferente?


Capitão Fantástico é um filme fantástico, com o perdão da redundância. Nos inspira, ao nos remeter a uma chuva de questionamentos que porventura podem já ter passado por nossa mente. Devemos seguir ao pé da letra tudo o que nos ensinam em toda nossa vida desde que nascemos? Sem questionar nada? Repetir e repetir numa repetição sem fim?

Basta, para vivermos "bem", assimilarmos as coisas tal qual nos chegam e pronto? Assim estaremos prontos para a vida? Será? O filme nos propõe estas questões o tempo todo: quem somos nós e o que afinal de contas estamos fazendo aqui, qual nosso propósito nessa bendita terra e em nossa vida?

É uma aventura inacreditável e repleta de inúmeros "testes" de superação que a família do ator Viggo Mortensen (da saga "Senhor dos Anéis") - seis filhos - têm de passar segundo sua maneira de criá-los. Mas será essa uma maneira realmente errada? Qual o propósito dele com essa "educação" totalmente diferente?



Crio meus filhos erradamente? Nos perguntamos em certo momento

Quais os valores da atual sociedade que fariam falta se os abandonarmos? Conseguiríamos sobreviver sem a tecnologia? Ou nos mataríamos de tédio? Somos, de fato, criaturas que sabem utilizar as ferramentas dos direitos humanos e das leis a nosso favor?

Entendemos o nosso cotidiano? Conhecemos o que comemos? Ou ingerimos à la fast food sem sequer ter a mínima noção da origem e feitura/fabricação dos alimentos? O que dizemos às crianças? Verdades esclarecedoras ou mentimos e as enganamos o tempo todo?

As crianças têm uma percepção global do que aprendem na escola? Ou são manuseadas e ensimesmadas? Desenvolvemos ou estimulamos o espírito crítico delas? Com certeza?



Mas o que ganhamos ao irmos contra todo nosso sistema de valores e crenças?

Aí nós mesmos temos que nos perguntar, encontrar nossas respostas e nos ajustar às mudanças que queremos ou nos readaptar à nossa maneira na sociedade existente. Uma resposta só que responda e dê solução à todos os problemas sociais (e pessoais, etc), jamais conseguiremos obter. O embate mundo ideal x mundo real é meio que infindável.

No próprio filme vemos que o protagonista revê suas posições sem abrir mão delas afinal. Há uma jeito para tudo por assim dizer, se não formos totalmente intolerantes e inflexíveis, e nos abrirmos às possibilidades que se avizinham, às vezes sem percebermos ou inesperadamente nos surpreendendo.

Revolução não é  (necessariamente) só pegar em armas e criar guerras?

Ben, o pai, instiga seus filhos a serem constantemente questionadores, analisarem ao invés de apenas responder automaticamente - isso é revolução: sair do mecanicismo e da massificação e tornar-se único e pensante, não um mero reprodutor de ideias padronizadas e malbaratadas.


Não conformar-se, não mesmerizar-se, não à roda-viva cantada por Chico Buarque tão sabiamente : " ... A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá ...A gente vai contra a corrente até não poder resistir..."

Quando não compraremos o que nem necessitamos? Quando estaremos satisfeitos com o que temos? Quando vamos controlar nosso destino sem apenas copiar o do vizinho?

Eis que chega "Capitão Fantástico" e sacode a poeira do nosso cansaço e da nossa letargia, da nossa entrega e fraqueza, da nossa quietude e conformidade e nos traz um sopro de renovada energia e vitalidade, nos acorda do cochilo passivo induzido pela introjeção do conformismo às cegas. Aí vem Ben Cash e arranca - docemente e ferozmente - a venda dos nossos olhos.






quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Ideologia de Gênero - O que Fazemos Com as Diferenças?

Há alguns anos, um debate tem acalorado os comentários e postagens nas redes sociais, esquentado o clima nas instâncias políticas, provocado discursos e discussões descabidas e desagradáveis em vários lugares onde pessoas se encontram.

