sábado, 30 de junho de 2018

É Preciso Dizer Não à Cultura do Estupro

As estatísticas sobre estupro há muito tempo não mudam e infelizmente as pesquisas apontam que, seja de adulto, seja com criança, muitos estupros ocorrem dentro do ambiente familiar, seja na residência da vítima ou na residência do agressor. 80% dos casos contra crianças, estão nestes resultados aterrorizantes: no caso das crianças especificamente, o lar já não é mais o lugar mais seguro do mundo.



Estupro de Vulnerável - Violência que destrói Uma Vida Inocente
A cada 11 minutos um estupro é cometido o Brasil e os mais vulneráveis nas mãos dos monstros  agressores são crianças, que nas palavras da lei em relação ao crime, são os menores de 14 anos. Mas mulheres adultas também vivem com temor e pavor por isso: o medo de ser estuprada.

Na lista, parentes e amigos são os primeiros, seguido pelos padastros e em seguida o próprio pai ou até o avô - no caso de crianças - para horror das famílias. Uma chaga que vai marcar para sempre a vítima e os laços familiares. As terríveis marcas do crime deixarão uma ferida de estresse pós-traumático, crises de ansiedade, depressão, terror noturno, dentre outros problemas.

Os números confirmam relatórios de um dos maiores e mais sérios institutos de pesquisas do país, o IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, que afirma que o estupro ocorre na maioria das vezes dentro do seio familiar. 

  




Os Delegados (as) afirmam: Protejam Suas Crianças, Todo Cuidado é Pouco


É muito difícil perceber os sinais que as vítimas demonstram, pois geralmente elas estão sob coação, ameaçadas pelo agressor, mas com um pouco de desconfiança (necessária) e observação mais sutil,  pode-se reconhecer várias pistas de que uma criança está sendo abusada. 

Lamentavelmente, a grande maioria dos estupros com crianças ocorre dentro da família e esse fato deixa qualquer pessoa desnorteada, mas assegurar a proteção dos vulneráveis é o que importa. É necessário redobrar os cuidados em relação às crianças.  Mas denunciar é o começo para acabar com a "cultura do estupro".


Em relação ao estupro de mulheres adultas,  também as estatísticas mostram boa parte dos agressores são seus parentes, inclusive seu cônjuge, um dos motivos que as impedem de denunciar seus algozes, pois estes as amedrontam, ameaçam, subjugam, além disso, as vítimas  se sentem envergonhadas e humilhadas.

                                  

Denunciar - A Primeira Providência para Acabar o Sofrimento

As pesquisas ainda concluem que muitos poucos casos são denunciados, o que prejudica muito a punição e aplicação da lei contra os abusadores. Só 10% são denunciados e em  apenas 1% os abusadores são punidos. algumas mulheres afirmam nas delegacias que não denunciam porque acham que seu agressor não será punido ou será solto facilmente.

 
Estupro é Crime Grave - A Culpa é do Estuprador
É preciso parar com a conivência, o silêncio, a vitimização, o sentimento de impotência. Quanto menos denunciar, mais os criminosos ficarão soltos e podem fazer de novo, vitimar outra pessoa, traumatizar, ferir ou até matar, uma criança ou mulher, embora o Senado tenha aprovado penas mais graves para crimes de estupro, vai de 6 a 30 anos.

Estupro é crime grave, de uma violência indescritível, pode ferir para sempre uma pessoa, destruir a infância e adolescência de uma criança. É fundamental  denunciar os casos. Quem desconfia ou tem certeza deve denunciar. É preciso dizer não à cultura do estupro.  




Desrespeito Absurdo: a Cultura Machista de Colocar a Culpa na Mulher

A cultura e o comportamento machistas que vigora no Brasil, contribui para as poucas denúncias que ocorrem dos casos de estupro. Enquanto a mulher - seu corpo - for vista como um objeto a serviço do homem (a objetificação da mulher), será difícil conseguir diminuir os números de casos de estupro. Até dentro do casamento (heterossexual), muitas mulheres se sujeitam às vontades dos maridos. Não se pode naturalizar o estupro. 


Outro agravante é achar que a mulher é "culpada" por estar tarde da noite na rua ou vestir-se de maneira "inadequada", ou seja, há uma culpabilização da vítima do estupro pelo seu comportamento e uma aceitação e normalização do comportamento do homem, que é justificado por ter estuprado. A mulher, como minoria, é vítima potencial.

