domingo, 28 de janeiro de 2018

Política ou Politicagem ? Os Rumos da Democracia Brasileira


O Que o Rei Momo Tem a Ver Com Isso?

Não haverá eleição para Rei Momo em Salvador, capital do Estado da Bahia, na maior festa popular de rua do Brasil, este ano de 2018. Curiosamente e infelizmente, "bateu" uma leve sensação de futura metáfora para a próxima eleição presidencial que brevemente baterá à porta de nossa política

O medo de uma patética comparação: - Momo, personagem da mitologia grega, representava o deus da ironia e do sarcasmo. Que esse espírito não seja o que irá nos rondar de agora em diante até o dia das eleições, personalização da politicagem. Pior ainda, que não seja a característica principal daquele que ocupará a cadeira presidencial em nosso país, para debochar de todos nós.

Que não sejamos os foliões em transe quase hipnótico, tragados para a festa de Momo em meio à multidão semi-desorientada e que não liga a mínima para isso. Com a democracia brasileira, com os rumos do nosso país, queremos e deveríamos sim estar absolutamente atentos, focados e diligentes, antes que nos chegue uma quarta-feira de cinzas patriótica.











Existe uma melhor opção política no momento?

Precisamos escolher de qual multidão queremos fazer parte, dos absortos ou dos centrados. Ainda que tenha toda a parafernália partidária a minimizar a importância e a essência da democracia, ela e só ela, é a personagem mais importante deste cenário. Longe de momos, campanhas, palanques, folias e urnas, que o destaque seja a senhora jovem,  - mas com desejo de ser madura, a democracia brasileira. 


E para termos democracia, precisamos da política, não de politicagemA Democracia colocada em "humilde" análise aqui, é  aquela que nos representa como cidadãos, como povo, a democracia representativa.  

Politicagem, tristemente,  que é o que se tem feito de ambos os lados no Brasil, por parte do governo e da oposição. Que não sejamos mais marionetes de partidos políticos de qualquer ideologia. 



Os partidos cada vez mais se distanciam do eleitorado, afastando-se por conseguinte da representação ao qual tinham o sentido de existir. Recebem verbas gigantescas, horários gratuitos em tevês, caríssimas consultorias de merchandising político, etc, tornando-se quase "imortais" dado ao tamanho agigantado que apresentam. E onde ficamos nós, pobres mortais eleitores? Cadê nossa autêntica representação?




Política ou Politicagem?

Crermos que ainda podemos ter um regime político em que verdadeiramente sejam os autênticos representantes do povo aqueles que porão em prática as decisões e escolhas populares.

Não para garantir  um "governo do povo, pelo povo e para o povo" (citação do presidente norte americano Abrahan Lincoln dos primórdios da democracia norte-americana),  quase uma ditadura da maioria. 

Mas um governo amplamente mais responsável, transparente, e para toda a população -  sendo o conjunto de todos os cidadãos do país. Todos. Nem só o povo, nem só os "poderosos", como tem sido favorável a estes últimos desde sempre. Dar enfim um verdadeiro rumo político autêntico à democracia brasileira.


O que nós sabemos sobre democracia representativa?

Como quase tudo na vida, a política faz parte da constituição nacional e consequentemente das demais divisões nele existente, - estados e municípios - fazemos  parte da construção do que ocorre (em cada etapa) na administração destas entidades, através do voto, do pagamento de impostos , entre outros meios.



Todas as unidades da Federação estão sujeitas a leis, decretos, diretrizes, regras, estatutos, etc, conforme estabelecido em nossa Carta Magna, nossa Constituição. E os três níveis do governo devem ao povo a administração destas unidades da maneira mais correta, eficiente, clara (transparente - , devemos estar cientes de todas as decisões e resultados); ética, razoável e impessoal (sempre, em qualquer circunstância deve-se ser visar o bem comum).

É preciso ter uma "consciência política"  para cuidar do que é nosso, como zelamos por pormenores em casa. Atitude que deve ser a mesma em relação ao Brasil, pois na verdade, estamos sujeitos à política e fazemos política o tempo todo.

Em quase todos os aspectos da vida do cidadão perpassa o resultado das medidas políticas existentes, e estas precisam deixar de ser sectárias e injustas. Os serviços públicos que temos são resultado do sistema político vigente (excludente e tendencioso). Não podemos dar as costas a isso e deixar que a política vire politicagem nas mãos erradas.


O que um eleitor pode fazer para ajudar o seu país?


Sim, temos, historicamente, uma formação de poder político/econômico e social distorcido, centrado na manutenção do poder econômico, que criou, fomentou, e cristalizou um Estado por assim dizer,  quase "prestador de serviço" às classes ricas - dominantes economicamente - que usaram e abusaram deste trono simbólico em que foram colocados. Estamos fartos disso há muito tempo. Todas as distorções injustas têm de ser reparadas.



Dentre as atitudes a tomar está a de tornar as instituições do Estado fortes o suficientes para serem protegidas de golpes, corrupção, falácias,  abusos de toda sorte que são cometidos com o véu da impunidade ao usar a máquina pública ao bel prazer de cada um. 