E, aonde deveria haver confraternização, empatia, tolerância e diálogo, há desacordos gritantes, ofensas, insultos e até violência física.O tema: sobre a incorporação ou não da ideia/conceito "ideologia de gênero" no seio da sociedade, em instituições como  a escola, por exemplo. 

                             
Defesas e ataques ao conceito de ideologia de Gênero                     
       

Defensores e opositores do fato têm se estranhado por aí. O que é lamentável concluir que não sejamos capazes, em pleno século XXI, de trazer à tona uma questão, sem desejarmos pular no pescoço um do outro.

Porque pensamos diferente sobre um mesmo tema,  não conseguimos discutir, discernir, compreender, tolerar, ponderar, racionalizar, e tentar chegar a um consenso,  a um acordo. A Ideologia de Gênero tem provocado divergências gigantes.



Todos queremos apenas ter razão,  e com a nossa poderosa razão tentamos apunhalar nosso interlocutor, que naturalmente vira nosso adversário, a quem queremos derrotar custe o que custar. 

Esquecemos - em uma fração de segundos - que o mundo é plural, diverso e diferente, que temos o direito de termos nossas condutas e princípios, mas o outro também tem o mesmo direito igualmente.  Qual é o detentor completo da razão?

Quem detém a sabedoria verdadeira?

Aqui na internet ou em inúmeras situações/espaços da vida real, os discursos, ora sustentam a necessidade de legitimidade de que os corpos têm várias sexualidades e a partir dessa premissa, a sociedade tem que se adequar às novas concepções sexuais identitárias; ora reafirmam e querem assegurar que nenhuma outra concepção da sexualidade além da heterossexualidade, seja a legítima aceitável. Para horror de ambas as partes que sentem-se excludentes mutuamente. 

Na briga pelo controle e detenção da sabedoria plena - radicalmente defendida e abarcada - todos saem perdendo. Imperativo sim é saber que ambos os lados da questão da ideologia de gênero têm o direito de decidir sobre suas práticas, escolhas e controle sobre seus próprios corpos e diretrizes de vida. 

Apontamos dedos e definimos o "certo e errado" do outro, sem encontrar um termo no qual o respeito integral seja assegurado sem represálias. Um sonho que parece ainda muito distante, a unidade (ou união) na diversidade.

                             
Como lidar com o meu direito de pensar diferente?

Alguns argumentam que o problema real está em levar para o âmago escolar, principalmente no que diz respeito aos educandos de educação infantil e ensino fundamental. 

Afirmam  que a imaturidade das crianças para entender tais dimensões de aprendizado de gênero/sexual não fariam nenhum bem (pois implica que aprenderiam como uma meta curricular) , ao contrário, só as confundiriam ou doutrinariam a acatar posturas que ainda não são para a idade.

Nesta mesma argumentação e aliados ao fator religioso - a religião de cada família, das mães e pais destas crianças - insistem em que esta é uma concepção familiar, para a família resolver ou orientar, não a escola, professores e currículo. 

Dirigentes de grupos de proteção aos direitos das famílias e grupos cristãos, são os que mais tomam à frente da oposição, participam de palestras, nas próprias igrejas, nas escolas ou mesmo nas câmaras legislativas onde o tema é debatido.

                             


Houve avanços na luta pelo direito à diversidade?

Na outra ponta da polêmica, grupos ligados aos movimentos de direitos humanos, movimentos LGBT, Ongs, grupos de estudantes e professores, dentre outros, alegam a importância da inclusão  destas categorias de estudo  (a ideologia de gênero).

Segundo  eles, haveria não só de entendimento da diversidade sexual e de gênero, como também será capaz de  fomentar a pacificação nas escolas, entre os alunos e professores, e alunos e seus pares, tendo em vista a quantidade de casos de preconceito, bullying e homofobia no ambiente escolar, muitos deles terminados em ações violentas ou de extrema violência.
                                      


Para os estudiosos envolvidos nos estudos de gênero e sexualidade , a introdução da educação sexual nas escolas, desde a educação infantil (até 7 anos) e ensino fundamental (entre 7 e 13/14 anos) , não só para estudantes do ensino médio (maiores, geralmente a partir dos 15 anos).