Um homem solteiro é bem visto na cultura brasileira - ele está "curtindo" a vida - a mulher solteira, após os 30 anos, é chamada de encalhada e deve ser infeliz. Um completo absurdo e desrespeito contra a mulher, que tem direito às suas próprias escolhas - como se vestir e onde quer andar, como quer viver, se relacionar, etc.



A mulher é cidadã e uma pessoa com direitos iguais em todos os âmbitos sociais, da lei, assegurados na Constituição. Assegurar que os direitos sejam dados por igual a homens e mulheres se faz urgente. Debater a questão da igualdade de gêneros desde a escolarização, é outro meio para tentar exterminar a "cultura do estupro", do homem que se acha no direito de possuir o corpo da mulher como quiser, inclusive com violência.

Tanto construir outras formas de masculinidade para o homem, que deve deixar de ser considerado só o provedor,  reprodutor, dominador e detentor da maioria das posições na sociedade (na mídia,  na escola e no trabalho por exemplo), quanto cuidar de empoderar as mulheres, que precisam ser respeitadas nestes mesmos lugares e posições da sociedade. A igualdade e equidade dos gêneros irá garantir as ferramentas de combate à cultura do estupro.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Violência Contra Crianças - E a Segurança Pública Brasileira?

O Brasil inteiro acompanhou estarrecido as últimas notícias sobre a violência crescente voltada contra algumas crianças do mês de abril até hoje. Nesse período, três crimes chocantes abalaram nossa fé na humanidade, tendo em vista que, os seres mais vulneráveis que temos a obrigação de proteger, as crianças, foram as vítimas de crimes sórdidos, de uma crueldade indefensável. Mas a violência não precisa ser a marca da identidade brasileira.


Violência Policial em Cheque

Dois meninos de 3 e 6 anos, Joaquim e Kauã , em abril, uma menina de 12 anos, Vitória Gabrielly e um adolescente de 14 anos, Marcos Vinicius, estas últimas, mortas agora em junho. Os brasileiros precisaram reunir muitas forças para tentar aproveitar as festas juninas. 



Caso Vitória Gabbrielly de Apenas 12 anosFicamos horrorizados e muito abalados com a indiscutível perversidade humana crescente. Há indícios fortes de envolvimento dos próprios familiares em alguns crimes. 

Não importa. Que a punição seja rigorosa para todos os criminosos envolvidos, que nenhum deslize passe em branco, que toda a apuração resulte em pena máxima àqueles responsáveis por tamanha monstruosidade. 



Segurança Pública Brasileira , Sem  a Qualidade e Eficiência que Precisamos

As famílias brasileiras normalmente contam muito pouco com a segurança pública para proteger sua integridade. A cada crime violento e cruel, principalmente contra inocentes e indefesas crianças, a Segurança Pública brasileira demonstra que está ainda muito longe de ter a qualidade e eficiência da qual nós brasileiros merecemos, afinal, pagamos uma das maiores taxas de impostos no planeta e combater as desigualdades gritantes é um dos focos principais.

Não temos competência suficiente para garantir a inviolabilidade de nossas crianças, pelo que temos visto, através dos noticiários e redes sociais. Desde o absurdo intolerável da morte da vereadora Marielle Franco - que expôs a fragilidade do nosso serviço de proteção à pessoa - a maldita corrupção, e mais uma dezena de falhas,- - como a violência sistêmica, que tem se enraizado na sociedade - quando não, desculpas esfarrapadas sobre a atribuição de culpa pelos crimes.

Caso Adolescente Marcos Vinícius de 14 anos


O menino Marcos Vinícius foi morto por tiros em um suposto embate policial no qual helicópteros disparavam suas armas sobre a população. Que tipo de proteção é essa? Como podemos proteger nossas crianças com ação policial desse tipo? Que presidente vamos eleger que possa nos garantir nossa segurança através das políticas públicas na área? Combater o crime preventivamente e coercitivamente deveria ser uma meta viável e urgente.


Nossa Deficiência em Ver o Que Está Acontecendo Só Não é Pior do Que Não fazer Nada

Será que estamos embotados com máscaras como carnaval, copa do mundo e quatro telenovelas diárias, que nos ajudam a fingir que não vemos e encolhem nossa capacidade de discernimento?  A tal ponto de não ligarmos, negligenciarmos ou sequer reconhecermos a gravidade do problema da Segurança Pública brasileira, deficiente e inapta. Investimos milhões em festas de altos cachês a artistas caros  e mal investimos o básico para a segurança pública - equipamentos, infra estrutura, coordenação, salários, etc. 