Bem como destravar a burocracia eleitoreira oportunista, que trata o eleitor como uma alma penada qualquer à mercê de campanhas cínicas.

Paremos com a perpetuação do poder na política partidária, na economia, na publicidade, na cultura, na sociedade. 

Nos tornemos mais fortes como cidadãos, menos apegados à pessoas falíveis (que se aproveitam de máquinas administrativas frágeis) e mais centrados e focados em ideias, estratégias, ações e resultados. O poder, se existir, deve ser para todos. E o único meio de garantir isso é tornar o governo "cego" e servil à política de um Estado, forte, democrático e imparcial.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Capitão Fantástico - É Possível Ser Diferente (de Verdade) Num Mundo Que se Diz Diferente?


Capitão Fantástico é um filme fantástico, com o perdão da redundância. Nos inspira, ao nos remeter a uma chuva de questionamentos que porventura podem já ter passado por nossa mente. Devemos seguir ao pé da letra tudo o que nos ensinam em toda nossa vida desde que nascemos? Sem questionar nada? Repetir e repetir numa repetição sem fim?

Basta, para vivermos "bem", assimilarmos as coisas tal qual nos chegam e pronto? Assim estaremos prontos para a vida? Será? O filme nos propõe estas questões o tempo todo: quem somos nós e o que afinal de contas estamos fazendo aqui, qual nosso propósito nessa bendita terra e em nossa vida?

É uma aventura inacreditável e repleta de inúmeros "testes" de superação que a família do ator Viggo Mortensen (da saga "Senhor dos Anéis") - seis filhos - têm de passar segundo sua maneira de criá-los. Mas será essa uma maneira realmente errada? Qual o propósito dele com essa "educação" totalmente diferente?



Crio meus filhos erradamente? Nos perguntamos em certo momento

Quais os valores da atual sociedade que fariam falta se os abandonarmos? Conseguiríamos sobreviver sem a tecnologia? Ou nos mataríamos de tédio? Somos, de fato, criaturas que sabem utilizar as ferramentas dos direitos humanos e das leis a nosso favor?

Entendemos o nosso cotidiano? Conhecemos o que comemos? Ou ingerimos à la fast food sem sequer ter a mínima noção da origem e feitura/fabricação dos alimentos? O que dizemos às crianças? Verdades esclarecedoras ou mentimos e as enganamos o tempo todo?

As crianças têm uma percepção global do que aprendem na escola? Ou são manuseadas e ensimesmadas? Desenvolvemos ou estimulamos o espírito crítico delas? Com certeza?



Mas o que ganhamos ao irmos contra todo nosso sistema de valores e crenças?

Aí nós mesmos temos que nos perguntar, encontrar nossas respostas e nos ajustar às mudanças que queremos ou nos readaptar à nossa maneira na sociedade existente. Uma resposta só que responda e dê solução à todos os problemas sociais (e pessoais, etc), jamais conseguiremos obter. O embate mundo ideal x mundo real é meio que infindável.

No próprio filme vemos que o protagonista revê suas posições sem abrir mão delas afinal. Há uma jeito para tudo por assim dizer, se não formos totalmente intolerantes e inflexíveis, e nos abrirmos às possibilidades que se avizinham, às vezes sem percebermos ou inesperadamente nos surpreendendo.

Revolução não é  (necessariamente) só pegar em armas e criar guerras?

Ben, o pai, instiga seus filhos a serem constantemente questionadores, analisarem ao invés de apenas responder automaticamente - isso é revolução: sair do mecanicismo e da massificação e tornar-se único e pensante, não um mero reprodutor de ideias padronizadas e malbaratadas.


Não conformar-se, não mesmerizar-se, não à roda-viva cantada por Chico Buarque tão sabiamente : " ... A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá ...A gente vai contra a corrente até não poder resistir..."

Quando não compraremos o que nem necessitamos? Quando estaremos satisfeitos com o que temos? Quando vamos controlar nosso destino sem apenas copiar o do vizinho?

Eis que chega "Capitão Fantástico" e sacode a poeira do nosso cansaço e da nossa letargia, da nossa entrega e fraqueza, da nossa quietude e conformidade e nos traz um sopro de renovada energia e vitalidade, nos acorda do cochilo passivo induzido pela introjeção do conformismo às cegas. Aí vem Ben Cash e arranca - docemente e ferozmente - a venda dos nossos olhos.






sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Atitudes Sustentáveis ainda Fazem a Diferença no Mundo?



Atitudes Sustentáveis não são tão impossíveis de alcançar. Ao contrário, pequenos gestos, aos poucos, podem resultar em uma esperança para o futuro da humanidade.Todos nós temos a mesma responsabilidade de assumir esse compromisso e preservar o planeta para garantir nossa sobrevivência com qualidade de vida.

É possível sim pensar na vida de uma maneira sustentável, cooperar cotidianamente com várias atitudes que satisfaçam nossas necessidades sem no entanto agredir o meio ambiente.  