Defendem que é imprescindível criar uma cultura de não violência, que combata a discriminação (violências de gênero, violência contra a mulher, violência homo, lesbo e transfóbica). Justificam para tanto, a introdução da disciplina e seus termos nos parâmetros curriculares do MEC, que asseguraria a implementação dos mesmos na grade curricular de todas as escolas.


Os desentendimentos estão longe de acabar sobre essa polêmica da ideologia de gênero. Cada lobby, manifestante, grupo ou associação, brigam ferozmente por seus pontos de vista, agarram-se às suas perspectivas como se fossem escudos para auto-defesa na peleja sem fim. 

Ambos os lados tiveram suas vitórias e derrotas, digamos assim. Como se não fosse o "ideal" a paz, a conciliação, a trégua. Não sabemos ainda qual caminho viabilizará o entendimento, quais parâmetros assegurarão o equilíbrio.


 Ambos os lados precisam ser ouvidos, ambos precisam dar visibilidade às suas interpretações, ambos precisam recorrer ao esforço de ouvir o outro, ambos precisam defender seus ângulos da questão e não serem desrespeitados por isso. Estamos vendo aonde a intolerância tem nos levado pelo mundo afora, é incrível que não tenhamos medo disso. Radicalismos deveriam nos assustar. O interesse mútuo deveria ser pela resolução pacífica dos conflitos.

domingo, 12 de novembro de 2017

Nova Lei Trabalhista - Nova quer dizer melhor?

Entra em Vigor a Nova Lei Trabalhista

Aprovada em julho deste ano, entrou em vigor ontem ( sábado 11/11) a Nova Lei Trabalhista. Essa nova legislação abarca todas as categorias que eram orientadas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que mudou cem artigos da antiga lei. Especialistas em direito do trabalho, juristas, teóricos e economistas, divergem sobre possíveis benefícios ou prejuízos que as novas regras impõem aos trabalhadores. A população acata com desconfiança estas imposições. Em geral, todos temem que direitos duramente conquistados tenham sido perdidos.
                                                         
                                                           
       
No entanto, alguns destes especialistas argumentam que os principais direitos trabalhistas que existiam, continuam em vigor, não tiveram alteração, seguem o que rege a Constituição Federal de 1988. Aqueles que são favoráveis às mudanças, apontam que certas medidas tomadas irão beneficiar os trabalhadores, pois deixaram as futuras negociações entre empregadores e trabalhadores mais flexíveis, permitindo que ambos os lados tenham opções menos rígidas para negociar. Situações conflitantes como em relação às férias.

Dentre as novidades instituídas, estão a incorporação de duas novos grupos de trabalhadores como aqueles que realizam trabalho intermitente, ou seja, aqueles trabalhadores que praticam o serviço por hora ou por jornada trabalhada ( exemplo dos garçons), como também os que prestam serviço em casa, de suas residências, os chamados home office (ou tele-trabalho).

                                               


Lados Conflitantes

De um lado, muitos técnicos trabalhistas asseguram que a reforma não prejudicará o trabalhador, já que pontos principais da CLT foram mantidos e aqueles nos quais houve mudanças só irão facilitar as negociações entre patrões e empregados. Sustentam que as medidas tomadas ajudarão a minimizar a crise já que promoverão a contratação de novos empregados, tendo em vista o menor rigor na exigência do cumprimento da lei.

De outro lado, analistas argumentam que a reforma priorizará a vantagem das empresas sobre a mão de obra do trabalhador, determinando ainda mais suas necessidades em detrimento dos benefícios empregatícios.Sustentam que, por exemplo, jornadas menores significam menores salários. Que a flexibilização só afrouxará os laços do trabalhador com a empresa; que há perda de ganhos em caso de trabalho alicerçado em produtividade do que em jornadas pré-estabelecidas.