É fundamental para efetuar as mudanças necessárias, questionarmos incanssavelmente as políticas para o cidadão que temos, e buscar quebrar as amarras das desigualdades sociais, passarmos a exigir muito mais das autoridades que nos representam no que diz respeito à nossa segurança e à inviolabilidade de nossas crianças, nossa garantia de futuro e nossos verdadeiros bens. 



O Que Podemos fazer Para Diminuir a Violência no Brasil?

Os moradores da favela da Maré onde o menino foi baleado, fizeram um mobilização quando fecharam ruas. Isso é bom, mas não é suficiente. Os colegas, amigos e familiares da menina Gabrielly, lotaram o cemitério onde a menina foi enterrada, comovente, mas não é suficiente. Somos privilegiados por sermos um país jovem e devemos proteger isso.

As redes sociais entraram em pane com as notícias das mortes dos pequenos Kauã e Joaquim de 3 e 6 anos, é um alento, mas não é suficiente. Nada da magnitude do emocional, seja ação ou reação, será suficiente, infelizmente. Colocamos nossa dor para fora, mostramos nossa indignação com o horror dessa banalidade com a vida humana, mas precisamos muito mais do que isso.


Ir além da dor é difícil, mas só as ações efetivas de controle, de cuidado, de prevenção, de política de segurança pública séria, honesta, competente, poderá assegurar os meios de diminuir a violência que avança a passos largos.

Precisamos entender a força que temos nas mãos , sem armas, mas com nossos votos.  E, ao perguntarmos como está a Segurança Pública Brasileira, lembrarmos que nossos representantes políticos têm que responder aos nosso anseios, às nossas necessidades. E acabar de uma vez com as duas polícias que há no Brasil: a polícia dos ricos, que alivia penas, e polícia de pobre, que na ponta oposta, extermina sem razão.

Exceto, claro, quando os cruéis assassinos são pessoas da própria família. Aí, sim, o sofrimento que temos e vemos é indescritível. Não conseguimos medir o tamanho da impotência que nos deparamos para tentar entender e fazer descer pela goela uma monstruosidade dessa magnitude

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Separação de Famílias - Isso é Política de Imigração?

A ONU - Organização das Nações Unidas- completa 70 anos em 2018 e para comemorar o feito , lançou à época do "Dia Internacional dos Direitos Humanos" - em dezembro 2017 - uma campanha mundial e anual, em Paris, na França. Parabéns à ONU pelos 70 anos de lutas incansáveis por algo inimaginável para muitos, infelizmente ainda, o direito a ser tratado como um ser humano digno.



E a política imigratória praticada atualmente pelo governo Trump, é exatamente o contrário das ações inclusivas de direitos humanos efetuada pela ONU. Lamentavelmente, para dizer o mínimo, soubemos e vemos, estarrecidos, práticas ofensivas, desumanas, racistas, degradantes, contra famílias de imigrantes nos Estados Unidos atual. 

Para sermos mais objetivos, o governo Trump tem separado as famílias, os filhos dos pais, e as crianças estão colocadas em espécies de jaulas. A imprensa mundial noticiou, as mídias sociais propagaram, as discussões e questionamentos só começaram contra esse tipo de política de imigração. E devem crescer ainda mais. Tomara, em vista do horror que esse absurdo reacionário, burocrático,  eleitoreiro e desumano é.


Política Imigratória do Governo Trump



Separação de Famílias - Que Tipo de Opção de Política é Essa?

Essa política de imigração exercida neste momento pelo governo Trump, sequer agradou a todos os membros de seu governo, alguns manifestaram-se contra, se recusam a adotar ou aprovar a barbaridade. Fica difícil lembrar do aniversário de 70 anos da ONU, que talvez  passe em branco, já que os eventos da Copa do Mundo da Rússia e mais os espetáculos governistas de Trump e de outros chefes de Estado mundiais canalizam a atenção de todos.




Manifestantes já foram às ruas nos Estados Unidos , protestar contra esta insanidade:  o governo autorizou seus policiais de imigração a deter as famílias na fronteira Estados Unidos/México e separar pais de filhos. 