                               

A Sustentabilidade seria para todos
 nós usufruirmos?      
                                                                       
Em todo o mundo, ações pontuais são agilizadas com o objetivo do comprometimento com a causa ambientalista, visando a sustentabilidade. Todos os membros da sociedade - cidadãos, empresas e governo - estudam, promovem e tentam praticar atitudes sustentáveis com o objetivo de fazer a diferença no mundo. 

                              

No entanto, estas ações ainda são poucas, não é todo o conjunto social que as praticam, infelizmente, já que os benefícios resultantes da busca por sustentabilidade seriam para todos. Mas tanto quanto teríamos direitos, também teríamos deveres.              
                            
É tão grave assim a situação do meio ambiente?                                                                

Já fomos alertados centenas de vezes por  ambientalistas, acadêmicos, pesquisadores de uma maneira em geral, sobre os graves problemas que já enfrentamos.  Bem como os que ameaçam chegar - volumosos e drásticos - brevemente, devido às milhares de imprudências e irresponsabilidades, além do evidente descaso e ceticismo, sobre as questões do meio ambiente, sendo a principal delas a questão do esgotamento dos recursos naturais. 
Nossos recursos naturais definitivamente não são infinitos. Esta tese já foi apresentada em inúmeras conferências mundias de meio ambiente há dezenas de anos, especialmente nas últimas três décadas. A pressão sobre os maiores países poluidores e consumidores de recursos tem crescido, no entanto, poucos tomaram inciativas efetivas de prevenção de desastres ambientais.

Dentre as maiores causas  da contínua destruição do meio ambiente estão o efeito estufa, o derramamento de óleo nos mares e oceanos, o vazamento de gases tóxicos, desmatamento de florestas, ameaça de extinção da fauna e flora.                                                                                                   Os abusos,  maus-tratos e matança desenfreada às espécies aninais e florestas são decorrentes do crescente mal da caça ilegal, da biopirataria, como da venda destas espécies, sejam animais ou vegetais. Portanto, as atitudes responsáveis e sustentáveis são da maior urgência para a preservação das riquezas inerentes do planeta, que lamentavelmente estão escasseando pouco a pouco.
                            

10 Atitudes Sustentáveis Para fazer a Diferença no Mundo:

01- O consumo de energia ainda é um vilão? Sem dúvida!



Nem sempre apagamos as luzes quando saímos dos cômodas em nossas residências, e            nunca nos preocupamos em tirar as tomadas dos eletrodomésticos e eletrônicos das                paredes, mas estas são atitudes que consomem muita energia e precisamos mudar. Outra    boa economia é a troca do ar condicionado por ventiladores e usar o chuveiro elétrico moderadamente, usar a máquina de lavar quando juntar grande quantidade de roupas, trocar as lâmpadas incandescentes pelas lâmpadas fluorescentes ou de led, etc. 

02- Viver sem carro é possível? Com certeza!
        

O automóvel é um dos grandes vilões causadores da poluição atmosférica  devido aos gases que são emitidos por eles constantemente na atmosfera. Há muitas maneiras práticas de enfrentar este problema e a mais significativa delas é a diminuição do uso dos carros, optando pelo sistema de transporte coletivo, uso da bicicleta, ou mesmo a pé., além de utilizar o sistema de rodízio ou de caronas, bem como, ao adquirir um automóvel optar pelo mais econômico.

03- Reciclagem do lixo também é fundamental? Claro!


Produzimos muito lixo e não o descartamos adequadamente. Os administradores públicos têm a difícil tarefa de realizar o descarte de enormes quantidades de lixo, principalmente nos grandes centros urbanos. É necessário além da coleta, guardar o lixo em lugar apropriado e consequentemente descartá-lo corretamente. O lixo não reciclado significa provável fonte de ferimentos em catadores, produção de chorume altamente poluidor, necessidade de grandes espaços para descarte, etc.

04-  Ainda tenho que reduzir o consumo de água? Sempre!


Como já foi mostrado inúmeras vezes em filmes de ficção, a água potável está gradativamente tornando-s recurso raro. Mananciais desaparecem em todo o globo dia após dia, alguns pontos do planeta já precisam utilizar o mecanismo da dessalinização a fim de conseguir água, secas devastadoras ameaçam países, a indústria e agronegócio a gastam descontroladamente, e nós cidadãos, quase nada sabemos e praticamos em relação ao consumo consciente.

05- É muito difícil praticar o Consumo Consciente? Não! 
                

Seria a perfeição da idealização se os 7 bilhões de pessoas no mundo tornarem-se conscientes sobre a questão sustentabilidade. Mas, certamente estamos muito distantes desse ideal. Mas também não precisamos desistir, nem ao menos perder a esperança de que, aos poucos, as coisas podem mudar. Pra chegar a algum lugar é preciso começar, portanto, podemos reduzir o uso de sacolas plásticas, diminuir o uso de elevadores, reutilizar as embalagens,  usar produtos com selos sustentáveis e consumir apenas o necessário, incentivar o comércio local, dentre outras práticas básicas para o resguardo da segurança do meio ambiente.

06- Posso ter uma alimentação sustentável? Deve!