                                                       


Mais de 100 Tópicos Mudados                                                                                                                 

As jornadas de trabalho, que antes eram de 40/44 horas semanais passam a ser agora (limite) de 48 horas - 44 mais 4 de horas extras - num regime de 12 (doze) horas seguidas. Outra mudança é que o trabalho temporário, que anteriormente era regimentado em 90 dias (ou três meses), será agora exercido durante 120 dias (ou quatro meses), inclusive sujeito a prorrogação. segundo as análises de quem foi contra a nova lei, isso fará com que se precarize - fragilize - mais as condições acordadas entre as empresas e os empregados. Ou seja, os críticos crêm que tais medidas tornaram mais fácil a dispensa dos funcionários, que seguem sem a regulamentação, ficam sem a proteção da lei, além de precarizar ainda mais a força de trabalho. 

                                              

Outro ponto-chave da nova lei que dificultará ainda mais a aquisição dos direitos trabalhistas segundo os argumentos dos críticos, diz respeito ás regulamentações entre empregados e empregadores, tendo em vista que agora o que é negociado pesa mais que o que é legislado. Nesse sentido, boa parte dos direitos assegurados por lei ficarão à mercê das negociações, catapultando direitos que eram tidos como certos, imexíveis. Além destes, outros pontos entram no prisma das negociações:


Pontos em Destaque:                                                                                                                                

⇨ o tempo do intervalo no meio da jornada (partindo do mínimo de 30 minutos);
⇨ o tempo usado para ida/vinda do local de trabalho;
⇨ parcelamento das férias em até 3 vezes;
⇨ acordo sobre o direito ou não, dos lucros e resultados; 
⇨ plano de cargos e salários;
⇨ convenções e acordos poderão preponderar sobre a legislação ("acordo sobre o legislado");
⇨ empresas e sindicatos poderão negociar condições de trabalho opostas das que estão na lei.
Dentre outros.

Debates e polêmicas acenderão as chamas dos dois lados da reforma, daqueles que são contra e os que são a favor. Resta-nos avaliar e entender melhor como podemos nos proteger e resguardar de abusos, já que as medidas foram tomadas e a reforma passou nos trâmites do Congresso. Se esta reforma assegurará mais privilégios para as empresas ou se ampliarão as possibilidades de trabalho para o trabalhador, salvaguardados os direitos legais. Onde estes permanecem íntegros e onde as mudanças implicarão em perdas, ou mais perdas. Após esta observação minuciosa, temos de levar em conta a proximidade da próxima eleição presidencial e recorrer a um voto mais ponderado, menos impulsivo, mais ajuizado e de acordo com o diagnóstico que fizermos.


Aprofunde mais em: https://www.terra.com.br/economia/reforma-trabalhista-saiba-o-que-muda-e-quais-profissoes-serao-afetadas,e485072979f8074ea0648b5d85bf2fadxctnump1.html; ; https://esquerdaonline.com.br/2016/12/22/entenda-reforma-trabalhista-de-temer/ ; http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/trabalhadores-nao-perdem-direitos-com-a-nova-lei-afirmam-especialistas/  ; http://www.contrafcut.org.br/noticias/contraf-cut-disponibiliza-cartilha-da-reforma-trabalhista-d5a0






segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Redação do Enem - Inclusão das Diferenças


                                                   

A despeito de toda a polêmica suscitada, devemos reconhecer a dimensão fundamental que o tema da redação do Enem alcança quando ocorre sua divulgação. Afinal, são cerca de seis milhões de estudantes que prestam o exame, e portanto, esse mesmo número de pessoas são, de certa forma, "obrigadas " a pensar sobre aquele assunto (atual, de cunho social), durante ao menos, quatros horas seguidas. Fora o destaque e repercussão que decorre quando o resto da população toma conhecimento do conteúdo, geralmente atrelado às questões de direitos humanos ligados às desigualdades. Nos últimos anos chamaram nossa atenção os tópicos da Lei Seca, a publicidade infantil, o movimento imigratório,  a violência contra a mulher e, em 2016, o combate à intolerância religiosa. 
                                        


Este ano, deixando pasmos milhares de professores que tentaram exaustivamente fazer seus alunos se prepararem para a prova de redação (exigente e complexa) do Enem, o tema foi compreendido como difícil, de contexto muito diferente do que esperava-se: Desafios Para a Formação Educacional dos Surdos. Específico dentro das abordagens sociais para educação de minorias, geralmente desconhecido pela grande maioria dos estudantes. 