Repórteres fotografaram as crianças apreendidas dentro de celas semelhantes a jaulas de animais em condições desumanas. O mundo vê consternado a atrocidade cometida pela política de "tolerância zero" deste governo em relação aos imigrantes ilegais que tentam atravessar a fronteira.

A pressão contra esta atitude chamou  a atenção do Papa Francisco e outras autoridades relevantes pelo mundo e já se ouve rumores de que o presidente americano cogita mudanças no projeto de imigração.


Política de Imigração de Donald Trump
Reação à Política de Imigração de Donald Trump


Indignação e Perplexidade Contra a Política de Imigração de Trump                

                   Uma das maiores revistas semanais norte-americanas, a Times, colocou em sua primeira página  a imagem de uma criança pesarosa, a olhar para o próprio Donald Trump.  A comovente cena correu as mídias do planeta, e causou indignação e tristeza em milhares de pessoas no mundo, que foram às ruas e às redes sociais protestar.

Não bastassem todas as dificuldades, dores e sofrimentos pelos quais as crianças passam mundialmente - guerras, abuso, abandono, trabalho forçado, sequestro, violências, tráfico infantil, outros - soma-se a isso esta situação degradante. Milhões de pessoas foram impactadas com o cenário.

Trump inclusive já publicou em suas redes sociais alfinetadas em relação à política imigratória na Alemanha, quando afirmou que não quer o seu país igualado ao país Europeu, supostamente generoso com imigrantes.


Separação de Famílias - Isto é Política de Imigração?

 O Que a Política de Imigração do Governo Americano  Nos Mostra ?

Pessoas detidas em centros de detenção, sem terem cometido atos violentos, é o que  tem ocorrido nos Estados Unidos. Crianças afastadas de seus pais (cerca de 2 mil), mantidas encarceradas é a prática imigratória nesse momento. 

Recentemente, houve divulgação de um relatório sobre o desaparecimento de cerca de 1500 crianças imigrantes por um departamento do Estado. Não se tem informações seguras sobre o paradeiro destas crianças. As informações colhidas sugerem que as crianças fugiam de violências várias, inclusive abuso doméstico e dos cartéis de drogas.

A insensibilidade e o descaso das autoridades não tem limites. Estas instituições afirmam que sequer têm responsabilidade sobre os desaparecimentos. O contexto de todos os fatos fere direitos humanos básicos. A "humanidade" em cada canto do mundo gradativamente se esvai e certamente leva com ela o sorriso da inocência das crianças.







quarta-feira, 30 de maio de 2018

Carga Tributária Brasileira, uma Vergonha Nacional: Acoooorda Contribuinte!


A Carga Tributária Brasileira é a principal culpada pela paralisação dos caminhoneiros neste momento. Aguardamos  a conclusão de uma das maiores manifestações recentes na república brasileira: a "paralisação dos caminhoneiros". Protesto que chegou devagar e aos poucos tomou dimensões bem maiores, em resposta à decisão do governo por aumento dos combustíveis.

Tiradentes, Tiradentes, Existe Cidadão Mais Besta do Que Eu?

Mas a paralisação, em todas as grandes estradas brasileiras,  rapidamente se transformou e alcançou grande repercussão nos noticiários e nas redes sociais, seja com as desculpas do governo em relação ao aumento autorizado, ou às vozes das categorias mais duramente afetadas, ou seja pelo apoio que os brasileiros deram ao movimento, como também as críticas àqueles que não a apoiam.

A carga tributária brasileira é carrasca do cidadão
Nós começamos a perceber o quanto determinada ação não está isolada de várias outras que surgem aos borbotões. Sem combustível, caminhões que transportam de cabo a rabo do país as milhares de coisas das quais precisamos diariamente, o Brasil estanca.


Um início de pânico se aproximou de todos, temerosos de faltar comida na mesa. Mas não podemos nos desviar da verdade factual: é a carga tributária brasileira a carrasca dessa história.


Pagar Pesados Impostos a Vida Inteira - É Essa a Sina do Brasileiro?

E foi exatamente o que aconteceu, assustou e provocou as reações mais diversas - da solidariedade à causa, ao repúdio quase insano. Os produtos sumiram das prateleiras, das bombas, dos reservatórios, e demais locais de reserva/estoque/venda, nas cidades do país.  
Principalmente, claro, combustível e produtos hortifrutigranjeiros.
  