Há uma variedade enorme de jeitos diferentes de cooperar com a sustentabilidade do planeta cuidando apenas da alimentação, veja: prefira alimentos frescos a congelados; tente fazer uma mini horta em casa; use mais panela de pressão; opte sempre que possível por alimentos orgânicos; deixe o cozimento em fogo mínimo; tampe as panelas ao cozinhar; reduza o consumo de carne se não conseguir deixar de vez.

07- Trabalho com atitudes de sustentabilidade? Sim!
                                  

É possível e viável também nas empresas - em qualquer local de trabalho - que sejam adotadas medidas de sustentabilidade. Dentre elas está a redução dos copos descartáveis (pode-se até optar por trazer o copo personalizado de casa); ao usar folhas de papel, usar o verso como rascunho ou nova impressão; começar a imprimir menos; apagar o computador quando não estiver usando; desligar lâmpadas desnecessárias, etc.

08-  Criação de animais silvestres ? Não é sustentável!


Passamos dos limites há muito tempo no que diz respeito aos maus-tratos aos animais, tanto mundialmente quanto localmente. A crueldade da caça predatória dizima espécies sem piedade. Nossas reservas animais e vegetais padecem nas mãos violentas e insensatas de caçadores, bio-piratas, comerciantes ilegais, etc. Este fato naturalmente leva para a extinção de espécies,  o desequilíbrio dos ecossistemas, comprometimento da cadeia alimentar, desaparecimento da diversidade genética

09- As crianças precisam ter atitudes sustentáveis? Lógico!


Crianças representam o futuro da humanidade, então nada mais coerente que desde o mais cedo prepará-las para entender e absorver a necessidade imperiosa da responsabilidade com os cuidados com o planeta. Como orientadores temos que mostrar-lhes as terríveis consequências que já ocorrem e podem vir a piorar com o descaso com a causa ambiental. Na escola, em casa, com colegas, em compras, pequenas atitudes de acordo com a capacidade de entendimento de cada idade, podem ser facilmente assimiladas por elas, como jogar lixo em coletores adequados, economizar papel e água, façam uma festinha sem gerar resíduos, dentre diversas outras.

10- Dia Eco? Festa sustentável? Aniversário consciente? Possível e divertido!


Tanto para crianças, quanto para adultos, há algumas ideias legais e adaptáveis para comemorar festas. Festas de aniversário, casamentos, bodas, confraternizações, reuniões de amigos, etc. Buffets infantis e de adultos já se adequaram à demanda e oferecem em seus portfólios comidas, bebidas, lembranças, decorações e outras criativas sugestões de comemoração eco-sustentável.

Planeje em casa um Dia Eco, peça aos convidados para trazerem suas garrafas pet para doação ou criação de objetos criativos, ou juntem pilhas de papeis usados e façam bloquinhos com espirais, façam brechós caseiros e troquem roupas entre si, façam selinhos com mensagens eco-sustentáveis e espalhem por aí, etc. Tudo isso promove a conscientização progressiva para incorporarmos  atitudes sustentáveis. 


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Reforma da Previdência : Nós Queremos Perder Direitos?

O dilema aberto: o embate entre oposição e governo no país sobre a aprovação da "Reforma da Previdência". Dura batalha travada entre os partidos, seus aliados, militantes e cidadãos, pró ou contra a medida, com forte indicação de que a maioria da população é contra, ´pois temem as implicações sobre os riscos para o trabalho do cidadão.
Nós Queremos Perder Direitos?

Os líderes e a "executiva" dos partidos de ambas as prerrogativas (a favor e contra a reforma), pressionam seus senadores e deputados a fim de levantar o maior número possível de votos.

Os partidos enfrentam obstáculos para tentar conseguir "fechar questão" sobre a posição a tomar. Nem todos dentro dos partidos têm o mesmo posicionamento, há divergências internas. Precisamos analisar atentamente a questão a fim de assegurar que não se percam direitos essenciais aos trabalhadores.


  
Centrais sindicais se perguntam: "E agora José? José para onde"?                                

As centrais sindicais apontam em princípio  grandes  problemas para enfrentar: Os sindicalistas a aposentadoria com 65 anos para homens e mulheres, o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos, o fato de que mulheres e homens trabalhadores rurais também terão o mesmo regime, dentre outros. 

Segundo os representantes de grandes sindicatos de trabalhadores aposentados  e dos agricultores (Contag), várias as medidas são controversas e prejudicarão bastante principalmente a classe mais pobre, que começará mais cedo a trabalhar e a contribuir para a previdência.

Nós Queremos Perder Direitos?Os sindicalistas questionam como ficará o trabalho realizado por trabalhadores que enfrentam periculosidade, ou os tralhadores rurais que começam prematuramente a trabalhar e o grande peso que será contribuir para o INSS. Enfim, é preciso ficar de olhos muito abertos para a reforma da previdência.

Num país desigual como o nosso, a previdência social é justa?
                          
De um lado, os que embasam a reforma da previdência, sustentam dentre outras coisas, que os brasileiros estão vivendo mais, e consequentemente, poderão trabalhar e contribuir mais tempo para o sistema previdenciário.