Embora recentemente colocada como disciplina obrigatória para os cursos de formação de professores (as licenciaturas), bem como a incorporação feita por algumas escolas, que já integraram o ensino da linguagem de sinais na carga horária , como também há uma corrente de educadores com intenção de fazer de Libras uma disciplina obrigatória nas escolas de educação infantil e ensino fundamental. Ainda assim, certamente a inclusão social do surdo não é uma das conversas mais populares nos bate-papos.


                                 

15 milhões de surdos no Brasil                                                                                                                

Segundo as estatísticas oficiais, há em torno de 15 milhões de surdos no Brasil, não é um número pequeno. E que outro tipo de grande visibilidade poderia encontrar essa comunidade no cotidiano?  Certamente nenhuma, diante de uma sociedade cada vez mais excludente, preconceituosa, discriminatória, dura, apática e não empática com as causas humanitárias. Situação a anos-luz do tratamento corriqueiro que naturalmente dispomos aos interesses beneficentes, às necessidades de inclusão da diversidade, cada vez maiores. Interessante o fato de que, finalmente, de alguma maneira, esta pauta seja "forjada", para que, em 25-30 linhas discorra-se sobre isso, e preferencialmente (desejando-se passar na prova) deve-se tratar de maneira respeitosa o objeto da análise em questão, tratando-o como conteúdo de importância social.                                                      
                                                               
Quais os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil?                                                  

Não é mais o futebol, nem o carnaval, nem as celebridades. Ali, naquele momento, uma minoria (!15 milhões?) com parcos direitos e representatividade, ganha uma voz emprestada, é notada, tem visibilidade, recebe, precariamente ou não, a atenção merecida pela sociedade brasileira em larga escala. De excluídos no mercado de trabalho, nos meios de comunicação, nas políticas públicas, pagamos para ver durante algum tempo, alguns daqueles que compõem a base da pirâmide, se destacarem e serem vistos, deixam de ser invisíveis, saem da extrema desimportância para adquirir relevância.



                                 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Enem

Os dois primeiros domingos do mês de novembro serão marcados pela realização do exame Enem 2017, o teste que analisa o desempenho dos estudantes no Brasil. A prova não terá mais o sábado, como era de praxe. Essa mudança foi realizada pelo MEC (Ministério da Educação) após consulta pública  ocorrida no começo de 2017. Outras mudanças também foram instituídas, dentre elas, as principais são: nas provas serão colocadas a  identificação pessoal do participante, seu nome estará na capa dos cadernos; não haverá mais divulgação do ranking das escolas ; o Enem não valerá mais como certificado de Ensino Médio e a prova de redação será feita agora no primeiro dia de provas. O Enem ajuda milhares de estudantes a ingressarem em instituições públicas e particulares de ensino através de programas como o Prouni, Pronatec, Fies e Sisu. Os dois domingos serão agora dia 5 de novembro e o próximo dia 12, o domingo seguinte.