E agora Brasil, Brasil para onde? A poucos meses das novas eleições presidenciais, o governo enfrenta, por isso, uma grande, grave e séria crise. 
Os Pesados Impostos Brasileiros


No entanto, a questão do combustível está diretamente relacionada à economia, cujas diretrizes estão nas mãos do governo. Em teoria. A dobradinha mercado e governo aqui chama a atenção e a Petrobras está bem no meio dela. Nesse ínterim, o povo fica de fora. Mais uma vez. E por trás de tudo isso está a cobrança de impostos, ou seja, a maldita carga tributária praticada no Brasil.




Cochilamos e Esquecemos o Quanto Pagamos de Impostos?

Pagamos como brasileiros pesados impostos

Essa paralisação deveria servir muito bem para ativar uma área do cérebro dos brasileiros que , infelizmente, encontra-se debilmente adormecida.

Esquecemos, no corre-corre do cotidiano, as contas pesadas que pagamos da carga tributária brasileira, que está presente em quase tudo que usamos e compramos.

A lei da oferta e da procura é certeira e cruel: produtos de menos, preços sobem, daí, alguns produtos de hortifrutigranjeiros já estão com preços escandalosamente altos. Preços "normais" já são infames, em tempos                                                                                        de escassez são insanos.

A Corda no Pescoço que Sufoca o Cidadão - A Carga Tributária Brasileira

E o governo segue bradando que é, como sempre, o dono da razão, sob a capa protetora do velho e conveniente aumento de impostos. E nós cidadãos, curvados quase ao chão, continuamos vergados sob o peso de uma carga absurda de taxas impraticáveis e imorais de tributos em cada produto e serviço consumido. Já deveríamos ter dado um basta há tempos.
A corda no pescoço que sufoca o cidadão


A categoria dos caminhoneiros foi uma das poucas que ousou enfrentar o governo, "bater de frente". Somos  vilipendiados na caradura. E às vésperas das próximas eleições presidenciais, torna-se uma preciosa oportunidade para questionarmos tudo isso. 

É impraticável que precisamos trabalhar cerca de 150 dias do ano só para pagar a montanha de impostos que temos. E o grosso desse caldo vai para a federação, pois estados e municípios também sofrem com a usura federal.

Mais Importante que Faltar Gasolina é Faltar o  Espírito Crítico

A carnificina entranhada no Brasil pelos impostos
Chega! Todos nós estamos cansados de saber que nossos municípios estão abandonados, em péssimas condições, e que nós mesmos (os de fora do topo da pirâmide) vivemos massacrados ao pagar contas infindáveis ininterruptamente  com retorno quase quase nulo.

Se a paralisação dos caminhoneiros puder ter alguma resposta positiva, que seja abrir os olhos da população à carnificina entranhada no Brasil, perpetrada por políticos (através das políticas criadas, como a Carga Tributária ) sem compromisso com os eleitores, cujos interesses são seus próprios bolsos e usam com esse fim os meio mais repulsivos de corrupção. 


Você também pode se interessar por: http://sociologiahojemdia.blogspot.com/2017/12/reforma-da-previdencia-nos-queremos.html

Veja mais em:  https://bananapeople.wordpress.com/2011/05/25/sabe-onde-a-canalhada-de-brasilia-arranja-o-dinheiro-para-roubar-do-seu-bolso/

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sábado, 24 de março de 2018

Dia da Mulher - Poucas Conquistas e Perda de Marielle Franco

Perdemos Marilelle ... Milhares de mulheres certamente ficaram ressentidas, desmotivadas ou indiferentes com o fato de que, mais uma vez a sociedade "comercial" supostamente comemorou o "Dia da Mulher " divulgado na mídia em doses espetaculares e sensacionalistas, no último dia 08 de março. Mas não havia nada a comemorar, logo depois, perdemos Marielle Franco.


Qual foi o Saldo Positivo em março, se Marielle Franco Morreu?


No entanto, a maior parte das mulheres, ao chegar em casa (para as que trabalham fora ou estudam), se depararam com uma pilha de louça para lavar, roupas para tirar do varal/dobrar ou sujas para tirar da cesta/pôr na máquina, preparar e servir jantar , dar geral de arrumação, (tudo para fazer antes de dormir),  etc. Ou seja, além de oprimidas pelo sistema, estamos exaustas com nossas lutas - pessoais e sociais.