Ainda argumentam que, tendo em vista essa mesma expectativa de vida aumentada, brevemente, serão muito mais velhos para sustentar com o orçamento do INSS, e que, tanto as contribuições dos trabalhadores, quanto dos seus empregadores, não são suficientes para dar conta do grande total a ser pago para tantas aposentadorias. 

O motivo pelo qual criaram um imposto específico, a fim de "cobrir" esta grande despesa, o Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). No entanto, continua aqui a grande injustiça: os mais pobres (maior número, menor renda), "financiando" os mais ricos (muito menor número e muito maior renda). Capice? 

                                             
Há uma precipitação na votação da reforma da previdência?            

De outro lado, opositores indicam uma enorme disparidade crescente que será difícil de consertar, que mina ainda mais a situação dos brasileiros de menor renda. Pode ser um tremendo barco furado a reforma da previdência para a grande massa de trabalhadores.

Explicam que não adianta vislumbrar a longevidade dos brasileiros, se estes não têm qualidade de vida semelhante aos europeus (que são o exemplo dado pelo governo), que ao envelhecerem são muito bem amparados pelo Estado e este claramente não é o caso no Brasil.

Reclamam da equidade - não somos realmente iguais na aquisição de direitos -  e de outras reformas mais importantes para serem colocadas em pauta, além do imperioso quesito de não ter havido discussão ampla com todo o corpo da sociedade.
Reforma da Previdência


Partidos articulam "fechamento da questão"  visando apressar a votação                    
Líderes partidários intencionam propor o "fechamento da questão" favorável à reforma da previdência, para assim pressionar à viabilização da votação da reforma, e nesse caso penalizar aqueles que são contrários à decisão, com repreendas que podem incorrer até na expulsão do partido.

Esta deliberação encerra a provável situação das "pressões de fora"  que tentam angariar votos contrários á reforma. O partido que deu a largada com o fechamento da questão foi o PMDB, as outras legendas ainda não conseguiram definir a posição que irão tomar, a fragmentação é forte. O mais próximo de uma definição pelo mesmo artifício é o PTB.

                                 

A Reforma é Uma Estratégia Para o Novo Governo Que Chegará ao Poder?

A previsão era que a reforma da previdência fosse votada no primeiro semestre de 2017, mas não foi possível.  Agora, em vias de terminar o ano, puseram em votação, em meio a muita discordância e polêmica dos vários interessados das categorias envolvidas com as próximas mudanças, se a reforma for aprovada: os professores, aposentados, trabalhadores rurais, servidores públicos, etc.

Na internet pipocam variados tópicos que estão na iminência de serem transformados caso a reforma seja aprovada, como a pensão por morte, a a junção do tempo de serviço e a idade para se aposentar (que serão somados de agora em diante). 

Intenções por Trás da ReformaÀs vésperas de nova eleição presidencial, desconfianças sobre as intenções por trás da reforma previdenciária em cima da hora, é o menor dos males que sobrará para o brasileiro enfrentar de agora em diante. A proposta de Emenda Constitucional 287 (PEC 287/2016) é o que tem assombrado os brasileiros.

Veja a Lista dos Argumentos Contrários á Reforma:

Os analistas  argumentam que o déficit da previdência - que justificaria a reforma - são fabricados pelo governo e dentre os argumentos contra a reforma da previdência estão:

1- O governo apresenta uma conta do "déficit" para justificar a necessidade de reforma da previdência - imprecisa e incorreta - pois descarta, dentro do Sistema Previdenciário, todas as outras contribuições que existem, só considera a contribuição sobre a folha de pagamento;

2- O Sistema Previdenciário  consta da Constituição Federal, está no artigo 194 composto de: Previdência Social/ Saúde/Assistência Social - é um sistema integrado - e recebe contribuições de várias fontes  (fontes diretas e fontes indiretas) além da folha de pagamento - há receitas vindo do COFINS, do CSLL, das loterias, dos concursos públicos, das importações;

3- O governo age como se não existissem todas estas outras contribuições (Fontes de Custeio) à Pevidência;

4- O governo elabora a conta do "déficit", ao usar como receita só a contribuição sobre a folha de pagamento e deixa de fora todas as outras e conta como despesa somente a previdência (que é a maior das três (do Sistema Previdenciário) , daí ele as compara e "encontra" o déficit;

5- A Reforma da Previdência vai sacrificar os trabalhadores, as finanças públicas, os municípios, vai empurrar grande parte da população a buscar planos de previdência privada;

6- O governo não considera outras maneiras de lidar com este déficit, como o combate à sonegação fiscal, a necessidade de uma urgente revisão das desonerações fiscais ( o agronegócio, uma das maiores e mais ricas indústrias do país, é liberado de pagar impostos!), etc.

7- Na realidade, o governo tem superávit, não déficit!