A maioria das alterações anunciadas visaram principalmente assegurar mais segurança ao estudante, bem como com o resultado do exame. Também o Inep - Instituto Nacional de estudos e pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão parceiro do MEC em todas as tomadas de decisões, assegurou que as medidas foram tomadas visando o aperfeiçoamento geral do Enem e que a consulta pública deu maior transparência às decisões tomadas. Veja no link abaixo a relação completa das transformações incluídas no exame, divulgadas pelo próprio ministério:



Portanto, os estudantes agora só precisam dos "toques finais" para prestar o exame, supondo que tenham se preparado no decorrer do ano. Como sempre, o tema da redação é uma grande preocupação, já que há dezenas de temas atualizados para serem dissertados na prova. Alguns dos temas supostos sugeridos pelos sites e videos de preparação para concursos foram: soluções para o debate LGBTfobia; inclusão social dos moradores de rua; soluções para o sistema carcerário brasileiro; ideias de combate a poluição do meio ambiente; depressão e combate ao suicídio; o envelhecimento populacional; avanços da tecnologia na sociedade; mobilidade urbana sustentável; conceito de família no século XXI; crise no sistema hídrico no Brasil; obesidade e saúde; bullying; dentre outros.

Bos sorte a todos os estudantes!



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Finados

O dia de Finados, comemorado no Brasil dia dois de novembro, em sua essência é um feriado religioso para que os fiéis dediquem-se às orações para aqueles entes queridos que faleceram. Mais praticado pela igreja católica, no entanto, boa parte das pessoas já incorporaram a data como um momento simbólico para se dedicar a orações, momentos de silêncio e visitas aos cemitérios nas cidades. Pela tradição católica, os párocos pedem que seus paroquianos celebrem este data, levando flores e velas para os túmulos nos cemitérios, bem como frequentando as celebrações do dia que saltam de apenas uma "missa", para três, devido ao intenso movimento que ocorre. Há pesquisadores que afirmam que a veneração do Finados - como símbolo de respeito aos mortos - surgiu desde o século II, e aos poucos foi se formalizando no seio da igreja até que no século XIII instituiu-se o dia 2 de novembro como dia de celebrar todos os mortos.


O tema da morte ainda provoca algum desconforto nas rodas de conversas, como também suscita estudos nas áreas psicanalíticas, religiosas, comportamentais do serviço social, dentre outras. Há muitos questionamentos em aberto para a maioria das pessoas, quando de fato, alguém muito próximo parte, falece. Toda a suposta força e segurança anteriormente apresentada é abalada e sucumbimos à dor da perda, com perguntas sem fim e sentimentos conflitivos Para tratar deste assunto tão caro às pessoas, terapeutas, psicoterapeutas, psicólogos, educadores, religiosos, analisam e vasculham atentamente o comportamento e a psiquê humana a fim de aliviar a dor para os que ficam. Já existem conhecimentos específicos a respeito de terapia de luto, as etapas do luto, como analisar o resultado que este período deixa em nossas vidas, se houve crescimento pessoal, mudança para melhor, avaliação positiva de si ou outros aprendizados internos.

O conhecimento necessário para lidar com a perda de um ente querido e superar essa fase, é parte da preocupação dos profissionais para as diversas etapas da existência: dos adultos, idosos (os mais naturalmente atingidos), mas também jovens e até crianças. Entender nossas vulnerabilidades diante do inexorável da vida, além das sempre presentes frustrações, requer m nível de aceitação da nossa finitude que dificilmente nos preparamos espontaneamente. Somos, ao contrário, sobressaltados diante do inesperado do fim. Talvez por isso, por tantas consequências decorrentes da morte daqueles afetos que se foram, argumente-se a importância de se dedicar um dia especial para celebrá-los.

Segundo o Papa João Paulo II (Reconciliatio  et poenitentia,12)  : "Os ligames de verdadeira amizade entre as pessoas, não se perdem nem terminam com o indiscutível evento da morte. Os nossos defuntos continuam a viver entre nós não só porque os seus restos mortais repousam no cemitério e a sua recordação faz parte da nossa existência, mas sobretudo porque s as suas almas intercedem por nós junto a Deus." 01/11/94 


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Outubro Rosa 2017

Mais um mês de outubro encerra-se com o êxito na campanha "Outubro Rosa". Várias intervenções foram organizadas e coordenadas, espalhadas pela cidade - como também no interior baiano - convidando as mulheres a participarem ativamente do mutirão de exames gratuitos que foram ofertados (em maior quantidade que o habitual), por diversas entidades (clínicas) , na maior parte públicas. Milhares de fitinhas de seda rosa (símbolo-chave da campanha de prevenção ao câncer de mama), de papel rosa ou de plástico rosa, foram  acessórios indispensáveis às roupas femininas, presas em suas blusas ou vestidos com orgulho, dando visibilidade a um movimento que tem crescido nos últimos anos.