Militante política brasileira morta brutalmente
Nesse sentido, consumamos nosso fracasso como cidadãos - inseridos numa pretensa democracia - aptas a comemorar o fiasco e falácia desse tal "Dia da Mulher.

Foi o mais fracassado Dia da Mulher dos últimos tempos no Brasil, pode-se dizer. Perdemos Marielle Franco, com M de mulher, de militante, de mãe.

Uma militante política feminista e dos direitos humanos que foi absurdamente assassinada, para horror de milhares de brasileiros que acompanhavam e /ou apoiavam suas lutas.   

Dia da Mulher - Para Quê? Pelo Quê? Para Quem? Por Quê?


De qual Dia da Mulher  falamos realmente? Certamente constatamos que nada mudou, todos os lugares foram distribuídos e o nosso continua quase intacto e estático, desde que nos conhecemos como gente, é o que pensamos. Dia da Mulher de Araque.

Nossas famílias nos atribuem um papel, as religiões nos colocam quietas nos "nossos lugares" a dizer amém, e nossos companheiros ( ai daquelas que têm companheira) praticamente ignoram o respeito que merecemos na relação, no casamento, na vida como um todo. 

Nós, com toda certeza, nos sentimos sós e vemos e comprovamos isso principalmente quando são divulgados os mais tristes casos de perdas fatais de mulheres (como a recente  perda de Marielle Franco) que anualmente pipocam em telonas, telinhas, nas hastags e os resistentes impressos. 



Num país de alto feminicídio, o que comemorar no Dia da Mulher?

As batalhas e lutas cruas do cotidiano  ainda são arduamente travadas pela grande maioria,tanto pelo fato das conjunturas (e estruturas) econômicas, políticas e sociais brasileiras serem por si só bastante difíceis e pesarem sobre cada cidadão. Nada a comemorar no Dia da Mulher.

 E também pela parte humana e pessoal, essa que deveria nos elevar, diferenciar, enobrecer e no entanto vamos inacreditavelmente - cada vez mais - na contra-mão delas, mostramos o pior de nós mesmos. A cada duas horas morre fatalmente uma mulher no Brasil. É mais uma  comprovação do feminicídio brasileiro.

Brasil recebe críticas pela morte de Marielle Franco

O Brasil foi criticado duramente lá fora, entidades nacionais e internacionais ligadas aos direitos humanos (causa pela qual Marielle também lutava), revelaram intensas críticas sobre o fato, a repercussão, as responsabilidades cabíveis, enfim, ao pesadelo homicida que paira sobre esse país.

Ao completar uma semana da ocorrência da fatalidade,  pouco se avançou desde então

"São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no seu coração." Na canção de Tom Jobim, tudo muito lindo, na vida real, nem um pouco. Nenhuma promessa de vida, só de morte, de dor e retrocesso democrático.

A democracia, o maior legado da humanidade, tem sido bombardeada incansavelmente em solo brasileiro, somos cidadãos nauseabundos.

Democracia brasileira ferida pela violência


Nauseabundo, nos dicionários que temos, geralmente trazem dois principais significados: adjetivo, 1- que causa náuseas; nauseante; nauseoso, e 2- que provoca asco, repugnante, asqueroso. 

Estamos nauseantes pelos acontecimentos fatídicos que tem nos assombrado, não só pelo caso Marielle Franco, mas tantos outros que trazem em seu bojo a repugnante faceta da democracia que míngua gradativamente a cada um destas perdas injustas.

veja mais em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/19/politica/1521481656_961928.html ; http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/violencia/violencias/feminicidio/


domingo, 28 de janeiro de 2018

Política ou Politicagem ? Os Rumos da Democracia Brasileira


O Que o Rei Momo Tem a Ver Com Isso?

Não haverá eleição para Rei Momo em Salvador, capital do Estado da Bahia, na maior festa popular de rua do Brasil, este ano de 2018. Curiosamente e infelizmente, "bateu" uma leve sensação de futura metáfora para a próxima eleição presidencial que brevemente baterá à porta de nossa política

O medo de uma patética comparação: - Momo, personagem da mitologia grega, representava o deus da ironia e do sarcasmo. Que esse espírito não seja o que irá nos rondar de agora em diante até o dia das eleições, personalização da politicagem. Pior ainda, que não seja a característica principal daquele que ocupará a cadeira presidencial em nosso país, para debochar de todos nós.