                             


Você pode se interessar também por: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/05/carga-tributaria-brasileira-uma.html

Veja mais em:
 https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/12/brasileiro-trabalhar-dez-anos-a-mais-aposentar.html  ; https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/maia-admite-dificuldade-em-obter-votos-para-aprovar-previdencia-e-nao-marca-data,48430caf0df64bf09f69cc5f0234722b9w1nw72h.html

sábado, 25 de novembro de 2017

Menino Desmaia de Fome em Escola na Capital do Governo Brasileiro

Fome, estranho flagelo para nós com a barriga cheia


                    
Seria trágico se não fosse triste, entretanto, este relato consegue ser os dois. Às vésperas do natal 2017 ( pode-se arredondar e dizer que um mês antes), a imprensa brasileira divulgou a sina de um menininho de oito anos, morador do Distrito Federal - capital do governo brasileiro - que surpreendeu sua professora num final de manhã rotineiro na escola. Só que o motivo não foi por uma nota boa numa prova, mas porque desmaiou de fome na sala de aula. 

Manchetes nacionais e regionais, em todas as mídias, no entanto não "viralizou" nas redes sociais. Um a mais, um a menos, dos 13 milhões de esfomeados cidadãos brasileiros, segundo censo do IBGE. No mundo, dados divulgados por órgãos da ONU, anunciaram o número de 815 milhões de famintos. A fome continua um flagelo desumano em pleno século XXI. No caso brasileiro, a um ano das próximas eleições presidenciais, uma criança desmaia de fome na capital do governo brasileiro.



Fome em pleno século XXI ainda existe em todo o mundo

O Brasil saiu do mapa da fome mundial, há tão pouco tempo, desse monstro devorador não só de criancinhas ameaça voltar com muita voracidade disseram técnicos responsáveis por avaliar as ações desenvolvidas. Estes estudiosos têm vista a "Agenda 2030" (com objetivos de  desenvolvimento sustentável), um projeto combinado por vários países membros da ONU para exterminar a fome mundial até 2030.

Caiamos na situação desconfortável de tirar a venda dos olhos pré-eleitoreiros - um só instante ao menos -antes que a massa informe e insana de disputas partidárias comecem a ferver os miolos de todos nós, pois  temos quase oito milhões de pessoas passando fome neste momento!

                               

É possível passar  fome e desmaiar em plena capital do governo brasileiro

Superfaturamento de preços, fraude nas licitações, roubo de verbas dirigidas à merenda escolar das crianças brasileiras que faz meninos como o do Distrito Federal, deixarem de comer o que pode muitas vezes ser a única refeição do dia desses pequenos. Exemplo de alguns dentre outros absurdos frequentes dos quais nos esquecemos no turbilhão da rotina do dia-a-dia. 

Só quem passa por essa dor insana, poderá de fato jamais esquecer. Quando, ocasionalmente, a correta distribuição da merenda ocorre, geralmente é deficiente, insuficiente ou com poder calórico muito baixo. Desmaiar de fome numa escola afinal, pode não ser tão absurdo.

As políticas públicas de distribuição de renda afetaram - em verdade - positivamente o quadro. Paralelamente, a insegurança alimentar (redução da quantidade ou qualidade da comida ingerida) atinge cerca de 50 milhões de conterrâneos, pelos dados da Ebia - Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. 

A questão da distribuição de renda continua quase inerte, com o percentual muito baixo dos que concentram as maiores rendas e uma enorme percentagem dos que recebem renda baixa e/ou insuficiente. A grande maioria dos brasileiros continua a ganhar muito pouco.
                           

A notícia da fome brasileira não viralizou                                                                                       
No site do jornal  Diário de Pernambuco, 21/11/2017 escrito por Wandeck Santiago a manchete era "Chamem Josué de Castro que a fome voltou". O IBGE registrou ainda que em cerca de 2,1 milhões de lares, ao menos uma pessoa que passou o dia inteiro sem se alimentar, por não ter dinheiro para compra comida. 

A escala da Ebia, varia do grau 1 ao grau 4, compreendendo respectivamente: segurança alimentar; insegurança alimentar leve; insegurança alimentar moderada e insegurança alimentar grave. A pesquisa pretende avaliar as famílias de acordo com esses parâmetros para mapear os tipos de gravidade da fome no Brasil. Resultados ruins são os esperados, infelizmente.

  


A geografia da fome de Josué de Castro ainda é atual?                                                                                           

Há setenta anos, Josué de Castro deixou um legado inesquecível aos brasileiros, seu livro "Geografia da Fome", no qual traçou um triste mapa resultante da investigação profunda que fez dos detalhes mais cruéis  do fenômeno da fome no país.

 No livro, contextualizou a privação alimentar por regiões , chamando atenção inclusive para o surgimento de doenças e características da produção de alimentos. Este trabalho, embora um legado inspirador de projetos de combate à pobreza, se configura num dos poucos modelos literários de estudos sobre este problema. Josué de Castro foi embaixador do Brasil na ONU e indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Este  estudioso humanista questionava o porque do assunto da fome despertar tão pouco interesse nas mesas de debates.Sua frase célebre é comentada até hoje: "Enquanto metade da humanidade não come, a outra metade não dorme, com medo da que não come."
Desmaiar de fome na escola e na capital do governo, parece não chamar a atenção de ninguém.
   