Além dos postos fixos para realização das mamografias, também foi disponibilizado um "caminhão itinerante", com  equipamentos para realização de exames clínicos, além de médicos para atendimento, que visitou alguns bairros da capital durante todo o mês. Este projeto teve a programação divulgada antecipadamente.com a intenção de que, dependendo da necessidade do caso, as pacientes seriam encaminhadas para realizar mamografias nas unidades públicas de saúde. 

Todas as iniciativas são louváveis e não devem parar, a partir de uma maior conscientização pela população feminina da importância dos cuidados com seu corpo e sua saúde.É preciso ficar atenta aos prestadores de serviço público de saúde na área ginecológica: comunicando as falhas, denunciando abusos que ocorram, ou por outro lado, disseminando ações positivas e favoráveis, compartilhando as boas ações que encontrar. Inclusive, é bom lembrar, que após a campanha em outubro, os cuidados ainda sejam redobrados. 






sábado, 28 de outubro de 2017

Assédio não! É Preciso Acabar Com a Impunidade da Violência Sexual

Poderíamos chamar de inacreditável que tenha havido aumento dos casos de assédio sexual nos transportes públicos - especialmente nos ônibus urbanos - dos maiores municípios brasileiros.  O direito de ir e vir, livremente e em segurança, já não é suficiente para a grande massa da população feminina que circula diariamente nos coletivos das grandes cidades. 

O desrespeito à pessoa é flagrante, acentuado pelo desrespeito à mulher especificamente. Não é um crime inofensivo, como não deveria ser nenhum tipo de crime que se comete contra qualquer pessoa. Deixar impunes casos de violência sexual deste nível corrobora a cultura do estupro, viola os direitos humanos, empobrece a sociedade, fere princípios básicos de direito à integridade do corpo, da pessoa.

                                   
O Que fazer em Caso de Violência Sexual ?

Nenhuma autoridade deveria amenizar a punição aos criminosos, nem negligenciar as consequências de tais atos à dignidade humana da mulher. Afrouxar a lei ao não punir severamente os praticantes leva a um entendimento pela sociedade de que tais ações sempre vão "passar em branco", nada vai acontecer em caso de denúncia, o que leva á conclusão de que o agressor está livre para agir novamente, legitimando o fato.

Casos ininterruptos têm revoltado a comunidade, que tem começado a denunciar com mais frequência, saindo da situação de medo, vergonha e até  de culpabilidade que muitas vítimas sentiam, resquício e produto da sociedade de impunidade e machismo que sempre vigorou no país.
É preciso ações específicas a fim de exterminar este comportamento opressor. Os limites devem ser expostos claramente pelo corpo social, um basta deve ser dado. Desde tenra idade, idade escolar ( no ensino fundamental) com a devida proporção e alcance, campanhas de conscientização para abusos podem ser propagadas. Meninos têm de ser conscientizados sobre o respeito necessário às meninas.
  

O Que Cobrar das Autoridades Que Devem Nos Proteger?

O apoio à causa da proteção à mulher tem que partir de todos os segmentos da sociedade, a fim de coibir e exigir providências sérias e efetivas para frear os casos de abuso sexual. Discussão e problematização do assunto  deveriam ser de  relevância nas agendas políticas municipais, estaduais e nacionais. 

Já contamos com algumas campanhas, a imprensa tem noticiado mais, a sociedade civil tem expressado sua indignidade. Alguns estados e municípios providenciaram tornar lei campanhas direcionadas à coibição do assédio sexual nos transportes coletivos - coletivos e metrôs  - com maior propagação do número do disque denúncia.

Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei 5504/16, que quer acrescenta ao Código Penal (Lei 2.848/40) o crime de assédio sexual em transporte coletivo e/ou em aglomerações públicas.
É uma proposta do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), que diz em seus termos: o ato de constranger, assediar, abusar, molestar ou bolinar mulheres, com fim libidinoso, no transporte coletivo ou aglomerações públicas, aproveitando-se do espaço reduzido entre o agressor e a vítima, deverá ser punido com reclusão de dois a seis anos e multa.

                                   

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Táxis x Uber

Tema polêmico que chama atenção de todos aqueles que têm de circular pela cidade diariamente ao usar um meio de transporte privado, a discussão sobre táxis x uber ficou mais evidente. De um lado, motoristas dos tradicionais táxis argumentam que seus "supostos" opositores/concorrentes - os motoristas do aplicativo Uber - saem em vantagem e praticam uma guerra urbana desleal, tendo em vista que os condutores dos táxis arcam com impostos e são obrigados a vistorias periódicas, bem como têm que possuir licença da prefeitura para transitar pela cidade, o que não ocorre com os condutores dos veículos particulares do Uber.
De outro lado, os motoristas e responsáveis pela empresa Uber sustentam que há chão para todos rodarem, literalmente falando, além de sustentarem que  o próprio usuário do serviço é quem deveria decidir de que modo se locomoverá. Recentemente, no último dia 24, os motoristas cadastrados do aplicativo realizaram protestos na cidade contra as ameaças de restrições.



No entanto, é possível reconhecer  a necessidade de conscientização para o fato de que as mudanças na sociedade ocorrem e são muito rápidas, o que nos faz - quase forçosamente - acompanhar este ritmo; lembremos que já  utilizamos cavalos,charretes, carruagens, trens, bondes, etc
Imprescindível pensar se não é preciso um afrouxamento e ajustamento na compreensão dessas modificações, entender que a economia e o setor do trabalho têm renovado  suas bases, estruturas e modelos com a ampliação de novos horizontes para o setor, com a geração de novas e diferentes oportunidades de negócios e há espaço para a coexistência pacífica dos dois prestadores de serviço, ao invés de assistirmos a uma novo tipo de violência avançar. Ao final, perceber se estas reviravoltas do cotidiano não chegaram para afetar positivamente o tema da mobilidade urbana que tanto nos é caro.


Quer entender mais? Veja:http://grislab.com.br/tecnologia/ ; vote se aceita ou não em https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=128659

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Amigos Sempre!

Celebrar uma amizade que já dura 30 anos, maravilha! Mas sempre é bom comemorar todas as amizades com as quais somos brindados: aquela que começou há cinco minutos num momento furtivo que nem havíamos dado importância; aquela que é "distante" mas é inacreditavelmente presente; aquela que chega de mansinho, sem querer e nós adoramos (na fila do banco, nos momentos da vida); ou aquela que até achamos que enjoamos, mas ainda é sumariamente importante, faz uma enorme diferença a sua ausência; tem aquelas modernas, típicas virtuais, que nos surpreendem pela força e encanto e tem até (acreditem!) as nascidas num veículo de comunicação que as novíssimas gerações nunca ouviram nem falar:cartas, as antigas correspondências impressas, hoje tão raras. Na foto celebro uma amizade singular, que tem um pouco de cada uma das amizades que citei.



Café na Livraria Saraiva

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Bem-vindos!

Atualmente, para a vida fazer sentido e sermos uma parte ativa e significativa dela, precisamos de algumas ferramentas -chave na interação com a sociedade. O Conhecimento sobre as coisas que nos cercam é peça fundamental neste processo de busca constante de auto-aperfeiçoamento.  Socializar os aprendizados cotidianos faz a roda do mundo girar.Não estamos sozinhos, é fato, e há muito para conhecer, aprender, interagir e fazer. A ideia é tentar ver um pouco de tudo aqui de uma maneira crítica, ponderada e aprofundada sempre que possível. Abraço (e sorriso) de boas-vindas!