Que não sejamos os foliões em transe quase hipnótico, tragados para a festa de Momo em meio à multidão semi-desorientada e que não liga a mínima para isso. Com a democracia brasileira, com os rumos do nosso país, queremos e deveríamos sim estar absolutamente atentos, focados e diligentes, antes que nos chegue uma quarta-feira de cinzas patriótica.











Existe uma melhor opção política no momento?

Precisamos escolher de qual multidão queremos fazer parte, dos absortos ou dos centrados. Ainda que tenha toda a parafernália partidária a minimizar a importância e a essência da democracia, ela e só ela, é a personagem mais importante deste cenário. Longe de momos, campanhas, palanques, folias e urnas, que o destaque seja a senhora jovem,  - mas com desejo de ser madura, a democracia brasileira. 


E para termos democracia, precisamos da política, não de politicagemA Democracia colocada em "humilde" análise aqui, é  aquela que nos representa como cidadãos, como povo, a democracia representativa.  

Politicagem, tristemente,  que é o que se tem feito de ambos os lados no Brasil, por parte do governo e da oposição. Que não sejamos mais marionetes de partidos políticos de qualquer ideologia. 



Os partidos cada vez mais se distanciam do eleitorado, afastando-se por conseguinte da representação ao qual tinham o sentido de existir. Recebem verbas gigantescas, horários gratuitos em tevês, caríssimas consultorias de merchandising político, etc, tornando-se quase "imortais" dado ao tamanho agigantado que apresentam. E onde ficamos nós, pobres mortais eleitores? Cadê nossa autêntica representação?




Política ou Politicagem?

Crermos que ainda podemos ter um regime político em que verdadeiramente sejam os autênticos representantes do povo aqueles que porão em prática as decisões e escolhas populares.

Não para garantir  um "governo do povo, pelo povo e para o povo" (citação do presidente norte americano Abrahan Lincoln dos primórdios da democracia norte-americana),  quase uma ditadura da maioria. 

Mas um governo amplamente mais responsável, transparente, e para toda a população -  sendo o conjunto de todos os cidadãos do país. Todos. Nem só o povo, nem só os "poderosos", como tem sido favorável a estes últimos desde sempre. Dar enfim um verdadeiro rumo político autêntico à democracia brasileira.


O que nós sabemos sobre democracia representativa?

Como quase tudo na vida, a política faz parte da constituição nacional e consequentemente das demais divisões nele existente, - estados e municípios - fazemos  parte da construção do que ocorre (em cada etapa) na administração destas entidades, através do voto, do pagamento de impostos , entre outros meios.



Todas as unidades da Federação estão sujeitas a leis, decretos, diretrizes, regras, estatutos, etc, conforme estabelecido em nossa Carta Magna, nossa Constituição. E os três níveis do governo devem ao povo a administração destas unidades da maneira mais correta, eficiente, clara (transparente - , devemos estar cientes de todas as decisões e resultados); ética, razoável e impessoal (sempre, em qualquer circunstância deve-se ser visar o bem comum).

É preciso ter uma "consciência política"  para cuidar do que é nosso, como zelamos por pormenores em casa. Atitude que deve ser a mesma em relação ao Brasil, pois na verdade, estamos sujeitos à política e fazemos política o tempo todo.

Em quase todos os aspectos da vida do cidadão perpassa o resultado das medidas políticas existentes, e estas precisam deixar de ser sectárias e injustas. Os serviços públicos que temos são resultado do sistema político vigente (excludente e tendencioso). Não podemos dar as costas a isso e deixar que a política vire politicagem nas mãos erradas.


O que um eleitor pode fazer para ajudar o seu país?


Sim, temos, historicamente, uma formação de poder político/econômico e social distorcido, centrado na manutenção do poder econômico, que criou, fomentou, e cristalizou um Estado por assim dizer,  quase "prestador de serviço" às classes ricas - dominantes economicamente - que usaram e abusaram deste trono simbólico em que foram colocados. Estamos fartos disso há muito tempo. Todas as distorções injustas têm de ser reparadas.



Dentre as atitudes a tomar está a de tornar as instituições do Estado fortes o suficientes para serem protegidas de golpes, corrupção, falácias,  abusos de toda sorte que são cometidos com o véu da impunidade ao usar a máquina pública ao bel prazer de cada um. 