                                         


Veja mais em : http://noticias.band.uol.com.br/noticias/100000846262/quase-14-milhao-de-criancas-estao-em-risco-iminente-de-morte.html  ;  https://tvuol.uol.com.br/video/onu-alerta-para-desafios-em-mundo-com-7-bilhoes-de-pessoas-04020E183662C8912326  ;  http://www.cursoderedacao.net/desigualdade-seis-brasileiros-tem-a-mesma-riqueza-que-os-100-milhoes-mais-pobres/  ; http://www.msnoticias.com.br/editorias/geral-ms-noticias/mais-de-7-milhoes-de-pessoas-passam-fome-no-brasil-diz-ibge/72567/

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Gordofobia - O Que é Isso? Somos gordofóbicos ou não?

Somos gordofóbicos, ou seja, aqueles que praticam gordofobia. 

Sim , nós já insultamos, sim, ofendemos, sim, fomos abusivos, sim, não toleramos, sim não compreendemos, sim, também repudiamos, sim, não  apoiamos, sim, nos intrometemos. Sim, temos que fazer um mea culpa, porque sim, falhamos. apelidamos, apontamos o dedo, cochichamos, fofocamos, falamos mal, criticamos, ridicularizamos, por fim, julgamos. 

Quem não? Atire a primeira pedra. Um policiamento cruel e desmesurado. Mas hoje vem Iza, abalar e sacudir as estruturas que nós criamos e diz, ou melhor,  mostra e dá um tapa em nossa cara: "O meu corpo te incomoda, sinto muito o azar é seu!"

A gordofobia como prática de preconceito está sob a mira de feministas, defensores dos direitos humanos e qualquer pessoa que respeita a outra no direito que ela tem de ser o que quiser.


O filósofo Michel Foucault nos alertou em sua obra a questão do exercício do Poder sobre o corpo ("instituições" com certo poder que controlariam nosso corpo). A mídia, o governo, a escola, a família, a medicina, os desportos, a indústria farmacêutica,  enfim, em todas as instâncias do cotidiano - delineiam os aspectos, as concepções, ao fim e ao cabo, as interpretações sobre o corpo. 

Decidem sobre um "padrão" (no caso analisado, as nuances dentro da gordofobbia) e temos que nos encaixar como quase uma lei. E também há o lucro, o que se ganha com a perseguição do outro com o pretexto de um ideal de beleza (do corpo).

Academias, indústrias de uma maneira em geral, com venda de roupas, revistas, remédios, dvd´s, etc, pressionam, pressionam, apertam o cerco do estereótipo: seja magro, seja fitness, seja slim, esteja no "padrão", não saia da linha, não coma isto, não faça aquilo.
                                      
O "gordo", a "baleia", o "elefante"

Somos Gordofóbicos?

A desconstrução do modelo padrão de beleza ideal tem alcançado gradativamente alguma visibilidade. Embora haja muito chão para percorrer ainda, pontuais atitudes, pequenos espaços foram conquistados aqui e ali. 

Seja lá qual apelido desrespeitoso e humilhante já lançamos, verbalmente ou mentalmente, vem sido catapultado para o lixo da humanidade. E como há imundícies vis, que lançamos como flechas ardilosas, todos os dias para nossos semelhantes, como gordofóbicos que somos.

O termo "gordofobia" é tão infeliz quanto todos os outros. Mas, como temos mania de nomear impulsivamente sem refletir sobre o que há por trás das palavras, foi a ideia estapafúrdia que tivemos. Vá entender o ser humano.

                               
Somos Gordofóbicos?

Um dos personagens do cinema mudo mais divertido foi o "gordo" da dupla "O Gordo e o Magro" (Stan e Laurel ), Jô Soares - gordo assumidíssimo, encantou os brasileiros durante dezenas de anos como comediante e apresentador de programas. 

Nós gostamos de ambos por serem quem são, engraçados, divertidos e certamente não lembramos do quanto são "gordos" enquanto rimos. A gordofobia não passa por nossa cabeça quando interagimos com o outro sem defesas ou pré-conceitos.

Quando agimos naturalmente, libertos da ação do julgamento e acolhemos o outro pelo que ele é, pessoa humana, tal e tal, não sentimos desconforto com sua presença, tampouco repulsa, nem percebemos os padrões impostos.

SomosGordofóbicos?

 "Ah! E a questão da saúde!"??

Sim, com certeza preocupar-se com a vitalidade do nosso corpo é vital (com o perdão da redundância) mas não seríamos todos, gordos ou magros, os de fora ou de dentro do "padrão ideal" responsáveis pelos cuidados com o desempenho físico, com a saúde? 


Somos Gordofóbicos?Nestas imagens, todas as duas garotas praticam maus hábitos alimentares. Não é salutar nem para uma, nem para a outra ingerir tantas calorias, gorduras e açúcares de uma só vez. As controvérsias tem crescido na área médica quanto a este tema. 

Não é 100% garantido que magros estejam bem e gordos, ah!... coitados! Não, doença e males corporais acontecem para uns e para outros, ambos devem se cuidar em igual medida.            
Somos Gordofóbicos
É recomendado analisar e pesquisar o histórico médico e o perfil do paciente a fundo para só depois tirar conclusões sobre o quanto este 'gordo" ou quele "magro" tem a robustez adequada para ter qualidade de vida.
Pré julgamento não vai assegurar esta intenção. 

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Padrões, padrões impostos, quem é mais bonita do que eu?

Somos Gordofóbicos?O panorama da "gordofobia" que vemos, incorre no erro, tanto do julgamento precipitado,  quanto na primordial questão de que, ora, cada um decide como quer viver e não somos nós quem determinaremos como o outro deve agir com seu corpo. 
Se eu quero (aceito) meu corpo com tal peso e aparência, problema meu (as consequências sobre tal decisão são minhas). Eu tenho poder sobre meu corpo, não você (seja indivíduo, seja instituição).

Um indivíduo "gordo" é empoderado do seu corpo?

Empoderar-se é a ação de apropriar-se de si mesmo. E, para nós, gordofóbicos de plantão como um todo, que cresceram e também apelidaram os magros ("você é magra de ruim"), chegam as "gordas de boa".

As "gordas de boa" tomam posse de suas próprias vidas, de suas concepções como mulher no mundo, constroem suas trajetórias a despeito de todo preconceito, discriminação e desqualificação em massa que existe no seio da sociedade - a tal gordofobia

Buscam e encontram primeiro, aceitação de si mesmas, depois aceitam-se para o outro (e não se preocupam nem um pouco com a opinião deste), se auto compreendem com valor do jeito que são. Traçam daí a construção do mundo sob a perspectiva de si, não dos outros, não baseada no que a coletividade determina. Somos mais que nossa aparência física.

                                       

Tem lugar para o gordo no mundo?

A demanda crescente de auto-afirmação tem incorporado algumas mudanças, talvez ainda muito pontuais, mas que já causam certa repercussão. Na área do entretenimento vimos há poucos anos o filme "Preciosa", que narra as desventuras sofridas pela personagem principal que é obesa, negra e pobre.

A internet tem catapultado o protagonismo de mulheres (e homens também) que criam canais de vídeos, sites e blogs, redes sociais em geral, para discorrer sobre seu empoderamento.

Somos Gordofóicos?Em algumas cidades já é realizado concursos da mais bela "gordinha", marcas de roupas - inclusive gigantes do varejo lojista - já  têm em seus catálogos opções números de vestimentas acima do 46, atrizes e apresentadores de tevê conseguem papeis e oportunidades de trabalho, dentre outras incipientes vitórias.
No entanto, inúmeras barreiras ainda precisam ser vencidas. Por trás da segurança e visibilidade de hoje, houve muito sofrimento antes, e solidão, depressão, bullying, abuso familiar, etc, ontem, antes.     

             Somos Gordofóbicos?

 Lei Maria da Penha e a Onu

A fim de assegurar a integridade física, psicológica, mental das mulheres vítimas de violência (os muitos tipos que existem - para tratar em outro artigo), foi criada a Lei Maria da Penha. 

Esta lei estabelece padrões rigorosos para coibir os abusos sofridos e punir os agressores que  humilham, machucam, ofendem, ridicularizam, oprimem, as mulheres de uma maneira ampla, inclusive as "gordas" que, exatamente pelas características dessa alcunha, são abusadas.

A ONU Mulheres e o Pacto Global lançou um programa Princípios de Empoderamento das Mulheres que segundo a nota da divulgação: "São um conjunto de considerações que ajudam a comunidade empresarial a incorporarem seus negócios valores e práticas que visem a equidade de gênero e o empoderamento das mulheres." 

Somos Gordofóbicos?

Por que meu tamanho incomoda tanto?

Os corpos das pessoas não são um atestado de qualidade de vida segundo seus tamanhos. Há pessoas saudáveis "gordas" e pessoas doentes magras, como existe o contrário, A diversidade de diferentes corpos no mundo já nos impõe uma abertura à diferença, a olhar as pessoas, não os seus corpos.

Da intolerância  surge uma quantidade inumerável de bulímicos, anoréxicos, depressivos, suicidas, infelizes enfim. O convívio social fica inviável se não nos dispormos à compreensão da variedade corporal. Gordofobia é sinônimo de intolerância a esta variedade.

Somos Gordofóbicos?
Eu não sou meus dedos mínimos tortos, ele não é a cicatriz do acidente, ela não é a cor de sua ´pele, eles não são a surdez ou a cegueira, não sou minha ansiedade,etc. Nada disso nos representa ou diz quem somos como seres humanos.

Esquecemos rapidamente o que reside na seletividade de corpos como "bons ou maus", por exemplo, daquele juiz e tirano nazista que julgou judeus e outros tantos "tipos" de pessoas como se não tivessem qualidades suficientes para viver.

Pode até não ser ofensivo usar a palavra gordo ou gorda, dizem que depende do contexto e do "jeito de falar", mas se ele ou ela têm um nome, porque não chamar assim?
                                                 

Você poderá se interessar também por outro tema feminino: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2018/03/perdemos-marilelle-e-estamos.html