Bem como destravar a burocracia eleitoreira oportunista, que trata o eleitor como uma alma penada qualquer à mercê de campanhas cínicas.

Paremos com a perpetuação do poder na política partidária, na economia, na publicidade, na cultura, na sociedade. 

Nos tornemos mais fortes como cidadãos, menos apegados à pessoas falíveis (que se aproveitam de máquinas administrativas frágeis) e mais centrados e focados em ideias, estratégias, ações e resultados. O poder, se existir, deve ser para todos. E o único meio de garantir isso é tornar o governo "cego" e servil à política de um Estado, forte, democrático e imparcial.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Capitão Fantástico - É Possível Ser Diferente (de Verdade) Num Mundo Que se Diz Diferente?


Capitão Fantástico é um filme fantástico, com o perdão da redundância. Nos inspira, ao nos remeter a uma chuva de questionamentos que porventura podem já ter passado por nossa mente. Devemos seguir ao pé da letra tudo o que nos ensinam em toda nossa vida desde que nascemos? Sem questionar nada? Repetir e repetir numa repetição sem fim?

Basta, para vivermos "bem", assimilarmos as coisas tal qual nos chegam e pronto? Assim estaremos prontos para a vida? Será? O filme nos propõe estas questões o tempo todo: quem somos nós e o que afinal de contas estamos fazendo aqui, qual nosso propósito nessa bendita terra e em nossa vida?

É uma aventura inacreditável e repleta de inúmeros "testes" de superação que a família do ator Viggo Mortensen (da saga "Senhor dos Anéis") - seis filhos - têm de passar segundo sua maneira de criá-los. Mas será essa uma maneira realmente errada? Qual o propósito dele com essa "educação" totalmente diferente?



Crio meus filhos erradamente? Nos perguntamos em certo momento

Quais os valores da atual sociedade que fariam falta se os abandonarmos? Conseguiríamos sobreviver sem a tecnologia? Ou nos mataríamos de tédio? Somos, de fato, criaturas que sabem utilizar as ferramentas dos direitos humanos e das leis a nosso favor?

Entendemos o nosso cotidiano? Conhecemos o que comemos? Ou ingerimos à la fast food sem sequer ter a mínima noção da origem e feitura/fabricação dos alimentos? O que dizemos às crianças? Verdades esclarecedoras ou mentimos e as enganamos o tempo todo?

As crianças têm uma percepção global do que aprendem na escola? Ou são manuseadas e ensimesmadas? Desenvolvemos ou estimulamos o espírito crítico delas? Com certeza?



Mas o que ganhamos ao irmos contra todo nosso sistema de valores e crenças?

Aí nós mesmos temos que nos perguntar, encontrar nossas respostas e nos ajustar às mudanças que queremos ou nos readaptar à nossa maneira na sociedade existente. Uma resposta só que responda e dê solução à todos os problemas sociais (e pessoais, etc), jamais conseguiremos obter. O embate mundo ideal x mundo real é meio que infindável.

No próprio filme vemos que o protagonista revê suas posições sem abrir mão delas afinal. Há uma jeito para tudo por assim dizer, se não formos totalmente intolerantes e inflexíveis, e nos abrirmos às possibilidades que se avizinham, às vezes sem percebermos ou inesperadamente nos surpreendendo.

Revolução não é  (necessariamente) só pegar em armas e criar guerras?

Ben, o pai, instiga seus filhos a serem constantemente questionadores, analisarem ao invés de apenas responder automaticamente - isso é revolução: sair do mecanicismo e da massificação e tornar-se único e pensante, não um mero reprodutor de ideias padronizadas e malbaratadas.


Não conformar-se, não mesmerizar-se, não à roda-viva cantada por Chico Buarque tão sabiamente : " ... A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá ...A gente vai contra a corrente até não poder resistir..."

Quando não compraremos o que nem necessitamos? Quando estaremos satisfeitos com o que temos? Quando vamos controlar nosso destino sem apenas copiar o do vizinho?

Eis que chega "Capitão Fantástico" e sacode a poeira do nosso cansaço e da nossa letargia, da nossa entrega e fraqueza, da nossa quietude e conformidade e nos traz um sopro de renovada energia e vitalidade, nos acorda do cochilo passivo induzido pela introjeção do conformismo às cegas. Aí vem Ben Cash e arranca - docemente e ferozmente - a venda dos nossos olhos.